Arrecadação federal tem expansão em Minas Gerais

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Arrecadação federal tem expansão em Minas Gerais
De janeiro a julho deste ano, a arrecadação federal em Minas totalizou R$ 59 bilhões - Crédito: REUTERS/Bruno Domingos

O recolhimento de impostos, contribuições e tributos federais no Estado somou R$ 8,825 bilhões em julho, montante 17% maior que o registrado em junho, quando a arrecadação em Minas Gerais chegou a R$ 7,538 bilhões. Já em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 6,945 bilhões), o aumento foi ainda maior e chegou a 27%.

Os dados são da Receita Federal do Brasil (RFB) e indicam que, no mês passado, o Estado respondeu por 6,4% do total do País, cujas receitas arrecadadas somaram R$ 137 bilhões.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, a arrecadação federal em Minas totalizou R$ 59 bilhões sobre R$ 46 bilhões nos mesmos meses de 2018. Isso significa alta de 28% entre os períodos. Já o crescimento real foi de 25,58%, quando descontada a inflação oficial do País no período – medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, que foi de 2,42%.

No sétimo mês de 2019, somente a arrecadação do Imposto de Renda (IR) gerou uma receita de R$ 2,4 bilhões, com alta de 71% frente ao de junho (R$ 1,4 bilhão). Em relação ao mesmo mês de 2018 (R$ 1,6 bilhão) houve alta de 50%.

O recolhimento do IR referente às pessoas jurídicas representou 64% do total recolhido com o imposto no período (R$ 1,549 bilhão) e o referente às pessoas físicas respondeu por praticamente 36% (R$ 250 milhões).

De maneira detalhada, em julho, a arrecadação do IR junto às pessoas físicas no Estado caiu 19,3%, somando R$ 250 milhões contra R$ 310 milhões em junho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o valor totalizou R$ 209 milhões, foi apurada alta de 19,6%.

Já a arrecadação do IRPJ em Minas somou R$ 1,549 milhão no mês passado sobre R$ 470 milhões em junho, elevação de 229%. Sobre o total arrecadado com o IR de pessoas jurídicas no mesmo período de 2018 houve aumento de 76,4%, conforme a Receita (R$ 878 milhões).

O recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em Minas somou R$ 997 milhões no mês passado, 3,79% a menos que em junho (R$ 1,031 bilhão). Frente a igual mês do ano anterior (R$ 879 milhões), a alta foi de 13,4%. A arrecadação da Cofins respondeu por 11,2% do total global no Estado em julho.

O pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no Estado oscilou mais uma vez. No mês a arrecadação do imposto somou R$ 564 milhões, com incremento de 7,4% na comparação com o total de junho (R$ 525 milhões). No confronto com idêntico mês de 2018 (R$ 570 milhões) foi registrado recuo de 1%.

O Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) gerou o recolhimento de R$ 311 milhões em julho, com baixas de 2,8% em relação ao mês anterior (R$ 320 milhões) e de 13,8% sobre os R$ 361 milhões de 2018.

Já o recolhimento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) somou R$ 87 milhões no sétimo mês deste ano, enquanto que no sexto foi de R$ 89 milhões, diminuição de 2,2%. Frente ao montante do mesmo intervalo do exercício anterior (R$ 74 milhões), foi registrado aumento foi de 17%.

Conforme os dados da Receita Federal, o recolhimento do Imposto de Importação em julho deste ano (R$ 96 milhões) subiu 18,5% na comparação com o de junho (R$ 81 milhões) e ficou praticamente estável em relação ao igual mês um exercício antes (R$ 95 milhões).

No País, resultado foi o melhor desde 2011

Brasília – A arrecadação do governo federal teve crescimento real de 2,95% em julho sobre igual mês de 2018, a R$ 137,735 bilhões, divulgou a Receita Federal ontem, no melhor dado para o período desde 2011, beneficiado por mais tributos recolhidos de empresas.

Em apresentação, a Receita informou que houve uma arrecadação considerada extraordinária com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) de R$ 3,2 bilhões no mês, contribuindo para a alta real de 21% desta linha sobre julho do ano passado.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que a arrecadação extraordinária veio por conta de reorganizações societárias.

“Elas têm que recolher a realização do ganho de equivalência patrimonial, que está sujeita à tributação do IR e da CSLL”, disse ele, que não especificou as companhias, limitando-se a dizer que não “foi uma nem foram muitas, foram poucas empresas”.

Também afetou positivamente o resultado do mês a expansão de 2,47% registrada na arrecadação com Cofins/PIS-Pasep, em um acréscimo de R$ 648 milhões na comparação anual.

Entre os destaques positivos, aparecem em seguida a arrecadação com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos do Trabalho, que cresceu 3,59% sobre julho de 2018, ou R$ 334 milhões, e com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com elevação de 9,85%, aumento de R$ 305 milhões.

Nos sete primeiros meses do ano, a arrecadação teve alta real de 1,97%, a R$ 895,330 bilhões. Na série corrigida pela inflação, 2019 teve o melhor desempenho para o acumulado desde 2014 (+ R$ 905,371 bilhões).

Antes dos dados de julho, o governo havia ampliado o congelamento nos gastos do Executivo para mais de R$ 30 bilhões para assegurar o cumprimento da meta fiscal deste ano, após as revisões para baixo para o comportamento da economia terem afetado negativamente a perspectiva de arrecadação.

Ontem, inclusive, o Ministério da Economia publicou uma portaria em que adotou medidas de ampla racionalização de gastos em meio ao aperto fiscal da União, limitando despesas e suspendendo novas contratações neste ano com treinamento, consultorias, obras físicas, estágios, diárias e passagens internacionais.

A meta de déficit primário neste ano é de R$ 139 bilhões para o governo central, mas membros da equipe econômica têm sinalizado que um resultado melhor poderá vir com iniciativas como o leilão de excedente da área petrolífera da cessão onerosa.
Esses recursos, contudo, só devem entrar no caixa do governo nos últimos dias de 2019 caso o cronograma do certame consiga ser cumprido conforme o esperado. (Reuters)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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