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Atividades econômicas passam a ter menos restrições em Minas

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Na capital mineira, a flexibilização do funcionamento de atividades consideradas não essenciais deve ser definida hoje pela PBH | Crédito: Luciana Montes

A melhora dos indicadores da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais permitiu que novas regiões avançassem da onda roxa, mais restritiva e impositiva, para a onda vermelha do programa Minas Consciente.

Agora, entre 60% e 70% da área do Estado poderá retomar parte das atividades econômicas que estavam suspensas, ainda que de forma restrita. Mesmo com a progressão, o governo de Minas Gerais ressaltou que o momento da pandemia ainda é crítico e que é preciso manter os protocolos para evitar a disseminação do vírus.

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 Representantes dos setores de comércio, serviços e turismo avaliaram a medida como positiva e importante para a sobrevivência das empresas.

Durante a coletiva de imprensa, realizada ontem, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, explicou que as medidas mais restritivas da onda roxa renderam bons resultados e, por isso, foi possível que mais áreas progredissem para a onda vermelha.

“Graças ao esforço da onda roxa, que em algumas regiões já dura quatro semanas e em outras mais que isso, obtivemos melhorias dos indicadores e tudo aponta que continuaremos a ter. Com base nas decisões técnicas, estamos com várias regiões avançando da onda roxa para a vermelha, dentre elas a RMBH.”, disse o governador Romeu Zema.

Com a decisão, as macrorregiões de Saúde Norte, Sul, Sudeste e Jequitinhonha e as microrregiões de Betim, Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté, Vespasiano, Contagem, Curvelo e Manhuaçu poderão avançar para a onda vermelha do plano Minas Consciente. Triângulo Norte, Triângulo Sul e Noroeste já haviam migrado de onda.

Em relação às macrorregiões de saúde do Estado, com a decisão, metade já progrediu para a onda vermelha e as demais seguem na onda roxa por pelo menos mais uma semana.

“É uma evolução muito grande, mas não é para comemorações. Estamos longe de termos conforto. Nós ainda temos um sistema hospitalar que opera com carga pesada. Os profissionais da saúde estão cansados. As vagas são poucas. Precisamos continuar tomando todos os cuidados”, disse o governador.

Setores econômicos

A progressão de grande parte dos municípios para a onda vermelha, onde os setores econômicos podem funcionar, ainda que com restrições, foi aprovada por representantes dos setores de comércio, serviços e turismo.

De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Frank Sinatra, o avanço é essencial para que os empresários possam retomar as atividades e tentar amenizar os prejuízos já acumulados com as medidas restritivas.

“O avanço para a onda vermelha do Minas Consciente, sem dúvidas, nos traz certo alívio. Tanto tempo sem abrir as portas deixou o setor de comércio e serviços do Estado à beira do precipício. Precisamos retomar nossas atividades e recuperar com urgência nossa economia. Somos o setor responsável por 73% do PIB nacional e os maiores geradores de emprego no País. Não é justo pagarmos a conta sozinhos dessa pandemia.”

Ainda segundo Sinatra, todos os protocolos para evitar a disseminação.

Um dos setores que também foi muito afetado, o turismo, em partes do Estado, poderá voltar a funcionar, porém, com capacidade de atendimento reduzida em 50%.

O secretário de Turismo de Camanducaia, Bruno Rosa, explica que para as cidades que progrediram para a onda vermelha, foi um avanço muito importante. Mas ainda é necessário que outras regiões também avancem e que o turismo possa ser reativado. Em Camanducaia, a prefeitura irá reforçar a fiscalização e cobrar que todos os protocolos de controle da pandemia sejam cumpridos.

“Para os empresários que estão em cidades que mudaram da onda roxa para a onda vermelha foi uma grande vitória. Os hotéis e restaurantes poderão funcionar, mesmo com apenas 50% da capacidade. É um grande avanço, porém, algumas ainda não mudaram de onda e, por isso, nosso movimento vai continuar para que todos os destinos possam trabalhar.

Setor produtivo cobra ações eficientes de controle

O conselheiro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) e empresário do Polo de Modas do Barro Preto, em Belo Horizonte, Marco Polo Rolim, considerou a decisão do governo muito importante.

“Vejo com bons olhos e otimismo a progressão da onda roxa para a vermelha em vários municípios do Estado. É um sinal de que nosso esforço está dando resultados, apesar de nós não nos considerarmos culpados pela propagação. Os empresários dos setores de comércio, serviços e turismo estão pagando um preço muito grande. Vemos milhares de empresas e de postos de trabalho sendo encerrados com as restrições”.

Rolim ressalta que é preciso que medidas mais eficientes sejam adotadas para o controle da pandemia e que não se penalize mais a economia e setores de comércio, bens, serviços e turismo.

Além da vacinação em massa, Rolim defende que é preciso fazer testes em massa e criar um passaporte de imunidade, o que já vem sendo usado em outros países. Através de um aplicativo, segundo Rolim, o governo poderia monitorar o trânsito das pessoas, emitir alertas quando identificados pontos de contaminação e monitorar as pessoas doentes.

“O vírus é invisível, mas a pessoa que porta não. É preciso fazer a vacinação em massa e teste em massa para identificar quem está contaminado e monitorar o isolamento. Com isso, a população sadia pode ter livre circulação, fazendo com que a economia volte a fluir.

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