As exportações de minério de ferro do Estado caíram 1,3% em agosto, com receita de US$ 876 milhões | Crédito: Divulgação

Mesmo com a valorização do dólar frente ao real de um ano para o outro, uma vez que enquanto em agosto de 2019 a moeda norte-americana se encontrava nos patamares próximos de R$ 4 e no mês passado figurou na casa dos R$ 5,30, elevação de mais de 30%, o saldo da balança comercial mineira pouco oscilou, tendo apurado queda de 1% na mesma base de comparação.

Enquanto o superávit do oitavo mês deste exercício foi de US$ 1,652 bilhão, em igual época do exercício anterior chegou a US$ 1,669 bilhão.

Já no acumulado de 2020 até agosto foi registrada estabilidade (0,36%), com a diferença entre exportações e importações tendo somado US$ 11,266 bilhões,  ante US$ 11,225 bilhões no acumulado dos oito primeiros meses de 2019, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia.

Quando considerado os volumes transportados, os resultados também apresentaram queda. Em agosto de 2020 o saldo foi de 11,649 milhões de toneladas, contra 11,876 milhões de toneladas no mesmo mês um ano antes. Ou seja, queda de 1,9%. Já nos oito primeiros meses, os números foram de 84,263 milhões de toneladas neste ano e 89,427 milhões de toneladas no exercício anterior, diferença de 5,77%.

No mês passado, as exportações a partir de Minas Gerais chegaram a US$ 2,226 bilhões e 12,651 milhões de toneladas. Em igual época de 2019 os números foram de US$ 2,441 bilhões e 12,858 milhões de toneladas, respectivamente.

Já quanto à importação, os números apurados no Estado foram de US$ 574 milhões e 1,002 mil toneladas no oitavo mês deste exercício e US$ 772 milhões e 982 toneladas um ano antes.

Na avaliação do professor de economia do Ibmec/MG Felipe Leroy, mesmo com o câmbio depreciado, e um resultado da balança comercial brasileira como um todo, positivo, os números têm ficado aquém das expectativas, em virtude dos impactos causados pela pandemia de Covid-19.

“Estamos vendendo bem, temos produtos que todos precisam, mas a grande questão é que a crise não é só interna. Europa, Estados Unidos e demais países também perderam renda, estão com suas economias desaquecidas e demandando menos”, explicou.

Neste sentido, segundo o especialista, a retomada econômica nacional puxada pelo setor internacional que era esperada até tem acontecido, mas em ritmo menor do inicialmente esperado. “De toda maneira, já vemos algum efeito. As próprias exportações de arroz, soja e minério, por exemplo, evidenciam isso e estão amenizando as consequências negativas na nossa economia”, ressaltou.

Especificamente sobre Minas Gerais, Leroy destacou os números do minério de ferro e do café, principais itens da pauta exportadora do Estado. Segundo ele, Minas sai na frente, por ter na cesta os principais itens da balança brasileira.

Itens – Segundo o Ministério da Economia, Os embarques de minério de ferro somaram US$ 876 milhões em agosto e na mesma época de 2019 chegaram a US$ 888 milhões. Isso significa queda de 1,3% entre os períodos. Em volume, Minas embarcou 11,063 milhões de toneladas de minério neste ano e 11,171 milhões de toneladas um ano antes.

No ano, a exportação do minério de ferro totalizou US$ 5,379 bilhões sobre US$ 5,494 bilhões em 2019.  Ao todo foram 78 milhões de toneladas frente a 84 milhões de toneladas de um exercício para o outro.

Já as remessas de café ao exterior somaram US$ 271 milhões sobre US$ 270 milhões sempre na comparação dos meses de agosto. Ao todo foram 128 mil toneladas no mês passado contra 126 mil toneladas no mesmo mês de 2019. No acumulado do ano foram US$ 2,228 bilhões e 982 mil toneladas da commodity, contra US$ 2,270 bilhões e 1,056 milhão de toneladas.