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Balança comercial mineira acumula superávit de US$ 9,682 bilhões

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O minério de ferro respondeu por 47% das exportações de MG de janeiro a maio | Crédito: Divulgação

A recuperação das economias asiática, europeia, americana, bem como a valorização do dólar frente ao real continuam impulsionando as exportações mineiras. Da mesma forma, o reaquecimento da economia brasileira tem alavancado as importações do Estado, por meio da maior aquisição de insumos e máquinas no mercado internacional. O resultado? Um superávit de US$ 9,682 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, montante 56% superior aos US$ 6,175 bilhões apurados em igual período de 2020.

Os dados são da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia, que, no início de abril, revisou a metodologia de análise das estatísticas, e que pode ter alguma influência sobre os resultados. No entanto, especialistas consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO afirmam que os números de Minas Gerais seguem dentro do esperado e que as maiores influências podem ocorrer nos valores agregados do País.

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Em Minas, o saldo do volume transportado aumentou 24% no período de janeiro a maio sobre a mesma época de um ano antes. Enquanto neste exercício a diferença entre exportações e importações somou 55,963 milhões de toneladas, nos primeiros cinco meses do ano passado chegaram a 45,057 milhões de toneladas.

Quando considerado apenas maio, as cifras do comércio exterior do Estado apresentaram aumento de 48% e os volumes transportados cresceram 25% na comparação com 2020. O superávit do mês chegou a US$ 2,344 bilhões e 12,771 mil toneladas.

Em relação a abril – quando já foi aplicada a nova metodologia – o saldo da balança cresceu 5%, tendo passado de US$ 2,227 bilhões bilhões para US$ 2,344 bilhões. Em volume houve alta de 10%, pois no quarto mês deste ano a diferença entre exportações e importações foi de 11,574 mil toneladas no mês passado e agora 12,771 mil toneladas.

Somente as exportações do Estado somaram US$ 14,363 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano, representando alta de 49% sobre os US$ 9,593 bilhões do exercício anterior. Na mesma comparação, as importações chegaram a US$ 4,681 bilhões contra US$ 3,418 bilhões, indicando elevação de 36% entre os exercícios.

Em termos de volumes, as exportações já somam 61,276 milhões de toneladas contra 49,199 milhões de toneladas em 2020. Já nas importações, o volume chegou a 5,313 milhões de toneladas sobre 4,142 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.

Em maio, as exportações somaram US$ 3,427 bilhões contra os US$ 2,243 bilhões de 2020. Já as importações chegaram a US$ 1,083 bilhão neste exercício e US$ 633 milhões um ano antes.

Minério e alimentos impulsionam as exportações

De acordo com o analista de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Marcos Marçal, o minério de ferro e os alimentos vêm puxando o desempenho da balança mineira neste exercício. Segundo ele, mais de 47% das exportações no acumulado de 2021 foram do insumo siderúrgico, que tem sido favorecido ainda pela elevação do preço no mercado internacional e pelo apetite asiático, sobretudo o chinês.

Na parte dos alimentos, temos a agricultura sendo puxada por itens como café, açúcar e soja que também tiveram seus preços elevados no mercado, além da proteína animal“, comentou. Já no que diz respeito às importações, o especialista citou os produtos químicos utilizados justamente no agronegócio.

Professor de economia do Ibmec-MG, Helio Berni, por sua vez, ressaltou que a valorização dos preços das commodities e a recuperação econômica de grandes compradores brasileiros continuam favorecendo o resultado da balança comercial. “Se por um lado temos mercados em recuperação elevando nossas exportações, por outro, o Brasil também está demandante de insumos e máquinas para manter a produção”, disse.

E a perspectiva, segundo Berni, é de continuidade na elevação dos resultados, baseando-se nos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos trimestres. No entanto, ele voltou a dizer que ainda é preciso cautela, uma vez que impactos poderão surgir nos próximos meses, principalmente, relacionados às eleições presidenciais de 2022. “Os extremos vão ser muito fortes e isso pode causar ruídos nos mercados, impactando o desempenho econômico do País”, alertou.

Os embarques de minério de ferro somaram US$ 6,712 bilhões e 54,076 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2021. Na mesma época de 2020 foram US$ 2,831 bilhões e 41,857 milhões de toneladas. Já as remessas de café somaram 771 mil toneladas e US$ 1,783 bilhão até maio, contra 664 mil toneladas e US$ 1,543 bilhão um ano antes.

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