Bancários param mais de 120 agências em BH e ameaçam greve a partir da próxima semana

Categoria cobra reajuste salarial de 5% acima da inflação e diz que greve será deflagrada em todo o País se não houver avanço nas negociações com Fenaban
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Bancários param mais de 120 agências em BH e ameaçam greve a partir da próxima semana
Em Belo Horizonte, 65 agências da Caixa Econômica Federal aderiam a paralisação desta quinta-feira (20). | Foto: Diário do Comércio/Daniel de Andrade

Mais de 120 agências bancárias paralisaram as atividades nesta quinta-feira (20) em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH), segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de BH e Região (SEEB/BH e Região). Caso as reivindações da categoria não sejam atendidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entre elas aumento real de salário acima da inflação, mais 5% sobre o valor, uma greve por tempo indeterminado pode ser iniciada a partir da próxima quarta-feira (26).

Em entrevista ao Diário do Comércio, o presidente da associação sindical, Ramon Peres, afirma que a paralisação em âmbito nacional foi aderida pelas seguintes empresas em Belo Horizonte e RMBH:

  • 65 agências e duas plataformas de negócios da Caixa Econômica Federal;
  • 29 agências do Banco do Brasil;
  • 31 agências de bancos privados (Itaú, Santander, Bradesco e Mercantil);
  • 5% das agências do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

“A interrupção das atividades por 24 horas é uma forma de fazermos pressão na Fenaban para atender nossas propostas”, destaca Peres. Segundo ele, uma reunião entre a categoria e a federação está marcada para a próxima segunda-feira (24).

Reajuste e saúde mental estão entre as reivindicações dos bancários

No decorrer das negociações da Campanha Nacional, Peres afirma que além do pedido por aumento real de salário acima da inflação, mais 5% sobre o valor, as principais reivindicações são:

  • aumento no vale alimentação e refeição, que, segundo o sindicalista, está defasado em relação a inflação de alimentos;
  • reajuste no valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) acima da inflação e condizente com o lucro dos bancos.

O dirigente sindical afirma ainda que o setor pede fim do fechamento de agências, interrupção na demissão de bancários e atenção à saúde mental dos profissionais. “A nossa categoria, hoje, é a que mais adoece com problemas mentais, seja por conta de cobrança de metas, assédio moral, excesso de atividades simultâneas e acúmulo de funções. Muitos bancos estão demitindo profissionais e não estão repondo”, destaca.

O Diário do Comércio acionou a Fenaban para apurar se a entidade setorial está disposta a atender as reivindicações dos bancários na reunião da próxima segunda-feira (24), mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026

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