Bancários param mais de 120 agências em BH e ameaçam greve a partir da próxima semana
Mais de 120 agências bancárias paralisaram as atividades nesta quinta-feira (20) em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH), segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de BH e Região (SEEB/BH e Região). Caso as reivindações da categoria não sejam atendidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entre elas aumento real de salário acima da inflação, mais 5% sobre o valor, uma greve por tempo indeterminado pode ser iniciada a partir da próxima quarta-feira (26).
Em entrevista ao Diário do Comércio, o presidente da associação sindical, Ramon Peres, afirma que a paralisação em âmbito nacional foi aderida pelas seguintes empresas em Belo Horizonte e RMBH:
- 65 agências e duas plataformas de negócios da Caixa Econômica Federal;
- 29 agências do Banco do Brasil;
- 31 agências de bancos privados (Itaú, Santander, Bradesco e Mercantil);
- 5% das agências do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
“A interrupção das atividades por 24 horas é uma forma de fazermos pressão na Fenaban para atender nossas propostas”, destaca Peres. Segundo ele, uma reunião entre a categoria e a federação está marcada para a próxima segunda-feira (24).
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Reajuste e saúde mental estão entre as reivindicações dos bancários
No decorrer das negociações da Campanha Nacional, Peres afirma que além do pedido por aumento real de salário acima da inflação, mais 5% sobre o valor, as principais reivindicações são:
- aumento no vale alimentação e refeição, que, segundo o sindicalista, está defasado em relação a inflação de alimentos;
- reajuste no valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) acima da inflação e condizente com o lucro dos bancos.
O dirigente sindical afirma ainda que o setor pede fim do fechamento de agências, interrupção na demissão de bancários e atenção à saúde mental dos profissionais. “A nossa categoria, hoje, é a que mais adoece com problemas mentais, seja por conta de cobrança de metas, assédio moral, excesso de atividades simultâneas e acúmulo de funções. Muitos bancos estão demitindo profissionais e não estão repondo”, destaca.
O Diário do Comércio acionou a Fenaban para apurar se a entidade setorial está disposta a atender as reivindicações dos bancários na reunião da próxima segunda-feira (24), mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto.
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