A retomada do funcionamento dos bares e restaurantes na capital mineira deve ser implementada de forma gradual | Crédito: Manoel Evandro

Mais uma semana vai se passar sem que os bares e restaurantes da capital mineira abram novamente as suas portas para receber os consumidores. Apesar das expectativas de retomada das atividades, o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (antigo Sindhorb e atual Sindbares), Paulo Pedrosa, destaca que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) não determinou nenhuma data para a reabertura dos estabelecimentos do setor. A decisão foi comunicada em uma reunião realizada ontem, com a participação de ambos.

Contudo, Pedrosa ressalta que o saldo do encontro foi positivo e que há, sim, boas sinalizações. Ele lembrou, por exemplo, que a taxa de ocupação de leitos por enfermos com o Covid-19 está diminuindo em Belo Horizonte, o que já aponta para uma possível flexibilização.

Na próxima semana, adianta o presidente do Sindbares, mais uma reunião deverá ser realizada para análise da situação na capital mineira. “Agora vamos aguardar”, frisa ele, afirmando que a entidade não irá entrar na Justiça para requerer a retomada. “Achamos que não é o melhor caminho”, pondera.

Apesar de já existir uma luz no fim do túnel, a retomada do segmento deverá ser feita de maneira gradual e, inicialmente, sem recontratações, afirma Pedrosa. Não se sabe ainda qual modelo será adotado, mas uma opção é a de abertura de bares e restaurantes apenas durante o horário de almoço, sem comercialização de bebida alcoólica.

Recuperação – Neste cenário, não há esperanças de que, por ora, as cerca de 15 mil pessoas que perderam seus empregos por causa do fechamento do setor consigam voltar à ativa. A paralisação das atividades também levou ao fechamento de mais de mil negócios localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), segundo Pedrosa. Uma possível recuperação, prevê ele, ficará para o ano que vem.

As coisas não serão como antes não só no que diz respeito ao número de trabalhadores, mas também em relação ao funcionamento dos locais. O presidente do Sindbares destaca a medida anunciada pela PBH, que fechará cerca de 70 ruas para que mesas e cadeiras possam ficar dispostas do lado de fora, aumentando a segurança das pessoas em relação à disseminação do Covid-19. Outras ações também já foram preparadas. “Vamos seguir todos os protocolos de segurança na reabertura dos estabelecimentos”, avisa ele.

Fôlego – Se nem tudo será como antes, as perspectivas são de que o chamado novo normal pelo menos dê mais um fôlego para o setor. Pedrosa salienta que, atualmente, o segmento vive o momento mais difícil da sua história. Muitos estabelecimentos tentam sobreviver por meio do delivery, mas os resultados não são tão bons como se gostaria. “Isso tem ajudado um pouco, mas está muito longe de resolver”, afirma ele.

Diante de todo esse cenário e desafios, o que resta é ser otimista, salienta o presidente do Sindbares. “Estamos otimistas. Não temos outra saída a não sermos otimistas”, argumenta ele.