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Economia

Bares e restaurantes veem situação se agravar em BH

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Crédito: Divulgação
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O fechamento dos bares e restaurantes, medida adotada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para evitar a proliferação da Covid-19, já causou o encerramento de 3,5 mil estabelecimentos em Belo Horizonte e 30 mil empregos perdidos, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel Minas). A estimativa é de que, ainda este ano, cerca de mais mil empresas do setor encerrem as atividades. 

Avaliando a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a projeção é de que cerca de 30 mil estabelecimentos tenham encerrado as atividades, provocando o corte de 250 mil empregos diretos. 

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De acordo com o presidente da Abrasel Minas, Matheus Daniel, a situação do setor vem se agravando a cada dia, já que as empresas estão novamente proibidas de abrir. Mesmo com a possibilidade das vendas através do delivery, o serviço, segundo Daniel, nunca representou mais do que 30% do faturamento – isso para aqueles estabelecimentos que foram muito bem. Mas, para a grande maioria, o delivery representa entre 15% e 20% do faturamento apenas. Com isso, a estimativa é de que, com o novo decreto de fechamento, ocorra uma queda de 80% nas vendas do setor. Apesar de fechadas e com menor faturamento, as cobranças continuam. 

“O poder público municipal adiou o pagamento das taxas de 2020 para o final de 2021. São cerca de 27 taxas pagas pelo comércio em geral. O que não ajuda em nada. O dinheiro que deixamos de ganhar em 2020, não iremos ganhar mais. Então, jogar as taxas para frente não resolve o problema do setor de bares e restaurantes. Seguimos sem uma proposta econômica do governo municipal para ajudar, inclusive, o IPTU de 2021 já está sendo cobrado”, diz.

Ainda segundo Daniel, a Abrasel continua lutando pelo que é melhor para o setor. Segundo ele, é preciso que a PBH tenha um plano tipo o Programa Minas Consciente, do governo estadual, para dar uma previsibilidade para o setor. 

“A gente enfrenta muitos problemas com a falta de previsibilidade. Fomos impedidos de vender bebida alcoólica em 7 de dezembro de 2020 e nada apontava para isso. Estávamos com estoques e a medida causou um enorme prejuízo para o setor. Não tínhamos previsão que isso iria acontecer e, vale ressaltar, que não adiantou de nada, os índices dispararam mesmo com a proibição das vendas. Isso destruiu o Natal dos garçons e do pessoal que trabalha nos bares e restaurantes. O que a gente precisa é de previsibilidade. Precisamos saber o que vai ocorrer conforme os índices utilizados pela PBH no controle da pandemia variem”. 

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Abertura no almoço – Para minimizar os prejuízos, a proposta da Abrasel é que seja permitida a abertura imediata dos restaurantes para almoço comercial. Segundo ele, o restaurante para almoço de segunda a sexta é essencial e não vai provocar aumento do fluxo de pessoas, já que atende ao público que está trabalhando e não é voltado para o lazer. 

O cenário desfavorável para os bares e restaurantes também é confirmado pelo presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindbares), Paulo Pedrosa. 

Segundo Pedrosa, considerando o início da pandemia até o final de janeiro, a estimativa é de que mais de 2 mil empresas do setor encerrem as atividades. O novo fechamento do comércio agravou ainda mais a situação. 

Situação crítica – “O impacto do fechamento é muito grande no setor. Somente na hotelaria, de abril até hoje, já foram mais de 17 mil empregos perdidos em Belo Horizonte, considerando a RMBH são mais de 25 mil postos perdidos. É uma situação muito complicada. Nossa categoria, de bares, restaurantes e hotelaria, está com queda de 50% no faturamento, com esse segundo fechamento”.

Ainda segundo Pedrosa, muitas empresas já não têm mais condições de arcar com as folhas de pagamentos, aluguéis, contas de água, energia, taxas e impostos.

“Estamos pleiteando, junto à PBH, a isenção de pelo menos seis meses do IPTU. O prefeito, Alexandre Kalil, prometeu que vai ajudar os empresários do comércio com um plano de recuperação, mas ainda não existe nada efetivo. Digo que 70% dos empresários estão no CTI, só esperando a extrema-unção”, disse Pedrosa.

Reprovação de Bolsonaro alcança 40%

Brasília – A reprovação do governo Jair Bolsonaro inverteu a curva e voltou a superar a aprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22), em meio ao agravamento da crise de gestão da pandemia de Covid-19.

Segundo o levantamento, a gestão Bolsonaro foi avaliada como ruim ou péssima por 40% dos entrevistados ante 32% que consideravam isso na sondagem anterior, do início de dezembro.

O governo do presidente foi considerado ótimo ou bom por 31% no novo levantamento contra 37% na pesquisa anterior. Essa é a maior queda da aprovação de Bolsonaro desde o começo do governo, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

A avaliação regular do governo ficou em 26% ante 29% do levantamento de dezembro.

A pesquisa foi realizada após o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil no domingo, após o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado o uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca-Oxford contra Covid-19.

Contudo, a imunização no País começou com a CoronaVac, liderada pelo desafeto do presidente, o governador paulista, João Doria (PSDB). E, nos últimos dias, o número de mortes e casos de Covid-19 ganhou um impulso no País.

Do último levantamento para cá, houve também o encerramento do pagamento do auxílio emergencial a pessoas durante a pandemia.

A sondagem foi feita pelo telefone entre os dias 20 e 21 de janeiro, com 2.030 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. (Reuters)

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