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Bolsa deve manter a tendência de alta no restante deste ano

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Expectativa de retomada da economia é um dos fatores que impulsionam a bolsa de valores | Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Os primeiros seis meses do ano foram marcados por mais um período positivo na bolsa de valores. No fechamento do sexto mês de 2021, houve uma valorização de 0,46%, elevando para 6,54% a alta acumulada no primeiro semestre. A taxa de juros ainda baixa, o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a expectativa de uma retomada econômica são fatores que devem continuar contribuindo para a atratividade da B3 em 2021.

De acordo com o sócio da Cespe Investimentos, Tiago Cespe, a bolsa de valores, no início do ano, foi marcada por um certo pessimismo ainda em função da pandemia da Covid-19, porém, a valorização das commodities e a melhoria das projeções econômicas contribuíram para um desempenho positivo. 

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“Em geral havia certo pessimismo pelo cenário desafiador que o coronavírus gerou. Porém, a subida das commodities foi fundamental para o desempenho do índice, tendo em vista que os ativos relacionados a elas têm percentual relevante na composição do Ibovespa”.

Ainda segundo a Cespe, o fechamento do semestre foi marcado por uma visão mais clara do mercado, incluindo revisões positivas para o Produto Interno Bruto (PIB) do País, o que também colaborou para os resultados positivos na bolsa.  

“O que no início gerava pessimismo a alguns, foi ficando mais claro e analistas de bancos locais e internacionais em geral estão em consenso quanto às projeções, foram revistas as expectativas de PIB, para cima, e também do Ibovespa”.

O analista da Terra Investimentos, Regis Chinchila, destacou que junho registrou a maior pontuação do Ibovespa. “Junho ficou marcado pelo Ibovespa renovando seu recorde histórico na faixa de 131 mil pontos. Na segunda quinzena do mês o mercado de ações passou por uma realização de lucros e a alta no mês ficou em 0,46%”.

Dentre os papéis que apresentaram melhores resultados no período estão os da Via Varejo, Braskem, CVC Brasil, Banco Inter, Petrobras e B2W Digital. 

“Para julho, mantivemos nossa carteira mensal de ações com destaque para diversificação entre os setores: B3, Gerdau, Eztec, Petrobras, Rumo, Vale, Via Varejo, Itaú, BRF, Ecorodovias”, disse Chinchila.

O diretor de Estratégia da Belo Investment Research, Rafael Foscarini, explica que a bolsa de valores vem apresentando resultados positivos desde o ano passado. Após registrar 60 mil pontos no Ibovespa, bem no ápice da pandemia de Covid-19, o índice se recuperou e iniciou o ano próximo a 118 mil pontos. No semestre houve uma nova evolução, encerrando o período a 126 mil pontos. 

“No acumulado do ano, é um aumento modesto, mas o mercado está confiante em relação à bolsa. Entre os fatores que explicam o crescimento visto desde o ano passado estão os juros ainda baixos, hoje em 4,25%, que tiram a atratividade dos investimentos de renda fixa e estimulam o mercado de ações. Os juros, apesar de mais altos que no início de 2021, não cobrem a inflação e, por isso, o investidor busca alternativas de maior risco mas que possam trazer retorno”. 

Ainda segundo Foscarini, desde o ápice da pandemia, a bolsa também passou a ser uma opção para as pessoas físicas, que estão mais interessadas. “Nunca se teve um número tão expressivo de CPFs na bolsa como visto hoje. Eram cerca de 3,7 milhões em maio, sendo que em 2019 eram 1,6 milhão, mais do que dobrou”.

Expectativas para o restante do ano

Para o restante do ano, as estimativas, avaliando o cenário atual, são positivas e, segundo o sócio da Cespe Investimentos, Tiago Cespe, em geral, estima-se que o fechamento anual para o Ibovespa seja por volta dos 150 mil pontos, o que implica em um potencial de valorização por volta de 18%.

“O cenário é desafiador, porém estamos tendo sinais fortes de uma recuperação das empresas e, isso, que irá ditar o futuro da nossa bolsa. Atualmente estou vendo uma rotação favorável ao varejo que era um setor difícil para esse ano, está recuperando rápido o que acumulou de queda”, explicou Cespe.

Para Rafael Foscarini, da Belo Investment Research, a perspectiva também é favorável. “Mesmo com a perspectiva de aumento dos juros, as taxas ainda são mais baixas que as praticadas anteriormente, por isso, investir em ações será mais atrativo que a renda fixa, por exemplo. Mesmo que os juros interfiram de forma negativa, pode haver uma compensação com a atração e investimentos estrangeiros”.

Outro fator importante que deve manter a bolsa valorizada é o aumento da vacinação contra a Covid-19, que vai contribuir para o controle da pandemia e retomada das atividades econômicas. Além disso, o cenário macroeconômico tende a ficar mais estável, o que também é positivo.   

“O retorno da bolsa vem do lucro das empresas e a expectativa é que este lucro aumente”. 

Brasil vive um boom de fusões e aquisições

São Paulo – As empresas brasileiras estão fechando negócios vultosos, enquanto a maior economia da América Latina tenta se recuperar da pandemia com um crescimento do PIB anual projetado de 5%, o que potencialmente eleva o volume de transações em setores que vão de energia à saúde.

O volume de fusões e aquisições cresceu oito vezes no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 56,8 bilhões, enquanto as ofertas de ações totalizaram US$ 15,3 bilhões, um aumento de 55%.

Os banqueiros esperam que a atividade permaneça aquecida durante o segundo semestre, impulsionada por uma perspectiva econômica mais otimista, com setores como varejo e fintechs em destaque.

No primeiro semestre, a aquisição da Notre Dame Intermédica pela operadora de saúde Hapvida por US$ 9,58 bilhões foi o sétimo maior negócio em mercados emergentes, enquanto o acordo para compensações a Petrobras na cessão onerosa dos campos de petróleo em águas profundas de Atapu e Sepia, de US$ 6,45 bilhões, ficou em 13º lugar.

A privatização da Cedae, concessionária de água e esgoto do Estado do Rio de Janeiro, movimentou cerca de US$ 4 bilhões, atraindo GIC, de Cingapura, o fundo de pensão canadense CPPIB e a holding local Itaúsa.

“Há um círculo virtuoso em andamento: a atividade econômica está se recuperando, as taxas de juros permanecem baixas e o capital está disponível”, disse Eduardo Miras, chefe de banco de investimento do Citi no Brasil.

A maior oferta de ações do Brasil neste ano aconteceu no último dia de junho, com a venda da participação da Petrobras na distribuidora de combustíveis BR Distribuidora, um negócio que movimentou R$ 11,36 bilhões.

Companhias como a empresa de energia Raízen, uma joint venture entre Cosan e Royal Dutch Shell, a cimenteira Intercement Brasil e a rede de clínicas oncológicas Oncoclinicas planejam precificar IPOs multimilionários nas próximas semanas.

Espera-se que esses negócios atraiam os investidores estrangeiros, que evitaram as ofertas de ações brasileiras no início deste ano em meio ao agravamento da pandemia e à turbulência política.

“Os investidores estrangeiros não estão mais tão preocupados com a pandemia porque o ritmo da vacinação aumentou nas últimas semanas”, disse Roderick Greenlees, chefe do banco de investimentos do Itaú BBA, que liderou a tabela de ações no primeiro semestre. Ele prevê que as ofertas de ações chegarão a R$ 160 bilhões neste ano, um aumento de 33% em relação a 2020.

Os investidores estrangeiros desembolsaram R$ 65,1 bilhões comprando ações de empresas brasileiras, excluindo as vendas, no primeiro semestre, de acordo com a B3, em comparação com uma saída líquida de R$ 62,8 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Os investidores domésticos, por outro lado, ficaram mais tímidos, com as taxas de juros de referência subindo de 2% em janeiro para 4,25%. Os fundos de ações receberam R$ 1,7 bilhão em recursos líquidos neste ano até maio, ofuscados por ingressos líquidos de R$ 94,1 bilhões para fundos de renda fixa.

Ciclo – A forte atividade do mercado de capitais também está aumentando os recursos disponíveis para financiar aquisições, disse Bruno Amaral, chefe de M&A do BTG Pactual, que liderou a tabela de fusões e aquisições do Brasil no primeiro semestre.

Setores duramente atingidos pela pandemia, como o varejo, estão entre os mais ativos em negócios nos últimos meses, com a recuperação do Brasil e o aumento do consumo, disse Amaral.

“Também estamos vendo muitos negócios na área financeira, principalmente das fintechs competindo com os grandes bancos, e em saúde”, acrescentou.

A Berkshire Hathaway Inc de Warren Buffett liderou uma rodada de financiamento de US$ 750 milhões no Nubank, enquanto a gestora de private equity Advent International investiu US$ 430 milhões na empresa de pagamentos Ebanx. (Reuters)

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