Além de Belo Horizonte (foto), as outras cinco cidades melhores ranqueadas são Uberlândia, Nova Lima, Poços de Caldas, Lavras e Uberaba | Crédito: IEPHA/ Lucia Sebe

Minas Gerais tem seis municípios na lista dos 50 mais competitivos do Brasil. Além de Belo Horizonte, que ocupa o 11º lugar, Uberlândia (33º), Nova Lima (38º), Poços de Caldas (39º), Lavras (40º) e Uberaba (49º) também foram destaque no primeiro “Ranking de Competitividade dos Municípios”, estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com o Gove e com o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgado ontem.

Os dados do levantamento, que abarca 405 municípios com mais de 80 mil habitantes do País, revelam ainda que, quando se leva em conta apenas cidades da região Sudeste, a capital mineira está na oitava posição e na sexta considerando apenas as capitais brasileiras. No Estado, por sua vez, encontra-se no topo do ranking.

Nesse cenário, na média, uma cidade mineira está no 145º lugar do ranking geral, uma posição intermediária, de acordo com o coordenador de competitividade do CLP, Lucas Cepeda. Trata-se do quarto melhor desempenho relativo, sendo que os três primeiros são de Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

Conforme Cepeda explica, o levantamento joga luz nos reais desafios dos municípios e é possível, por meio dele, elucidar as principais demandas das cidades. Além disso, atua como uma ferramenta de gestão das políticas públicas, entre outros benefícios.

“O ranking permite que a população avalie a qualidade do governo. É também uma ferramenta para balizar a atração de investimentos, para as empresas entenderem onde devem alocar os seus recursos”, pontua.

Nesse sentido, o Estado obteve alguns resultados relevantes, conforme avalia Cepeda. “Minas Gerais, além de ter seis municípios no Top 50, também tem outras cidades bem colocadas, no Top 100: Varginha (72º lugar), Itaúna (73º lugar), Itajubá (76º lugar), Pouso Alegre (85º lugar), Araxá (89º lugar), Itabira (95º lugar), São João del-Rei (96º lugar) e Muriaé (98º). A gente consegue ver ainda outros destaques, como o fato de Belo Horizonte estar na 15ª posição na dimensão de economia”, afirma.

Para chegar até o resultado final, o levantamento considera três dimensões (instituições, sociedade e economia), 12 pilares temáticos (sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, acesso à saúde, qualidade da saúde, acesso à educação, qualidade da educação, segurança, saneamento e meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações) e 55 indicadores (como taxa de investimento, endividamento, crescimento do PIB per capita e formalidade no mercado de trabalho).

“Esta organização é fruto de ampla reflexão ao longo do projeto sobre quais são os temas fundamentais para se analisar a competitividade a nível municipal no Brasil”, diz o material divulgado pelo CLP.

Diante dos resultados, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ainda está analisando os dados, conforme explica o secretário municipal adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão, Jean Mattos.

“A Prefeitura está estudando o ranking e seus indicadores, divulgados hoje (ontem), para conhecimento dos municípios que não participam da avaliação e de toda metodologia usada”, diz.

“Mas já verificamos que, além de figurar como a sexta capital mais bem posicionada, Belo Horizonte alcançou o 11º lugar entre as 405 cidades com mais de 80 mil habitantes avaliadas. Também vale destaque o fato de nossa cidade ser a capital melhor posicionada na dimensão sociedade, que contempla indicadores nas áreas de Saúde, Educação, Segurança, Saneamento e Meio Ambiente”, afirma.

Uberlândia – Mas o que, de fato, contribui para que um município seja competitivo? Quais ações têm sido tomadas na prática do dia a dia?

Uberlândia, a segunda cidade mais competitiva em Minas Gerais, tem no investimento em infraestrutura e na facilitação dos negócios uns dos motivos para o seu destaque, de acordo com o prefeito Odelmo Leão.

Ele ressalta que o município atraiu R$ 3 bilhões em investimentos, desde o início de 2017 até julho deste ano, em áreas diversas. Para ele, o fator qualidade de vida tem uma grande importância.

“Desde 2017, quando assumimos, iniciamos um processo de reconstrução de várias áreas da cidade, como abastecimento de água, saúde e educação”, diz ele, que lembra, ainda, que o município passou por uma modernização. Hoje, por exemplo, 95% da prefeitura já é digitalizada.

“Há toda a infraestrutura necessária para que o investidor seja atraído para a cidade”, afirma o prefeito.

Competitividade

Confira as 10 cidades mineiras mais bem colocadas no ranking geral:
11º lugar – Belo Horizonte
33º lugar – Uberlândia
38º lugar – Nova Lima
39º lugar – Poços de Caldas
40º lugar – Lavras
49º lugar – Uberaba
72º lugar – Varginha
73º lugar – Itaúna
76º lugar – Itajubá
85º lugar – Pouso Alegre