Cemig amplia programa de investimentos em R$ 1,2 bi

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Cemig amplia programa de investimentos em R$ 1,2 bi
CREDITO:ALISSON J. SILVA

Em meio às insistentes falas do governador Romeu Zema (Novo) quanto à necessidade de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a empresa de energia do Estado ampliou seu programa de investimento para o período que compreende os anos de 2020 a 2022.

Em comunicado ao mercado, a estatal mineira afirmou que o Conselho de Administração aprovou um aumento no plano de investimentos da subsidiária Cemig Distribuição (Cemig D) de R$ 1,2 bilhão nos próximos três anos. Procurada pela reportagem, a elétrica não deu mais detalhes sobre os aportes.

De acordo com o texto direcionado aos acionistas, o montante adicional tem o objetivo de acelerar a modernização da base de ativos da empresa, reduzir custos de operação e manutenção, melhorar indicadores de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes. Já o plano de investimentos da Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) permanece inalterado.

Assim, a companhia prevê investir R$ 9,973 bilhões entre 2019 e 2023, sendo R$ 8,1 bilhões no segmento de distribuição e R$ 1,873 bilhão no setor de geração. Somente para este ano estão previstos R$ 1,296 bilhão de investimentos consolidados. No ano que vem, serão R$ 2,277 bilhões. Em 2021, R$ 2,174 bilhões; em 2022, R$ 2,139 bilhões; e em 2023, R$ 1,736 bilhão.

Dos recursos a serem investidos na Cemig GT, R$ 1,289 bilhão serão voltados para reforço e melhoria da transmissão, R$ 450 milhões na operação e manutenção da geração e R$ 135 milhões em aportes diversos.

A empresa divulga ainda nesta semana os resultados do segundo trimestre de 2019. Nos primeiros três meses deste ano, a empresa reportou lucro líquido de R$ 797,2 milhões, alta de 71,6% na comparação anual, com resultado impulsionado pelas vendas de energia e ganhos com operação de hedge.

Além disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) dos primeiros três meses deste exercício somou R$ 1,46 bilhão, expansão de 45,1% na comparação com igual trimestre do ano anterior.

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Privatização – No início da semana, durante a 20ª Conferência Anual Santander, o governador do Estado voltou a falar sobre a necessidade de privatização da companhia energética mineira. Segundo ele, a estatal necessita de R$ 21 bilhões em investimentos nos próximos anos. No entanto, possui apenas R$ 6 bilhões em caixa.

Mas, conforme Zema, os problemas não se limitam apenas aos investimentos. Ele citou obstáculos impostos pela companhia à expansão da energia fotovoltaica produzida no Estado, alegando que a Cemig se esqueceu do motivo de sua existência.

A privatização de estatais é uma das promessas de campanha do governador, que há dois meses, anunciou que encaminharia à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) uma proposta de alteração da Constituição do Estado de forma a anular a exigência de referendo para a privatização não só da Cemig, mas também da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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