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Economia

Comerciantes pedem novo diálogo com a PBH

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Crédito: Mara Bianchetti
Crédito: Mara Bianchetti

Há quase 20 dias sem poder funcionar de portas abertas, representantes das atividades de comércio e serviços da Capital pedem maior diálogo e mudança na postura da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Dirigentes de 24 entidades voltaram a cobrar a liberação imediata das atividades não essenciais, mesmo que de forma mais restrita e com funcionamento diferenciado, alegando que o aumento na infecção não é de responsabilidade dos setores.

Em entrevista coletiva virtual, o grupo, liderado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), fez uma série de ponderações e reivindicações a respeito das ações adotadas pela equipe do prefeito Alexandre Kalil (PSD), incluindo a elaboração, de forma conjunta, de um plano emergencial de recuperação econômica. Desde março do ano passado, pelo menos 7,5 mil estabelecimentos comerciais encerraram suas atividades de vez na Capital.

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Conforme o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o número representa 5% dos 150 mil estabelecimentos de comércios e serviços existentes na cidade em 2019. Ele também citou dados de ocupação dos leitos e taxas de transmissão divulgados pela própria administração municipal, indicando que “o fechamento do comércio não surtiu os efeitos desejados”.

“Os números comprovam que as atividades não essenciais podem ser reabertas, ou melhor, não precisavam ter sido fechadas. Belo Horizonte foi a primeira grande cidade a fechar e a última a abrir, impondo à economia da Capital a maior quarentena do mundo. Da primeira vez, o argumento para o fechamento era a estruturação da rede hospitalar. Agora, a razão está na ocupação dos leitos, que a própria PBH fechou”, argumentou.

Os empresários também fizeram outros pedidos, como a ampliação do transporte público e até mudança nos protocolos de funcionamento das atividades. E foram enfáticos quanto à necessidade de um maior diálogo com a equipe de Kalil. De acordo com Silva, quando as entidades questionam algo, recebem apenas respostas, e não ações.

“Quando foi reeleito, o prefeito fez uma declaração e se comprometeu, inclusive citando a CDL/BH, a reunir as entidades para debater o lado econômico da pandemia. A CDL não foi procurada até agora. E o plano de recuperação da cidade passa por esses setores não essenciais podendo trabalhar”, alertou.




Ainda em relação ao plano, o presidente disse que é preciso ser construído em conjunto com a Prefeitura, mas que o município precisa ser protagonista, justamente para poder indicar onde poderá haver cortes e benefícios.

Entre as medidas estariam isenção de impostos aos negócios afetados, apoio de gestão para a retomada das empresas e interlocução com os governos estadual e federal para alívio nos impostos. “Outras cidades já possuem planos bastante adiantados. Precisamos fazer isso o mais rápido possível em Belo Horizonte”, afirmou.

A presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, também integra o pleito, embora seu setor seja considerado essencial e esteja autorizado a funcionar. Ela ressaltou o efeito cascata que o fechamento da cidade está levando não apenas à economia, mas a toda a população.

“É um efeito dominó. Não conheço nenhum setor que não esteja sendo prejudicado com essa atitude intransigente da Prefeitura. Intransigente, porque não há diálogo. Mas, sim, um monólogo, onde só eles falam e a gente escuta. A situação é grave na saúde e na economia e precisamos que a prefeitura faça sua parte. E não é fechando leitos, mas por meio do diálogo”, defendeu.

Abrasel: o setor não pode ser culpado

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, disse ontem que o comércio não pode ser culpado pelo aumento da transmissão do coronavírus na cidade.

“Não é o bar, não é o restaurante, é uma doença comportamental. Não podemos pagar o preço pela falta de gestão da Prefeitura. Estamos abertos ao diálogo para uma construção coletiva, mas precisamos que a Prefeitura também esteja disposta a conversar”, completou.




Procurada, a PBH não comentou a falta de diálogo alegada pelos empresários nem a possibilidade de uma construção conjunta de um plano de recuperação econômica para a cidade.

Porém, respondeu que, conforme anunciado pelo prefeito no dia 20 de janeiro, o comércio será reaberto assim que houver melhora nos indicadores epidemiológicos. E que a medida de fechamento das atividades não essenciais não trata de culpar o comércio ou qualquer setor econômico pela explosão de casos, mas retirar o máximo de pessoas de circulação. Disse também que tão logo os indicadores permitam, a flexibilização será retomada.

Sobre o número de leitos, o Executivo informou que entre os dias 8 e 25 de janeiro a Rede SUS-BH abriu 56 novos leitos de UTI Covid, totalizando 303 unidades e que novos acréscimos podem ocorrer desde que sejam viabilizadas as contratações de equipes necessárias.

Por fim, afirmou que prorrogou, pela terceira vez, o pagamento do IPTU/2020 e das taxas imobiliárias para as empresas afetadas pelas medidas de restrição.“Com as medidas de amparo, a Prefeitura vai prorrogar o pagamento de R$ 157 milhões, que é o saldo devedor em aberto das empresas beneficiadas pelo novo decreto. Além disso, a Prefeitura também está reavaliando quase uma centena de taxas e preços públicos cobrados na capital nas áreas ambiental, de assistência social, política urbana, parques, jardins e cemitérios”, informou por meio de nota. (MB)

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