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Expectativa do polo de modas do Barro Preto é de que ocorra uma recuperação dos resultados no próximo ano frente a 2020 | Crédito: ALISSON J. SILVA/Arquivo DC
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Em dezembro, o desempenho das vendas no Barro Preto, polo de moda em Belo Horizonte, foi considerado positivo diante das incertezas e restrições impostas para conter o avanço da Covid-19.

A movimentação nas lojas foi maior, puxada pelo Natal, e a tendência é encerrar o mês com resultados próximos aos alcançados em igual mês de 2019. Dentre os desafios enfrentados, a menor oferta e o aumento do preço de insumos, como tecidos, por exemplo, têm deixado os empresários cautelosos, mas a expectativa é de que 2021 seja melhor que 2020.

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De acordo com o diretor do Conselho da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Barro Preto e vice-presidente de Relações Públicas da CDL-BH, Fausto Izaac, as vendas voltadas para o Natal na região foram muito boas.

“A movimentação foi muito boa, com a vinda de muitas caravanas de compras para a região. O Natal é a melhor data para o segmento de vestuário e, mesmo com a recomendação de não se fazer festas neste final de ano, todo mundo gosta de uma roupa nova e isso é importante para movimentar as vendas. Desde a reabertura do comércio, estamos registrando resultados positivos mês a mês. Para o setor de vestuário do Barro Preto, esperamos encerrar dezembro com o mesmo resultado do ano passado”.

Ainda segundo Izaac, nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, com o fechamento do comércio, as vendas nas lojas da região foram muito afetadas, chegando a registrar quedas de 70% a 80% no faturamento.

Porém, os empresários criaram novos canais de vendas, como as on-line e feitas pelas redes sociais, o que foi importante para manter um mínimo de comercialização. Com a reabertura, os canais alternativos se tornaram mais uma opção para atender os consumidores e têm contribuído para a recuperação.

“O comércio do Barro Preto foi muito penalizado com as medidas para conter o avanço da pandemia, mas os empresários se reinventaram e buscaram alternativas para superar a crise. Estamos em um momento de recuperação do desempenho, mas que ainda exige muita cautela e uma boa gestão por parte dos lojistas”, disse Izaac.

A maior movimentação no Barro Preto foi favorável para as vendas de Natal na Babita, empresa de moda feminina voltada para o atacado. De acordo com o diretor executivo da Babita, André Soalheiro, as vendas foram melhores que o planejado, porém, ainda ficaram abaixo de 2019.

“As vendas para o Natal foram melhores do que esperávamos. A gente esperava um desempenho bem abaixo do alcançado em 2019, mas conseguimos manter as vendas em torno de 70% a 80% do resultado do Natal de 2019”.

Ainda segundo Soalheiro, fatores como o fechamento de diversas atividades e setores no mundo para controle da pandemia impactaram as cadeias produtivas e o setor de vestuário vem enfrentando dificuldades em adquirir insumos, principalmente, tecidos, que estão com oferta limitada e preços elevados.

Além disso, também foi difícil contratar mão de obra para a produção das peças. “Com o auxílio emergencial, muitas pessoas garantiram uma renda e tivemos dificuldades de contratar mão de obra para atender a demanda do período”.

Expectativa – Para 2021, a expectativa é de que ocorra uma recuperação dos resultados frente a 2020, porém, o grande desafio será alcançar o desempenho obtido em 2019. A suspensão do pagamento do auxílio emergencial deve impactar de forma negativa a demanda do primeiro semestre. Porém, com o avanço da vacinação, a expectativa é de um segundo semestre melhor.

“As vendas de final de ano não salvam 2020, mas trazem esperança de que o primeiro semestre de 2021 será melhor que igual período de 2020. Essa retomada das vendas, mesmo que ainda abaixo de 2019, foi importante e evitou que muitas empresas encerrassem as atividades”, explicou Soalheiro.

Lojistas apontam vendas menores no Natal

Juliana Siqueira

Nem mesmo o Natal, data tradicionalmente marcada por um grande número de vendas, conseguiu trazer resultados animadores para o comércio da capital mineira, que, assim como vários outros lugares do País e do mundo, sofre com a pandemia da Covid-19.

De acordo com os dados divulgados pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), 68,2% dos lojistas afirmaram que as vendas no período não superaram as de igual época do ano passado.

Além disso, os dados da entidade revelam ainda que as comercializações neste fim de ano, além de terem sido menores do que as verificadas em 2019, também ficaram abaixo das expectativas para 2020.

Nesse cenário, 37,5% dos lojistas disseram que o Natal de 2020 não superou as expectativas. Já 27,5% destacaram que houve crescimento das vendas, o que fez com que o resultado superasse as perspectivas.

Como vem acontecendo ao longo do ano em várias datas comemorativas, a pandemia foi apontada como a principal responsável pelo número menor de comercializações no Natal deste ano, de acordo com o estudo da CDL-BH, sendo que 88,1% dos lojistas ressaltaram a disseminação da doença como a maior dificuldade enfrentada.

Foram também obstáculos para as vendas, segundo a pesquisa da CDL-BH, a queda na renda dos trabalhadores e redução do fluxo de pessoas circulando nas ruas (14,7% ambos), horário de funcionamento do comércio (7,4%), desemprego (5,6%) e inflação (5,6%).

Entretanto, apesar dos fatores negativos, algumas ações dos lojistas contribuíram para que os prejuízos não fossem ainda maiores. O presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, ressalta que as promoções e as vendas on-line foram importantes nesse cenário.

Outros pontos positivos para que os comerciantes não tivessem prejuízos ainda maiores neste ano, destaca ele, foram o auxílio emergencial, medida governamental para aqueles de baixa ou nenhuma renda, e a Black Friday.

Sobre as formas de pagamento mais utilizadas neste fim de ano, quem liderou foi o parcelamento no cartão de crédito (48,1%), seguido por pagamento à vista no cartão de crédito (20,6%), cartão de débito (13,8%) e dinheiro em espécie (7,2%).

Fechamento do comércio – Se os números do comércio ainda não são iguais aos de 2019, a situação pode ficar ainda pior se as portas dos estabelecimentos se fecharem novamente, conforme pontua Silva.

Na tarde de hoje, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, vai participar de uma reunião e de uma coletiva de imprensa para falar sobre os rumos da cidade em meio à pandemia. O possível anúncio de uma paralisação das atividades tem preocupado o segmento.

“Um novo fechamento agora com certeza irá interromper o processo de recuperação de milhares de estabelecimentos que, às custas de muito trabalho, criatividade e inovação, estão conseguindo se manter de pé. Reafirmamos: se alguém se sacrificou para salvar vidas em nossa cidade, esse alguém foi o comércio”, diz o presidente da CDL-BH.

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