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Economia

Comércio está cauteloso com as vendas do Dia das Mães

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Crédito: Adão de Souza/PBH

A pandemia de Covid-19 e a crise provocada pelas medidas de contenção ao avanço do vírus estão impactando de forma negativa no otimismo dos empresários do comércio em relação às expectativas para o Dia das Mães.

De acordo com a pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), a maior parte dos entrevistados (58,6%) espera recuo nas vendas em 2021 frente a 2020.

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A piora dos indicadores econômicos, como a inflação e o aumento do desemprego, estão entre os fatores que podem prejudicar o desempenho do comércio. Mesmo com cautela, a data comemorativa pode trazer fôlego ao setor e a estimativa é movimentar R$ 1,3 bilhão em vendas no Estado.

Comemorado, este ano, no dia 9 de maio, o Dia das Mães é a segunda melhor data para o comércio varejista, perdendo apenas para o Natal. A data afeta de forma positiva 66,3% das empresas que compõem o setor em Minas Gerais.

Para este ano, as estimativas são mais cautelosas. O levantamento da Fecomércio mostra que entre as empresas que são impactadas pela data em Minas Gerais, 58,5% acreditam que as vendas no período serão inferiores às do ano de 2020.

Segundo o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, a pandemia (92,6%) e a crise econômica (34,7%) foram os principais motivos apontados pelos empresários para a espera de um desempenho pior em 2021. 

“No ano passado, em função da pandemia, o comércio funcionava com mais restrições que atualmente, inclusive, com as lojas de shoppings fechadas. Porém, neste ano, os indicadores econômicos estão mais deteriorados, o que afeta o otimismo do empresário. Fatores como o aumento do desemprego, queda da renda da população, aumento da inflação e a alta do dólar, o que encarece os produtos, podem afetar de forma negativa as vendas para o Dia das Mães”, explicou. 

A pesquisa foi realizada entre 5 e 12 de abril, período em que grande parte do Estado estava na onda roxa do Programa Minas Consciente, que tem regras mais severas e impede o funcionamento do comércio não essencial. Pelo período e com a maior parte das empresas com atividades suspensas, os empresários podem ter se mostrado mais pessimistas. 

“A pesquisa foi feita quando estávamos na onda roxa e pode ter levado a uma avaliação negativa por parte do empresário, que não podia abrir as portas e estava sem expectativa. Então, existe a possibilidade de as vendas surpreenderem, mas é preciso de avaliação, planejamento e pé no chão”.

Apesar de a maior parte esperar por uma queda na comercialização, uma parcela de 23,2% dos empresários acredita que as vendas neste ano serão melhores que as do ano passado. O otimismo/esperança (79,2%) foi o principal motivo apontado para a expectativa por esse resultado. 

“O Dia das Mães tem um apelo emocional muito forte e, com o comércio aberto, as vendas podem ser estimuladas. O comerciante precisa ficar atento às formas de atrair os consumidores, investindo nas vitrines, na divulgação dos produtos e nos estoques. Divulgar e vender pelas redes sociais também é uma alternativa interessante e que o consumidor adotou no último ano”, disse Almeida.   

Na pesquisa, os empresários mostraram que para melhorar as vendas no período, 40,6% pretendem realizar promoções e liquidações e 36,2% têm a intenção de investir em propaganda/divulgação para atrair o consumidor.

“As promoções são interessantes, mas o empresário precisa estar atento às condições financeiras da empresa e avaliar bem os itens para conceder descontos, evitando prejuízos”, explicou.

Gasto médio

A maior parte dos empresários mineiros (77,0%) acredita que os consumidores comprarão presentes esta semana. Mais de 76% dos empresários esperam que o consumidor gaste, em média, um valor de até R$100,00 em compras. 

A forma de pagamento mais utilizada deve ser o parcelamento no cartão de crédito (52,4%).

Entre os segmentos econômicos mais procurados no período estão os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (72,2%); supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (70,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (70,0%); tecidos, vestuário e calçados (68,1%) e móveis e eletrodomésticos (66,7%).

A pesquisa da Fecomércio foi realizada com 312 empresas de dez regiões de planejamento do Estado (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata).

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