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Economia

Confiança do comércio cai pelo 3º mês consecutivo

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Crédito: Mara Bianchetti

Fernando Righi

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) divulgou ontem indicadores referentes à expectativa de empresários e consumidores pela normalização das vendas no varejo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou, em maio, a terceira queda consecutiva, atingindo 79,1 pontos; já o Índice de Confiança das Famílias (ICF) retraiu 5,2 pontos, alcançando 62,8 pontos.

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O fim da onda roxa em abril, que flexibilizou atividades em diversas cidades mineiras, e o retorno do auxílio emergencial não foram capazes de atender às expectativas de crescimento nas vendas do Dia das Mães, segunda melhor data para o varejo. O economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, atribui esses indicadores à falta de previsibilidade em relação à retomada total da economia, ao achatamento da renda, ao desemprego e ao atraso nas medidas para preservar empresas e empregos.

Guilherme Almeida também destaca o aumento progressivo dos índices de inflação como um elemento preponderante para reprimir o consumo. “Os reajustes nos itens básicos que vêm ocorrendo desde o início de 2021, como no arroz e na carne, também exercem papel negativo relevante no comportamento do consumidor, pela revisão necessária do orçamento familiar”, acrescentou.

O IGP-M, medido pela Fundação Getulio Vargas, que saltou para 4,1% em maio, mais do que o dobro de abril, também é determinante para assinalar a cautela de empresários e comerciantes. Contudo, ainda há o clima de incerteza gerado pela pandemia e pela morosidade no esquema vacinal.

“Existe uma retomada do comércio, quando comparada às vendas do ano passado. Mas isso não garante o esperado deslumbre, pois podem ocorrer novos lockdowns e outras medidas de combate à pandemia, que criam incerteza para novos investimentos no comércio”, ponderou.

Guilherme Almeida também assinala a cobertura ainda tímida no percentual de vacinação como elemento impeditivo para a retomada do consumo e de novas contratações. “Apesar de um aumento no número de vagas com carteira assinada, o índice de desempregados é preocupante”, concluiu.

O custo da incerteza – O empresário Carlos Ferrer, 64 anos, proprietário da rede de lojas Nobres Pecadores, imputa o desânimo do comércio à falta de dinheiro circulante, tendência de antes da pandemia pela falta de uma política ousada que permita pleno emprego e financiamento acessível para pequenos e médios empresários, de forma a promover o consumo.

“Não entendo esta mentalidade que prevalece no Brasil, de fazer capitalismo sem capital. Precisamos de gente ousada como Juscelino Kubitschek, que construiu Brasília e ‘criou’ o Centro-Oeste e o agronegócio, atividade que impede o País de quebrar neste momento. Ou Itamar Franco, que criou o Real. Queria vender minhas camisas a todo tipo de público, mas os salários não permitem. São muito baixos para a maioria do povo brasileiro. Não deveria ser assim”, disse.

Ele aponta que as medidas de distanciamento social preconizadas pelo combate à pandemia estabeleceram relações entre proprietários de imóveis comerciais e comerciantes. “Aqueles proprietários mais flexíveis, principalmente nos contratos antigos, têm renegociado o aluguel das lojas neste período, pois sabem que é melhor ganhar menos que ficar com a loja fechada indefinidamente”, conta.

Mesmo assim, Ferrer anunciou na sexta-feira o fechamento de sua primeira loja, na Savassi, fundada há 14 anos. “Não estou falindo, mas a região precisa de revitalização urgente e profunda. É um problema deixado de lado por várias gestões de BH. Não é culpa específica deste ou daquele prefeito”, explica.

Ferrer concorda, no entanto, que o momento é de cautela para o comércio. “Sinto que o Brasil não investe corretamente na economia. Há um desemprego crescente e um quadro muito confuso. Mesmo assim, novas ideias no comércio sempre existem e são possíveis. Eu mesmo estou com uma em mente”, adiantou o empresário, que continua com as filiais no Buritis, Minas Shopping e no bairro Ouro Preto.

Estudos medem fatores decisivos para setor

Elaboradas pela Fecomércio-MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as pesquisas divulgadas ontem mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além de servir como referência para decisões relativas ao desenvolvimento local, ele subsidia os empresários em investimentos e na geração de novos empregos.

Entre os indicadores que compõem o Icec, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) atingiu 115,5 pontos em maio, uma redução de 7,7 pontos em relação ao mês passado (123,2). Na comparação com abril, os empresários do comércio estão menos otimistas quanto à situação econômica futura do Brasil. Contudo, 69,9% dos entrevistados acreditam na melhora do setor e 73,1% que as vendas irão melhorar.

Já o Índice de Confiança das Famílias (ICF) é capaz de medir a avaliação mensal que os consumidores fazem sobre os aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda e a segurança no emprego. Em maio, ambos os índices permaneceram no nível de insatisfação.

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