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Confiança do comércio de BH sobe pela 4ª vez seguida

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Crédito: Divulgação

Os empresários do setor comercial da capital mineira estão cada vez mais confiantes. Isso é o que mostra o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Belo Horizonte, que apresentou um aumento de 13,9 pontos percentuais (p.p.) em outubro frente a setembro (81,6 pontos) e alcançou os 95,5 pontos. O avanço, aliás, é o quarto consecutivo.

O Icec é elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), com os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Conforme destaca a economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães, apesar de o índice vir crescendo nos últimos meses, ele ainda está abaixo da fronteira do otimismo, que é de 100 pontos. Mesmo assim, salienta, já são vistos sinais de recuperação. Um dos fatores que contribuem para a alta, diz ela, é a expectativa para o fim do ano, com uma data tão importante para o comércio, o Natal. “O Natal é uma das datas que mais impactam o comércio varejista. Essa expectativa para o fim de ano já gera um impacto positivo no setor”, argumenta.

Além disso, afirma Bárbara Guimarães, a flexibilização das medidas de isolamento social, que foram adotadas para ajudar a combater a propagação da Covid-19, também contribuíram para uma melhora na percepção dos empresários acerca do segmento.

Curto prazo – Nesse cenário, a pesquisa da Fecomércio MG também revela que o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que está relacionado às impressões do setor para os próximos meses, apresentou um incremento de 16,1 p.p. em outubro (134,1 pontos) em relação a setembro (118 pontos).

Nesse sentido, o fator de maior impacto foi a confiança no crescimento das vendas da própria loja (83,1%), seguido pela expansão do setor (79,8%) e pela melhora da economia brasileira (74,3%).

O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), por sua vez, registrou um avanço de 14,7 p.p. no décimo mês do ano (65,8 pontos) quando se compara ao mês anterior (51,1 pontos). Esse indicador está ligado à evolução das condições atuais da economia do Brasil, do próprio setor comercial e das empresas.

Por fim, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que retrata os projetos de melhoria dos estabelecimentos, aumento de estoque e do quadro de colaboradores, chegou aos 86,5 pontos, o que representa um incremento de 10,9 p.p. em relação ao mês de setembro (75,6 pontos).

Apesar dos incrementos que têm sido verificados, Bárbara Guimarães pontua que isso não significa que a tendência será só de avanços daqui para frente. Ela lembra que ainda existem algumas preocupações, como as relacionadas à pandemia da Covid-19. “Já se fala em uma segunda onda da pandemia. Outros países estão vivendo isso. Não podemos dizer com certeza que estamos em um momento de recuperação”, admite a economista.

Demanda reprimida gera otimismo

Profissionais ligados ao comércio de Belo Horizonte, consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, confirmam que o momento atual tem sido de mais otimismo. Um dos fatores que têm contribuído para vendas mais robustas por ora, dizem, é a demanda reprimida.

“Com a pandemia da Covid-19, houve um represamento da demanda. Isso agora está se compensando”, afirma o diretor administrativo da Loja Elétrica, Wagner Mattos. “Desde que o comércio foi reaberto, tivemos melhora das vendas na comparação com o ano passado. As pessoas ficaram sem consumir no período de lojas fechadas e constituíram uma reserva; tinham dinheiro para gastar e não gastaram”, diz o proprietário da Brinkel, Altair Rezende.

Além disso, ambos os entrevistados salientam que o auxílio emergencial, medida do governo federal durante a pandemia para as pessoas de baixa ou nenhuma renda, também tem tido um peso importante para fomentar o consumo.

Incógnita – No entanto, apesar da recuperação que tem sido verificada no setor, ainda há desafios e incertezas. Rezende, da Brinkel, por exemplo, ressalta que está otimista para o Natal, mas que o ano que vem ainda é uma incógnita.

“O ano que vem é uma tremenda incógnita. Em relação a ele, não estou otimista, nem pessimista. Se 2021 vier igual aos melhores meses deste ano ou igual ao ano passado está de bom tamanho. A expectativa é de que não haja queda”, ressalta ele.

Entretanto, afirma, no cenário atual ainda não se sabe se o auxílio emergencial irá ou não permanecer. “Se continuar, é um fator que pode ajudar. Caso não continue, não vai ser tão fácil”, alerta.

Mattos, da Loja Elétrica, também tem suas indagações. “Teremos uma segunda onda da pandemia? Qual será o impacto? Teremos fechamento de atividades? Eu acredito que não”, pondera. 

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