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Confiança do setor da construção cai ao menor nível em Minas Gerais

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O indicador de confiança da construção atingiu os patamares da recessão econômica de 2015 e 2016 | Crédito: Divulgação

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, as incertezas em relação ao controle do vírus e aos rumos do mercado impactaram negativamente no Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG).

Em abril, houve queda de 21 pontos no índice frente a março (55,1 pontos), atingindo 34,1 pontos. A retração é a maior de toda a série histórica do indicador e voltou a mostrar o pessimismo dos construtores mineiros em relação à situação econômica do País, de Minas Gerais e das próprias empresas, ao ficar abaixo da linha dos 50 pontos.

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Na comparação de abril com igual mês do ano anterior, quando o Iceicon-MG estava em 50,8 pontos, o decréscimo foi de 16,7 pontos. A queda fez com que a confiança dos empresários da construção retornasse aos patamares verificados no período da recessão da economia brasileira, de 2015 a 2016.

O levantamento foi divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

De acordo com a analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Muniz, as incertezas em relação à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus justificam a perda da confiança.

“Os indicadores têm mostrado, neste período pandêmico, que a contração da atividade tem sido muito intensa. A gente espera que, a partir de maio, a contração da economia fique mais moderada, surtindo os efeitos positivos de medidas anunciadas para o combate à crise e, possivelmente, pelo abrandamento gradual das medidas de restrição sanitária em algumas regiões. Mas, por enquanto, a gente vê que os efeitos na atividade têm sido muito intensos e tem deixado os empresários pessimistas”.

O pessimismo dos empresários da construção também tem como justificativa o aumento do desemprego e a mudança do perfil de consumo, que se torna mais cauteloso e voltado para itens básicos.

“A demanda tende a ficar menor com redução da renda das famílias pelo aumento do desemprego e pela paralisação das atividades econômicas para o controle do coronavírus. Além disso, tem o aumento das incertezas, que é outro fator que muda o perfil consumo”.

Crédito – Ainda conforme Daniela, algumas medidas oficiais adotadas pelos governos para proteger as empresas, os empregos e amparar as famílias têm sido positivas, mas os empresários ainda estão enfrentando dificuldades, principalmente, em relação à oferta de crédito bancário, que segue travada.

“O temor das instituições financeiras em relação a um aumento súbito da inadimplência e as incertezas têm feito com que os empresários tenham dificuldades de acessar as linhas de crédito disponíveis. O setor empresarial ainda aguarda o anúncio de mais ações, como o socorro aos estados e municípios e a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, Estas ações serão essenciais para que a economia enfrente este período mais crítico da propagação do vírus”, explicou Daniela.

O Iceicon-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos apontam percepção de melhora na situação atual e expectativa positiva para os próximos seis meses.

Em relação ao componente de condições atuais, em abril, foi verificado recuo de 17,7 pontos (34,1 pontos), ante março (51,8 pontos). O resultado mostrou que os empresários da construção perceberam piora nas condições das economias brasileira e mineira, e das suas empresas. O índice ficou 8,6 pontos abaixo do apurado em abril de 2019, quando o índice acumulava 42,7 pontos.

O componente de expectativas para os próximos seis meses também caiu e ficou em 34,1 pontos em abril, retração de 22,7 pontos frente a março (56,8 pontos). O resultado ficou 20,7 pontos inferior ao observado em abril de 2019 (54,8 pontos).

Ao ficar muito abaixo da linha dos 50 pontos, o indicador apontou drástica reavaliação das perspectivas dos construtores, que mostraram pessimismo quanto às economias do País e do Estado e das empresas.

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