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Construção pesada renegocia contratos com o salto nos custos

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Os reajustes no preço do asfalto pressionam os custos das obras de infraestrutura | Crédito: Divulgação

Os altos custos da construção pesada estão levando construtoras a renegociar contratos de obras de infraestrutura em Minas Gerais. Não bastasse a elevação nos preços do aço e do cimento desde o ano passado, a escalada no preço do asfalto é mais um fator preponderante para atrasos e até mesmo suspensão de projetos com o poder público.

Não é de hoje que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) vem alertando para a pressão nos custos do setor. Apenas em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,24% e, com o resultado, já acumula alta de 10,75% no ano e de 17,35% em 12 meses.

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Também no fim do mês passado, a Petrobras anunciou mais um reajuste nos produtos asfálticos, cujos valores, com o acréscimo, já estão em vigor. Os aumentos variam de 5,2% a 6,7%. O último anunciado pela estatal aconteceu em abril. Na oportunidade, o reajuste chegou a 25%.

Assim como os combustíveis, o preço do asfalto vem sendo puxado pela recuperação das cotações internacionais do petróleo. Com reajustes trimestrais, o asfalto também segue o conceito de paridade de importação, que simula quanto custaria para trazer o produto do exterior.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), João Jacques Viana Vaz, que, em junho, já alertava para a paralisação de obras no Estado, é grande o desequilíbrio entre o aumento dos preços dos materiais usados nas obras e os preços acordados nos contratos de licitação.

“A alta dos preços dos insumos de petróleo impactam violentamente nas obras que dependem desse tipo de serviço. Todo tipo de asfaltamento onera demais os contratos e, claro, causa  desequilíbrio econômico-financeiro. Por isso, já está em processo de negociação uma forma de ajuste dos contratos para que isso seja minimizado. Nunca é totalmente eliminado, mas é uma solução para que as empresas consigam sobreviver”, explica.

Em relação aos próximos meses e continuidade ou não da escalada de preços, Vaz ressalta que o quase monopólio desses tipos de insumos como asfalto, cimento e aço dificulta ainda mais qualquer equilíbrio. “Não temos um horizonte e não sabemos se vai persistir. Mas esperamos que não”, afirma.

Procurado, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) informou que tem um contrato próprio de fornecimento de material betuminoso para as obras rodoviárias, o que evita, de certa forma, o efeito do desequilíbrio econômico e financeiro por causa do insumo em razão das variações de preço, reguladas pelo mercado internacional. E que na última licitação realizada pelo Departamento, foram estabelecidas as regras de reequilíbrio dos preços contratuais para aquisição do material.

A reportagem também tentou contato com a Associação Mineira dos Municípios (AMM) para saber os impactos, bem como estratégias de negociação, mas não obteve sucesso.

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