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Custo da construção dispara e impacta lançamentos na RMBH

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O custo da construção civil registrou crescimento de 7,78% apenas nos três primeiros meses deste ano, a maior taxa para o período desde 1995 | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O custo da construção na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) bateu vários recordes em março em meio aos reflexos da pandemia da Covid-19 e voltou a elevações vistas somente há décadas. Para se ter uma ideia, no terceiro mês deste ano, foi registrado um incremento de 2,05% no Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²).

No trimestre, o avanço já chega a 7,78%, maior expansão para o acumulado desde o ano de 1995. Nos últimos 12 meses finalizados em março, o CUB/m² apresentou um crescimento de 15,73%.

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Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e mostram ainda que o custo com materiais de construção (CUB/m² Material) avançou 4,56% no mês passado, maior elevação para este custo desde 1995. Nos últimos 12 meses finalizados em março, o avanço do CUB/m² Material foi de 31,57%, o maior dos últimos 26 anos.

Assessora econômica do Sinduscon-MG, Ieda Vasconcelos destaca que o setor, desde o segundo semestre do ano passado, foi surpreendido com o aumento dos custos. Segundo ela, os avanços “começaram a ser desproporcionais diante de tudo o que o Brasil está vivenciando”.

As expectativas no fim de 2020, diz ela, era que a questão das elevações fosse solucionada já no primeiro mês deste ano, o que não ocorreu. Agora, afirma, o setor sofre com o aumento dos preços e com o desabastecimento de materiais, uma vez que o prazo para entrega também aumentou.

Ieda Vasconcelos ressalta que, nesse cenário, um dos produtos que mais apresentaram elevação de preços foi o aço, “algo muito importante em todos os tipos de construção”, diz ela.

O produto, segundo os dados do Sinduscon-MG, apresentou um incremento de preço na ordem de 93,42% no acumulado de 12 meses encerrados em março. “Um aumento de 100% em produto só se via na época da hiperinflação do País”, diz a assessora econômica da entidade.

Nessa mesma base de comparação, avanços significativos também foram registrados no fio de cobre (105,99%), cimento (50,31%), chapa compensado (31,97%), tubo PVC rígido (30,24%), tubo de ferro galvanizado (29,51%), emulsão asfáltica (28,91%) e bloco de concreto (25%).

Efeitos – Diante de todo esse quadro, Ieda Vasconcelos destaca que os efeitos das elevações de preços serão diversos tanto no setor da construção civil quanto na economia de maneira geral.

“Com isso, pode haver a retração de lançamentos imobiliários, uma vez que os empresários podem aguardar a solução de todas as questões relativas aos preços. Dessa forma, haverá uma menor geração de empregos no setor, fragilizando ainda mais o mercado de trabalho do País. É preciso lembrar que a construção civil foi o setor que mais gerou vagas com carteira assinada no ano passado”, diz ela.

Ieda Vasconcelos ressalta também que Belo Horizonte, atualmente, conta com baixo estoque de novos imóveis para venda, somando 2.300 unidades, menos da metade da média histórica, que é 5.000. “Se os lançamentos não crescerem para suprir esse estoque, em cinco meses não haverá estoque disponível para venda”, afirma ela.

Além disso, afirma, os lançamentos que porventura ocorram já podem chegar com valores mais elevados. “Não se tem condições de suportar um aumento nessa proporção, impossível de ser previsto há um ano”, destaca ela.

IPC-S tem alta de 1% em março

Rio – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 1% em março deste ano, acima do 0,54% de fevereiro. Com o resultado, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-S acumula taxa de 6,11% em 12 meses.

A principal contribuição para a inflação de março veio dos transportes, que teve taxa de 3,89% no mês. Entre os destaques do grupo de despesas está o preço da gasolina, que subiu 11,05%.

Em seguida, aparece o grupo de despesa habitação, que teve inflação de 0,75%, devido principalmente à alta de preços da tarifa de eletricidade residencial (1,02%).

Outros grupos de despesas com alta de preços foram despesas diversas (0,22%), saúde e cuidados pessoais (0,57%), vestuário (0,11%), alimentação (0,03%) e comunicação (0,01%).

O grupo educação, leitura e recreação foi o único a registrar deflação (queda de preços): -0,37%. O IPC-S é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. (ABr)

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