COTAÇÃO DO DIA 22/01/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4780

VENDA: R$5,4790

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5070

VENDA: R$5,6470

EURO

COMPRA: R$6,6088

VENDA: R$6,6101

OURO NY

U$1.853,68Pg�

OURO BM&F (g)

R$ (g)

BOVESPA

-0,80

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

Mercantil do Brasil - ADS

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia
Página Inicial » Economia » Custo de vida: IPCA aumenta 4,99% em 2020 na RMBH

Custo de vida: IPCA aumenta 4,99% em 2020 na RMBH

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / arquivo DC
Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / arquivo DC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou aumento de 1,53% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em dezembro. A variação foi a quinta maior no resultado mensal entre as 16 áreas pesquisadas no Brasil. Com o aumento, a inflação na RMBH, em 2020, subiu 4,99%, o sétimo maior resultado entre as áreas de abrangência da pesquisa. As altas tiveram como principal impulso o aumento no grupo de alimentação e bebidas, que devido à maior demanda, teve os preços alavancados. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 De acordo com o coordenador da pesquisa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE Minas, Venâncio Otávio Araújo da Mata, o resultado mensal elevou para 4,99% o IPCA acumulado em 2020. Ele explica que o ano foi marcado, principalmente, pelo aumento do grupo de alimentos e bebidas.

 Os dados do IBGE mostram que, na RMBH, o grupo alimentação e bebidas registrou elevação de 16,32%, seguido pelo grupo artigos de residência, 9,53%, habitação, que subiu 4,1%, comunicação, 5,05%, saúde e cuidados pessoais 2%, vestuário, 0,42%, e transportes, 0,82%.

 “No acumulado de 2020, o aumento do grupo de alimentação e bebidas foi o principal motivo para a elevação do IPCA em 4,99%. Somente esse grupo apresentou alta de 16,32%. A demanda interna maior – em função do pagamento do auxílio emergencial e das pessoas mais tempo em casa – e as exportações em crescimento, estimuladas pelo dólar, são fatores que limitaram a oferta interna e provocaram alta nos preços”, explicou Mata.

 No grupo de alimentação e bebidas os produtos que tiveram maior peso na composição do índice foram o óleo de soja, com aumento de 106,75% no ano, seguido pela batata-inglesa, que acumulou alta de 91,1%, arroz (79,93%), tomate (73,21%), carnes (22,06%), café moído (20,53%) e açúcar cristal, (19,53%), feijão carioca (19,01%) e leite longa vida com alta de 18,19%.

 Já no grupo de artigos de residência, que apresentou elevação de 9,53% no ano, a alta foi impulsionada por aparelhos eletrônicos (12,24%) e TVs, sons e informática (19,12%).

Outros produtos que apresentaram altas significativas foram as joias (33,32%), revestimento de piso e parede (25,83%), acesso à internet (12,18%), gás de botijão, 8,18% e energia elétrica residencial com variação positiva de 4,49%.

Segundo o coordenador da pesquisa, apesar das altas, alguns itens do grupo de transporte, que aumentou 0,82% em 2020, apresentaram queda em 2020. Foi o caso do transporte público com queda de 4,87%, influência que veio das passagens áreas que recuaram 20,55%, ônibus interestaduais, 18,35% de retração e transporte por aplicativo, com diminuição de 11,29%.

Os combustíveis recuaram 1,22% em 2020, com destaque para a gasolina que encerrou o ano com queda de 1,43%.  “As quedas são resultado da pandemia, que reduziu o índice de viagens e de deslocamento”, ressaltou Mata.

Dezembro – Em dezembro, o IPCA aumentou 1,53% na RMBH. De acordo com os dados do IBGE, no período, oito grupos apresentaram variações positivas. No grupo de habitação a alta foi de 3,27%, seguido pelo de alimentação e bebidas (2,23%), artigos de residência (1,82%), vestuário (1,71%), transportes (1,57%), comunicação (0,79%), despesas pessoais (0,69%) e saúde e cuidados Pessoais (0,26%).

No grupo habitação, em dezembro, o crescimento foi influenciado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial (8,29%), provocando o maior impacto individual no índice (0,37 pontos percentuais). Destaque também para o gás de botijão, que aumentou 2,61%, com impacto de 0,03 p.p.

Em alimentação e bebidas, grupo que em dezembro aumentou 2,23%, a principal influência veio das frutas (14,27%), batata-inglesa (12,47%), arroz (4,80%), leite longa vida (3,29%) e carnes (1,66%). Destacou-se ainda o aumento do feijão carioca (6,84%) e do café moído (5,73%). O aumento em alimentação fora do domicílio (0,55%) se deve principalmente à refeição (1,05%). No grupo de transportes (1,57%), os aumentos de 29,89% nas passagens aéreas, de 1,62% no automóvel usado e de 1,23% na gasolina impactaram o índice.

Em vestuário (1,71%), as roupas aumentaram 1,99%. Já no grupo artigos de residência (1,82%), o destaque é para o item mobiliário (3,09%).

Gás de cozinha sobe 9,24% em 1 ano

Brasília – Depois da inflação dos alimentos, no segundo semestre, o brasileiro enfrentou uma nova pressão sobre os preços no fim de 2020. O gás de cozinha encerrou o ano passado com alta de 9,24%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa mais que o dobro da inflação de 4,52% registrada no ano passado.

Usado principalmente pelas famílias mais pobres, que vivem em domicílios com menos estrutura, o gás de cozinha terminou em alta na comparação com outros tipos de derivados de petróleo. O gás encanado, usado pelas famílias de maior renda, terminou 2020 com recuo de 1,29%. O gás veicular fechou o ano passado com alta de 1,66%.

Atualmente, o preço do botijão de 13 quilogramas (kg) custa entre R$ 59,99 e R$ 105, com preço médio de R$ 75,04, segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No início da pandemia da Covid-19, o preço médio estava em R$ 69.

Em vigor desde 2019, a política atual de preços do gás de cozinha prevê reajustes sem periodicidade definida. O preço está atrelado a dois componentes: dólar e cotação internacional do petróleo. Em 2017, o botijão inicialmente foi reajustado mensalmente, mas passou a ter o preço revisado a cada três meses, numa política que vigorou até o fim de 2018.

Embora seja controlado nas refinarias, o preço do gás de cozinha é liberado no varejo. Somente nos últimos 40 dias, a Petrobras promoveu dois aumentos no gás liquefeito de petróleo (GLP): de 5% no início de dezembro e 6% no último dia 6.

Demanda menor – A alta no preço do botijão de gás reflete-se no consumo das famílias. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, que tem divulgado relatórios semanais com o consumo de energia e de combustíveis desde o início da pandemia, o consumo do botijão de 13 kg caiu 20% na última semana de dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior. A demanda pelo botijão de mais de 13 kg, usado por indústrias, academias, comércio e condomínios, caiu ainda mais: 32,5%.

Professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin afirma que a redução de demanda pelo GLP é insuficiente para fazer os preços retornarem ao normal. Apesar dos esforços, ele diz que o consumidor tem poder limitado para controlar o preço do gás, diferentemente do que ocorre com alguns alimentos.

“O preço do gás de cozinha é determinado por variantes externas, como o dólar e a cotação do petróleo. O petróleo recuperou-se no fim do ano passado depois de experimentar uma queda considerável de preço no início da pandemia. O dólar está atrelado a fatores internacionais e a expectativas sobre a economia brasileira”, explica o especialista.

Outro fator que dificulta o controle dos preços do gás, explica o professor, é a dificuldade em trocar o GLP por outros produtos. Para escaparem do gás mais caro, as famílias de baixa renda estão recorrendo ao carvão vegetal ou à lenha. As famílias de classe média podem substituir o gás por fogões elétricos e, caso usem o botijão para aquecer a água, podem recorrer à energia solar, mas esses investimentos são caros e exigem tempo.

“O gás de cozinha é um produto com baixa elasticidade de demanda. Trata-se de um bem essencial, que não pode ser substituído facilmente”, diz o professor.

Como sugestão para conter a alta do gás, o presidente Jair Bolsonaro, defendeu há dois dias a realização de estudos para ampliar o número de engarrafadoras, empresas especializadas em encher botijões vazios.

Para o Ministério da Economia, duas medidas para liberalizar o mercado de gás natural podem se refletir em preços mais baixos para o consumidor doméstico. Isso porque o GLP contém cerca de 20% de gás natural. A primeira é a votação do novo marco regulatório do gás, aprovado pelo Senado no fim do ano passado e que voltou para a Câmara. A segunda é a privatização de até oito refinarias da Petrobras, o que, segundo a equipe econômica, estimulará a competição e deverá gerar preços menores. (ABr)

Inflação oficial fica dentro da meta 

São Paulo – A inflação oficial do Brasil encerrou 2020 dentro do limite da meta do governo, mas acima do centro do objetivo e com a maior taxa em quatro anos, sob forte pressão dos alimentos ao longo do ano passado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminou o ano com alta acumulada de 4,52%, contra 4,31% em 2019, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mostra que a inflação ficou acima do centro da meta do governo, de 4%, mas dentro do intervalo de tolerência, já que a margem era de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Essa foi a maior taxa acumulada no ano desde 2016, quando o IPCA subiu 6,29%. Ainda assim, marcou o terceiro ano seguido dentro da banda, após em 2017 terminar ligeiramente abaixo do piso.

Para 2021, a meta de inflação estabelecida pelo governo é de 3,75%, também com margem de 1,5 ponto, e o ano começa com cautela em relação aos preços devido principalmente à desvalorização do real – somente neste início de 2021 a moeda brasileira já perde 5% ante o dólar.

Em dezembro, o IPCA registrou alta de 1,35%, terminando o ano com aceleração sobre o avanço de 0,89% de novembro. Esse é o resultado mensal mais elevado desde fevereiro de 2003 (1,57%) e o maior para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de alta de 1,21% em dezembro, acumulando em 12 meses avanço de 4,38%.

Energia – Em dezembro todos os grupos pesquisados tiveram alta, com destaque para o salto de 2,88% de Habitação, contra 0,44% em novembro. Isso porque os preços da energia elétrica subiram 9,34% no mês com a bandeira tarifária vermelha patamar 2.

Alimentação e bebidas registrou a segunda maior influência no último mês do ano, embora tenha desacelerando a alta a 1,74% em dezembro, de 2,54% no mês anterior.

Mas no ano foi exatamente o grupo de alimentação e bebidas que provocou o maior impacto no índice ao disparar 14,09%, encerrando 2020 com a maior variação acumulada no ano desde 2002 (19,47%).

Na sequência vieram habitação, com alta de 5,25%, e Artigos de residência, com avanço de 6,00%. De acordo com o IBGE, os três grupos responderam em conjunto por quase 84% do IPCA de 2020.

O único grupo a apresentar deflação em 2020 foi vestuário, de 1,13%. “Por conta do isolamento social, as pessoas ficaram mais em casa, o que pode ter diminuído a demanda por roupas”, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

A inflação de serviços, setor mais afetado pelas medidas de isolamento contra o coronavírus, alcançou em dezembro taxa de 0,83%, com os preços acumulando no ano alta de 1,73%, forte desaceleração sobre os 3,50% em 2019.

O ano de 2020 começou com o cenário de preços fracos, intensificado pelas paralisações e isolamento para contenção do novo coronavírus. Entretanto, em meados do ano os preços passaram a apresentar repique, com os alimentos entrando em destaque no final do ano em meio a exportações, fortalecimento do dólar, auxílio emergencial e também a flexibilização das medidas de isolamento.

“O câmbio mais pressionado nos últimos dias também pode pressionar um pouco o IPCA dos primeiros meses de 2021”, destacou a XP em relatório Macro Watch.

As maiores variações mensais entre os alimentos foram registradas em dois períodos distintos –nos meses de março (1,13%) e abril (1,79%), logo após o início das medidas de isolamento social devido á pandemia de Cavid-19; e de setembro a dezembro, com variações superiores a 1,70% nos quatro últimos meses do ano.As principais contribuições para a alta no grupo vieram de óleo de soja (103,79%), arroz (76,01%), leite longa vida (26,93%), frutas (25,40%) e carnes (17,97%). (Reuters)

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!