COTAÇÃO DE 22/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3030

VENDA: R$5,3040

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4600

EURO

COMPRA: R$6,1939

VENDA: R$6,1967

OURO NY

U$1.768,10

OURO BM&F (g)

R$301,58 (g)

BOVESPA

+1,84

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Demanda das indústrias mineiras de vestuário cai 70%

COMPARTILHE

O setor de vestuário enfrenta dificuldades com falta de matéria-prima e custo de insumos | Crédito: Alisson J.Silva/Arquivo DC

As medidas mais restritivas impostas para conter o avanço da pandemia impactaram de forma negativa o setor de vestuário de Minas Gerais. Mesmo sendo consideradas essenciais e podendo funcionar, foi registrada queda de até 70% da demanda, uma vez que o comércio se manteve fechado ao longo de semanas.

O setor também enfrenta problemas de abastecimento de matérias-primas (como o algodão), custos elevados dos insumos e valores recordes no frete de importação.

PUBLICIDADE

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest-MG), Rogério  Vasconcellos, a segunda onda da pandemia prejudicou ainda mais o setor que já vinha fragilizado desde o ano passado. Com as medidas restritivas, vários segmentos seguem com desempenho de vendas abaixo do esperado. 

“O fechamento das atividades consideradas não essenciais em várias partes do País prejudicou muito o comércio e a indústria do vestuário. A suspensão das atividades aconteceu em um período de compras para o Dia das Mães. Mesmo com a reabertura, não vamos conseguir vender como antes, já que as lojas estão com estoques antigos e vão dar prioridade a ele”, explicou.

Outro fator que prejudicou, ainda mais, o setor foi a falta de políticas públicas, como as adotadas na primeira onda da pandemia, quando os empresários tiveram a chance de reduzir os salários e a carga horária ou suspender os contratos de trabalho.

Com todos os gargalos, segundo Vasconcellos, a estimativa é que as vendas da indústria do vestuário tenham caído em até 70% dependendo do setor. Com a demanda menor, muitas empresas tiveram que demitir.

Para que o setor se recupere, Vasconcellos acredita que é importante a realização do Minas Trend, onde os empresários poderão apresentar os produtos e estimular os negócios. 

“Precisamos de um fôlego para que o setor possa se recuperar. A realização do Minas Trend é muito importante para a divulgação dos produtos e a realização dos negócios. Seria essencial a realização do evento”, disse. 

Em Minas Gerais, as dificuldades de comercialização também são enfrentadas pelas indústrias representadas pelo Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (Sindimalhas).

De acordo com o presidente do Sindimalhas, Aroldo Teodoro Campos, o fechamento do comércio foi muito prejudicial para a indústria têxtil de malhas. 

“Foi um período extremamente complicado com os nossos principais mercados fechados por um longo período. Assim como em Minas, os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, que são muito importantes para o setor, também tiveram as atividades suspensas. A indústria não parou, mas, aponta, o varejo e os grandes compradores ficaram fechados e, isso, causou uma queda muito grande na demanda”, explicou. 

Ainda segundo Campos, mercados pontuais conseguiram sustentar parte das vendas das indústrias atendendo ao setor hospitalar, de máscaras e materiais de combate à Covid-19.

Setor enfrenta escassez de insumo 

Porém, todos os setores da indústria têxtil vêm enfrentando problemas com a baixa oferta de matéria-prima, como o algodão e fibras de poliéster, e preços recordes. 

“O algodão, assim como as demais commodities, está muito caro e com as exportações em alta. As fibras de poliéster estão a preços inacreditáveis, nos últimos 12 meses, tivemos um aumento da ordem 30% sobre os preços históricos. A variação é muito grande e há imprevisibilidade em relação à oferta e aos preços”. 

Ainda segundo Campos, outro problema enfrentado é o valor do frete, que encareceu mais de 500%.

“O frete dos fios importados da China tiveram um aumento surreal. Antes o valor era de  US$ 1,5 mil, chegamos ao valor recorde de US$ 10,5 mil e agora estamos em cerca de US$ 7 mil. Estamos vivendo um cenário muito incerto e desgovernado. A falta de previsibilidade prejudica muito as empresas, que não conseguem fazer o planejamento dos processos e da produção”, disse.

Para Campos, o avanço da vacinação contra o Covid-19 é essencial para que o mercado volte a se equilibrar e que as empresas possam operar sem novas paradas. 

“A nossa esperança é a vacina. A partir do momento que o processo avança, o mercado se estabiliza e poderemos ter mais previsibilidade. A partir de maio e junho, acredito que não será necessário fechar as atividades econômicas, o que é importante para termos segurança para os planejamentos”.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!