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Demanda por aços planos cai 6,6% no País

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As distribuidoras de aço têm dificuldades para repassar reajustes das siderúrgicas | Crédito: Divulgação

A reacomodação do mercado e o aumento das importações contribuíram para que as vendas de aços planos, em maio, registrassem queda de 6,6% quando comparada ao desempenho de abril. De acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), ao longo de maio, as empresas associadas venderam 320,3 mil toneladas, contra 343,1 mil em abril.

Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 209,8 mil toneladas e o mercado já era prejudicado pela pandemia de Covid-19, as vendas ficaram 52,7% maiores. A tendência é de nova queda no mês atual.

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Em relação aos preços, a distribuição deve manter os mesmos estabilizados, já que encontram dificuldade em repassar os aumentos. Desde o início do ano, os reajustes das usinas para a rede já somam cerca de 65%, sendo que em junho foram feitos reajustes que variaram de 8% a 10%.

De acordo com o presidente do Inda, Carlos Loureiro, a queda nas vendas em maio frente a abril já era esperada e se deve à acomodação do mercado. Ele explica que em 2020, com a crise gerada pela pandemia e a paralisação do setor siderúrgico, clientes não tradicionais das distribuidoras recorreram a estas empresas em busca de produtos, uma vez que a oferta nas usinas não atendia a demanda. Com a retomada da produção, estes clientes estão voltando a comprar diretamente das usinas, o que vem reduzindo as vendas das distribuidoras. Para junho a tendência é de nova redução. 

“Ano passado, principalmente no segundo semestre, tivemos vendas muito grandes para clientes não usuais da rede de distribuição e que estavam com dificuldade de comprar junto às usinas. Então, recorreram aos estoques da rede de distribuição para manter as operações. Em maio, tivemos uma queda maior que a esperada, estávamos estimando em torno de 5% e caiu 6,6%. Para junho, esperamos uma queda das vendas de 6% ante maio e manutenção no ritmo de compras. Acredito que, em 2021, este crescimento de 35% nas vendas acumulado de janeiro a maio será reduzido e vamos encerrar com alta de no máximo 15% frente a 2020”, explicou Loureiro.

Comércio exterior – Outro fator que impactou foi o aumento expressivo das importações, que encerraram maio com alta de 50,7% em relação ao mês anterior, com volume total de 188,9 mil toneladas contra 125,4 mil. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, quando o volume chegou a 74,9 mil toneladas, as importações registraram alta de 152,5%.

A tendência é de aumentos significativos em junho e julho, resultado de pedidos feitos no início do ano. No acumulado de 2021 até o final de maio, as importações de aços planos somam 718,4 mil toneladas, salto de 89,6% sobre o mesmo período de 2020, segundo os dados do Inda. Para 2021, é esperado recorde no volume importado. 

Mesmo com as vendas menores que em abril, a demanda pelo aço é grande e impulsionada por diversos setores como o de máquinas e equipamentos, caminhões, energia eólica e solar, máquinas e implementos agrícolas, eletrodomésticos. Por outro lado, a demanda vinda do setor automotivo é menor, já que as montadoras enfrentam o desabastecimento de componentes eletrônicos, como os chips.  

Compras tiveram alta de 0,1%

Já em relação às compras, a tendência é de manutenção dos volumes. Em maio as compras registraram alta de 0,1% frente a abril, chegando a um volume total de 345,6 mil toneladas contra 345,1 mil.

Na comparação com maio do ano passado, quando a aquisição estava em torno de 198,5 mil toneladas, houve um avanço de 74,1% nas compras. Nos últimos 12 meses, o volume está 23,6% superior e totalizando 3,8 milhões de toneladas. No acumulado do ano até maio, a alta é de 34,7%.

“É um crescimento bem grande, mas precisamos levar em conta que em abril e maio de 2020 foram meses de contração forte. Para junho, vamos manter o ritmo de compras e esperamos uma queda nas vendas em torno de 6%. Com isso, estamos com estoques suficientes para 2,3 meses”, explicou o presidente do Inda, Carlos Loureiro. 

Ainda segundo os dados do Inda, os estoques da rede associadas, em maio, ficaram em torno de 738,4 mil toneladas, avanço de 3,5% sobre abril. Já em relação a maio do ano anterior, o volume está 13% menor. O giro é de 2,3 meses, abaixo do que tradicionalmente o setor trabalhava antes da pandemia.

“Os estoques estão sendo recuperados. Apesar da média geral ser de 3,2 meses, há um sentimento geral dos associados que devemos tentar não permitir que ele volte a este patamar. No mundo, o setor trabalha com cerca de dois a dois meses e pouco. Para chegar a 3,2 meses, teríamos que fazer compras com preços muito altos, comprometendo muito o capital de giro. Além disso, operacionalmente, a gente não precisa de mais que 2,3 meses”. 

Loureiro explica ainda que não está faltando aço no mercado, porém, os preços estão elevados.

Com os estoques normalizados, o setor de distribuição vem enfrentando outro desafio, que são as dificuldades para repassar os sucessivos aumentos de preços das usinas para os clientes. Somente em junho, as siderúrgicas elevaram os preços para as distribuidoras entre 8% e 10%, elevando para 65% o reajuste acumulado no ano. Por isso, a tendência é que os preços se mantenham estáveis nas redes.

“Não enxergamos nenhuma possibilidade de novo aumento nos próximos meses, se não acontecer algo muito fora da curva”. Loureiro explicou ainda que agora as usinas estão reajustando os preços para clientes industriais, que ainda não tinham passado pela elevação dos valores. O objetivo é alinhar os valores com o setor distribuidor.

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