COTAÇÃO DE 27/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,7380

VENDA: R$4,7380

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8300

VENDA: R$4,9460

EURO

COMPRA: R$5,0781

VENDA: R$5,0797

OURO NY

U$1.853,86

OURO BM&F (g)

R$284,80 (g)

BOVESPA

+0,05

POUPANÇA

0,6462%

OFERECIMENTO

Economia

Desemprego bate recorde em Minas no primeiro trimestre

COMPARTILHE

Com os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, a taxa de desemprego em Minas Gerais chegou a 13,8%, o maior percentual da série histórica da Pnad Contínua do IBGE | Crédito: Luciana Montes

O desemprego em Minas Gerais bateu recordes no primeiro trimestre deste ano, atingindo 13,8%, o que corresponde a 1,48 milhão de desocupados no Estado. O percentual é o mais alto da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.

Os números da entidade também revelam que o resultado dos três primeiros meses deste ano representa um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao último trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a elevação foi de 2,3 p.p. Além disso, havia também, no mesmo período em Minas Gerais, 503 mil pessoas desalentadas.

PUBLICIDADE




Analista do IBGE, Alexandre Veloso destaca que a alta do desemprego em Minas Gerais e no Brasil é um reflexo da pandemia da Covid-19 e de todas as suas consequências. Ele salienta que, quando houve a diminuição dos números relacionados à propagação da doença, houve também uma pequena recuperação dos empregos. Entretanto, com uma nova onda, os postos de trabalho voltaram a ser extintos em um ritmo maior.

“Houve um crescimento expressivo da taxa de desocupação em Minas Gerais, ainda que inferior à média nacional”, salienta ele. No Brasil, o desemprego chegou a 14,7%.

Os dados divulgados pelo IBGE também mostram que a informalidade no Estado no primeiro trimestre deste ano atingiu 38,4% da população ocupada. O número é um pouco menor do que a média nacional (39,6%).

“A informalidade, em épocas de crise, é diferente do verificado em outros períodos, quando a economia vai bem”, diz Veloso. De acordo com ele, enquanto em outros momentos a informalidade geralmente é algo transitório, em situações como a atual, para muitas pessoas é a única opção e com menor expectativa de mudança em curto prazo.

Setores

PUBLICIDADE




Nesse cenário, Veloso salienta que as atividades que mais contribuíram para a elevação do desemprego em Minas Gerais foram justamente aquelas mais afetadas pelas medidas de distanciamento social.

Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o primeiro trimestre do ano passado, segundo os dados que foram divulgados pelo IBGE, a maior queda no número total de ocupados no Estado, em termos absolutos, foi verificada em alojamento e alimentação (menos 152 mil pessoas).

Posteriormente, também com quedas expressivas, vêm outros serviços (menos 137 mil), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 127 mil) e indústria geral (menos 124 mil).

Diante de todo o quadro atual, Veloso afirma que o mercado de trabalho continua dependendo da resolução da situação sanitária. Segundo ele, há uma relação direta entre os números relacionados à pandemia da Covid-19 e o desemprego em Minas Gerais e no Brasil.

“A piora da situação, o isolamento social, o abre e fecha, tudo isso impacta o mercado de trabalho. A gente vê que, enquanto a situação sanitária não melhorar, as perspectivas são de que os patamares continuem elevados, mas não se pode afirmar que vão subir ou estabilizar”, diz ele.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!