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Economia

Dólar supera R$5,13 com temores políticos domésticos; mercados aguardam Fed

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Homem faz cálculos. Ao lado, várias notas de dólares na mesa
Crédito: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

São Paulo O dólar devolveu perdas iniciais e passava a subir em relação à moeda brasileira nesta terça-feira (06), chegando a superar o patamar de R$ 5,13 à medida que os operadores monitoravam o clima político tenso em Brasília e aguardavam a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.

Às 10:17, o dólar avançava 0,73%, a R$ 5,1255 na venda, depois de subir a R$ 5,1333 na máxima do dia. Mais cedo, nos primeiros minutos de pregão, a moeda chegou a cair para R$ 5,0757.

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O principal contrato de dólar futuro tinha alta de 0,76%, a R$ 5,145.

“O comportamento dos ativos financeiros no Brasil continua refletindo o cenário político, em especial, o desenrolar da CPI da pandemia”, explicaram em nota analistas da Genial Investimentos. “As denúncias de corrupção na compra de vacinas têm se constituído em um importante fator de incertezas.”

O governo de Jair Bolsonaro está envolto em suspeitas referentes a compras de vacinas e, com isso no radar, a CPI dá andamento aos depoimentos ao ouvir nesta terça-feira (06) a servidora Regina Célia Silva Oliveira, fiscal de contratos no Ministério da Saúde que autorizou a compra do imunizante indiano Covaxin.

Na semana passada, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar suposto crime de prevaricação de Bolsonaro.

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Com o governo sob pressão cada vez maior, vários investidores começavam a voltar sua atenção para as eleições presidenciais de 2022, ressaltando que uma disputa polarizada entre candidatos enxergados como populistas pelos agentes do mercado tenderia a elevar a cautela.

Uma pesquisa CNT/MDA, divulgada na segunda-feira (05), mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vence Bolsonaro nas simulações de primeiro e segundo turnos da eleição do ano que vem, indicando também uma forte rejeição ao atual presidente.

No exterior, o dólar apresentava leves altas contra divisas emergentes pares do real.

O foco dos mercados internacionais estava na ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira (07) e pode oferecer pistas sobre quando e como o banco central norte-americano reduzirá seu estímulo e elevará os juros. Qualquer sinalização mais “hawkish”, ou dura com a inflação, pode beneficiar o dólar, dizem especialistas.

Além disso, analistas do Bradesco afirmaram em nota que “preocupações com os impactos da variante Delta do coronavírus sobre o processo de reabertura da economia global pesam sobre os negócios nesta manhã”.

A cepa Delta é altamente transmissível e tem elevado a cautela dos investidores nos últimos dias, principalmente devido à disparada de casos em países asiáticos. Ocorrências dessa variante já foram identificadas no Brasil.

Na segunda-feira (05), a moeda norte-americana à vista subiu 0,72%, a R$ 5,0885 na venda, máxima desde 11 de junho (R$ 5,1207).

O dólar já tem alta de 4,15% contra o real desde que tocou uma mínima em mais de um ano para encerramento, de R$ 4,9062, em 24 de junho. Mas, no acumulado de 2021, a moeda segue em território negativo, com queda de 1,6%.

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