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Economia

Empregadores não pretendem abrir vagas

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CRÉDITO: ARQUIVO DC

São Paulo – A maior parte de empregadores brasileiros deve manter seu quadro de pessoal nos próximos meses, à espera de melhora no cenário econômico do país, segundo levantamento divulgado ontem pela empresa de recursos humanos ManpowerGroup.

A pesquisa realizada com 850 empregadores aponta que 74% dos participantes pretendem passar o terceiro trimestre sem fazer novas contratações nem demissões, alta ante 71% verificado no segundo trimestre e de 66% para os três primeiros meses de 2019. O nível de um ano antes entre os empregadores que disseram que não fariam mudanças era de 81%.

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Enquanto isso, 17% dos empregadores preveem aumento de contratações no terceiro trimestre, nível 1 ponto percentual abaixo do verificado para o segundo trimestre, mas 7 pontos acima em relação ao período de julho a setembro do ano passado.

Apesar disso, o presidente-executivo do ManpowerGroup no Brasil, Nilson Pereira, afirmou em comunicado que a pesquisa apontou como ponto positivo “retorno do otimismo dos profissionais de construção, setor que estava em queda nos últimos anos, e os empresários cariocas que, pelo segundo trimestre consecutivo, sinalizam que pretendem retomar as contratações”.

Segundo o levantamento, o setor de construção apresentou crescimento de 12 pontos percentuais na intenção de contratação de funcionários para o terceiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior. O crescimento representa a maior evolução entre 8 setores pesquisados, que incluem administração pública, agricultura, finanças, indústria e comércio.

Na comparação com as expectativas apuradas para o terceiro trimestre de 2018, o maior crescimento foi verificado no setor Agricultura, Pesca & Mineração, 12 pontos percentuais de alta, enquanto Construção e setor Industrial apresentaram ganhos de 11 e 10 pontos percentuais, respectivamente, segundo a pesquisa.

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No final de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o número de pessoas subutilizadas e de desalentados atingiu nível recorde nos três meses até abril, a 28,37 milhões. Apesar disso, a taxa de desemprego brasileira teve ligeira redução para 12,5%, ante 12,7% nos três meses anteriores. Um ano antes o índice de desemprego apurado pelo IBGE foi de 12,9%. (Reuters)

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