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Engie e Grupo BC Energia vão implantar duas usinas em MG

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s | Crédito: Divulgação/Engie

Das sete usinas solares fotovoltaicas que a elétrica francesa Engie e o Grupo BC Energia vão instalar no País entre este e o próximo exercício, duas serão construídas em Minas Gerais. As demais unidades serão implantadas em Goiás e no Distrito Federal e, juntas, terão capacidade instalada de 10,8 megawatts-pico (MWp).

Os valores a serem investidos não foram revelados, mas, segundo o Head Comercial de Clientes e Segmentos Estratégicos de Soluções da Engie, Emílio Lacerda, somadas, as usinas adicionarão mais 21 gigawatt-hora (GWh)/ano à capacidade de geração de energia instalada da BC Energia, que chegará a 35,5 GWh em 2021 – o correspondente ao abastecimento de 20 mil residências.

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Apenas as duas plantas que serão instaladas em Minas Gerais representarão 6 GWh ou cerca de 3 MWp. As cidades que receberão os empreendimentos ainda não foram definidas.

Em Goiás serão construídas três usinas, que representarão o incremento de aproximadamente mais 4,6 MWp no estado, e onde a BC Energia responderá por cerca de 6% da produção. Já o Distrito Federal abrigará duas plantas e ganhará mais 3 MWp com a BC Energia passando a responder por 10% da geração.

“Este projeto foi construído efetivamente a quatro mãos, com desenvolvimento das características técnicas e seus propósitos finais elaborados em conjunto pela Engie e a BC. Estamos trabalhando desde o início do ano, o que nos permitiu encerrar a primeira etapa em meados de abril e segunda no fim de junho”, disse.

Segundo o executivo, a primeira fase diz respeito aos projetos das duas primeiras usinas a serem implantadas em Goiás e no Distrito Federal e cujas implantações já estão em andamento. A segunda engloba as cinco restantes, incluindo as de Minas Gerais.

“Pelo cronograma estabelecido com a BC, teremos mais dois ou três projetos a serem implementados neste ano e restarão dois ou três para o primeiro quadrimestre de 2021. Estamos tentando acelerar um pouco esses prazos, principalmente nas unidades do Distrito Federal e de Minas, para que a BC consiga operacionalizar o abastecimento de seus clientes”, revelou.

Modelo híbrido foi implantado em GO

A Engie e a BC Energia já realizaram outros projetos em conjunto. Em 2018, investiram na construção de uma primeira usina híbrida ‘solar-hídrica’ no município de Caiapônia (GO). A planta fica no complexo Rio Bonito, de propriedade do Grupo BC Energia, que já conta com duas Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) Rio Bonito I e II, com potência total instalada de 1.900 kVA.

Ao mesclar a geração solar fotovoltaica, que é intermitente, com a geração hídrica, a usina híbrida consegue manter uma regularidade de geração ao longo do ano mesmo em períodos secos, em que as Centrais Geradoras Hidrelétricas têm uma redução significativa no volume de energia produzido.

O empreendimento é o maior sistema de geração híbrida do estado de Goiás e um dos maiores do Brasil em volume de energia a ser injetado na rede na modalidade de compensação, em que o excedente não consumido no momento da geração é transformado em créditos junto à distribuidora local de energia para consumo futuro.

Governo edita MP para conter tarifa e prevê corte em subsídios

Crédito: REUTERS/Lucas Landau

São Paulo – O governo do presidente Jair Bolsonaro publicou medida provisória que visa conter o avanço das tarifas de energia no Brasil, principalmente em estados do Norte e Nordeste atendidos por empresas que pertenciam à Eletrobras e foram privatizadas recentemente.

A chamada “MP do Consumidor” também inclui previsão do fim de alguns subsídios atualmente concedidos para usinas de geração renovável como parques eólicos e solares, que pesam sobre os custos da energia, e a retomada das obras da usina nuclear e Angra 3.

O movimento vem pouco depois de uma MP anterior, de abril, que permitiu a costura pelo governo junto a um grupo de bancos de empréstimo de R$ 15 bilhões para apoiar o caixa de distribuidoras de energia devido a impactos do coronavírus sobre o mercado, o que também aliviou reajustes tarifários neste ano.

Mas a perspectiva de aumentos ainda significativos nas contas de luz neste ano, principalmente no Norte e Nordeste, levou o Ministério de Minas e Energia a propor novas ações.

A MP 988 prevê, entre outras iniciativas, o uso de recursos que seriam destinados por empresas de energia a programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e iniciativas de eficiência energética para atenuar os aumentos tarifários, assim como verbas de fundos setoriais.

Em seu texto, a MP define que recursos que iriam para programas de pesquisa e eficiência energética que não estejam comprometidos com projetos contratados ou iniciados deverão ser usados até o final de 2025 “em favor da modicidade tarifária”.

Para isso, os recursos serão destinados a partir de setembro à chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que custeia diversos subsídios do setor de energia e é abastecido geralmente com cobranças de encargos junto aos consumidores.

A legislação brasileira define que empresas de transmissão e geração de energia devem direcionar 1% da receita operacional líquida a projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor elétrico, enquanto distribuidoras de energia devem aplicar os recursos em P&D e também em programas de eficiência energética.

A MP também autoriza o uso de verbas da CDE e de outro fundo setorial, a Reserva Global de Reversão (RGR), para atenuar aumentos tarifários de distribuidoras privatizadas pela Eletrobras em 2018, nos Estados do Amazonas, Roraima, Alagoas, Piauí, Rondônia e Acre, e da distribuidora estatal CEA, do Amapá.

“Esta nova medida provisória tem como foco amenizar impactos na conta de luz dos consumidores, também no médio e longo prazos”, disse o Ministério de Minas e Energia em nota, ao projetar que aumentos tarifários previstos para a região Norte em 2020 terão alívio de entre 5% e 13%.

A pasta destacou ainda que a MP 950, de abril, já havia garantido isenção da tarifa de energia para consumidores de baixa renda por três meses, o que beneficiou mais de 10 milhões de famílias. (Reuters)

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