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Economia

Estado fecha fevereiro com saldo positivo de 51.939 vagas formais

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O Caged aponta 182.895 admissões e 130.956 dispensas | Crédito: Divulgação

Minas Gerais fechou o mês de fevereiro com um saldo positivo de 51.939 empregos. Ao todo, no Estado, foram realizadas no último mês 182.895 admissões e 130.956 desligamentos. No primeiro bimestre deste ano, o saldo de postos de trabalho já atingiu 75.483. Os dados pertencem ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Os números são maiores do que os registrados em igual período do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2020, o saldo de empregos no Estado foi de 32.212, o que aponta para alta de 61,2% neste ano. No entanto, o professor de economia do Ibmec BH Paulo Casaca chama a atenção para um fator: as bases não são comparáveis.

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O professor explica que a metodologia do Caged – que inclusive passou a se chamar Novo Caged – foi modificada. Antes, eram computados somente os dados da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Agora, informações do eSocial, que é mais amplo, também são levadas em consideração. Com isso, mais categorias de trabalhadores são abarcadas, o que automaticamente puxa os números de geração de empregos para cima.

As mudanças no Caged, no entanto, não foram as únicas razões para os números mais elevados. Mesmo quando se analisa isoladamente a geração de postos de trabalho em 2021, os dados ainda são positivos. Segundo Casaca, uma das explicações para isso tem a ver com o otimismo dos empresários no fim de 2020, quando a economia dava sinais de recuperação após efeitos mais pesados da pandemia da Covid-19 em meados do ano passado.

“A economia voltou a se abrir mais e nós tivemos um fim de ano relativamente movimentado. Isso fez com que os empresários se movessem para se ajustar a essa situação”, diz ele.

Além disso, uma maior adaptação das empresas ao home office também pode ter contribuído para um cenário mais positivo no que diz respeito à geração de empregos, de acordo com Casaca. “As empresas ajustaram seus processos. Hoje é mais fácil fazer home office do que era há um ano, o que favorece as empresas a contratarem”, afirma ele.

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Nesse cenário de mais contratações, os dados do Caged também mostram que a indústria foi o setor com o maior saldo positivo de empregos no primeiro bimestre deste ano, com a geração de 26.197 postos de trabalho no período. Posteriormente, vêm serviços (22.163), construção (13.978), comércio (10.720) e agropecuária (2.425).

Tendência

Apesar de o saldo de empregos ainda ser positivo no Estado, a situação pode não se sustentar por muito tempo, de acordo com Casaca. A chamada segunda onda da Covid-19 poderá refletir negativamente nos números dos próximos meses, segundo o professor de economia.

Um cenário positivo daqui para frente, diz ele, vai depender de pelo menos três fatores: retorno do auxílio emergencial, vacinação da população contra a Covid-19 e crédito para as empresas mais afetadas pela crise.

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