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“Este trimestre será o pior da história mundial”

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Crédito: Divulgação

Não há solução aparente para situações que afetem o nível de produção no mundo inteiro, nem mesmo as de bancos centrais. Essa é a opinião do economista e coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Salvato.

O especialista chamou a atenção para o cenário de choque de oferta que acomete o mundo inteiro neste momento. Por isso, ele acredita que este possa ser o pior trimestre da história mundial.

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“São vários estabelecimentos colocando seus funcionários em home office, em férias coletivas ou simplesmente tendo que suspender as operações. No curto prazo, os efeitos sobre a atividade econômica serão inevitáveis, assim como nos níveis de emprego e na geração de emprego e renda”, avaliou.

Para o professor, não é possível afirmar quando virá a recuperação. “Não dá para adivinhar se será rápida como foi logo após a crise de 2008, quando, em 2009, o Brasil cresceu a 7%”, disse.

Por outro lado, ele ponderou que em cenários conturbados também surgem oportunidades e citou o aumento da demanda por serviços de delivery e e-commerce no País. Empresa e lojas sairão de seus espaços físicos e aquelas que forem abertas a transformações terão mais chances de sobreviver.

“Agora, as perdas para alguns setores serão incalculáveis. É o caso do setor de eventos, turismo e serviços em geral, como bares e restaurantes. Com as pessoas restritas a locomoção, eles não terão movimento, nem receitas”, afirmou.

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O especialista em economia do Unisal, Nilson Leis, alertou que os principais problemas a serem enfrentados pelo Brasil na crise provocada pelo coronavírus serão o fechamento de empresas, a perda de emprego, de receita, o aumento da inadimplência e do endividamento da população.

No curto prazo, segundo ele, haverá uma dificuldade muito grande de retomada da economia. A recuperação vai ocorrer de forma gradativa e, mesmo assim, contando com a união dos principais países do mundo para minimizar a devastação provocada pela pandemia na economia global. “O problema começou local, na China, mas a solução terá que ser global”, avisou.

Especificamente no Brasil, ele disse que as medidas até então anunciadas pelo Ministério da Economia poderão reduzir os impactos negativos para o País. Mas também lembrou que são ações paliativas. E que se pode esperar uma grande quebradeira no setor empresarial e uma postergação das atividades produtivas por, pelo menos, seis meses.

“Depois do furacão, poderemos retomar o controle da situação. Pode ser que três meses depois que ele passar, o País retome o crescimento. As pessoas poderão voltar a consumir, as empresas a produzir e o cenário positivo surgirá outra vez”, apostou.

O professor de Engenharia Econômica da São Judas, Eduardo Vianna, por fim, classificou o momento como um mercado de incerteza, que, segundo ele, é muito mais grave do que um mercado de risco, já que não permite previsões e simulações.

Para Vianna, embora as boas notícias que já começam a surgir em relação aos estudos de cura e da prevenção da Covid-19 possam ajudar no processo de recuperação da economia mundial e brasileira, no caso do País, já existe uma tendência de agravamento do quadro econômico no médio prazo.

“Se tivermos políticas públicas na área econômica que sejam realmente mitigadoras de alguns aspectos, podemos sair mais rápidos desta situação. Mas já estamos envolvidos gravemente na direção do recuo econômico”, comentou, ressaltando, no entanto que “sair rápido”, seria em um ou dois anos.

O professor também falou da necessidade de empresários buscarem a resiliência. Disse da importância de setores como comércio e serviços se adaptarem ao e-commerce. “Abre-se uma nova frente para empresas que estavam muito no físico e agora precisam se reinventar. Os empresários precisam traçar planos de ação neste sentido”, alertou.

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