EUA devem enviar proposta para o Brasil para avançar em questão tarifária e não tarifária, dizem ministérios

Governos dos Estados Unidos e do Brasil buscam entendimento para esclarecer diferenças em questões comerciais e criar um grupo de trabalho para futuros acordos
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EUA devem enviar proposta para o Brasil para avançar em questão tarifária e não tarifária, dizem ministérios
Foto: Reuters/Jorge Silva

O governo norte-americano se comprometeu em enviar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para dirimir as diferenças em questões tarifárias e não tarifárias entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, a delegação brasileira e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), embaixador Jamieson Greer, concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir temas relacionados a um possível acordo entre os dois países, segundo comunicado conjunto dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As decisões foram tomadas durante a reunião presencial de 40 minutos de Greer com os ministros Mauro Vieira (MRE), e Márcio Elias Rosa (MDIC), às margens da reunião de ministros de comércio do G20, que começa nesta quarta-feira (30), em Milwaukee e termina na quinta-feira (1).

Em comunicado conjunto do MRE e do MDIC, os ministros relatam que, na reunião, foi reafirmada a disposição do Brasil de “avançar, por meio do diálogo e da negociação, na construção de soluções para os temas que afetam o comércio bilateral”.

A diretriz da delegação brasileira é a “defesa dos interesses brasileiros e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países”.

Segundo os ministros, os dois países reconheceram, conjuntamente, a importância de avançar na superação dos obstáculos existentes e “manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório”.

Ainda segundo a delegação brasileira, a reunião de 40 minutos entre norte-americanos e brasileiros deu continuidade ao diálogo iniciado com o telefonema, em 21 de agosto, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Donald Trump (EUA). Desde então, os países tiveram reunião virtual que já previa a apresentação de “termos de referência” para as negociações continuarem, segundo uma especialista que acompanha o processo.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

 Karla Spotorno
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