Expansão do metrô de BH está perto de sair do papel

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Expansão do metrô de BH está perto de sair do papel
Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

O presidente Jair Bolsonaro deve vir pessoalmente, ainda neste mês, assinar o convênio com o governo de Minas Gerais para a transferência dos recursos que garantirão a tão esperada expansão do metrô de Belo Horizonte.

Para a confirmação, falta apenas a Justiça Federal homologar o acordo de liberação dos cerca de R$ 1 bilhão para a construção da linha 2 – que ligará a estação Calafate à região do Barreiro, o que deve ocorrer nos próximos dias.

A expectativa é do senador mineiro Carlos Viana (PSD), um dos principais interlocutores da pauta com o governo federal, que convidou Bolsonaro para a celebração do convênio entre Estado e União.

O avanço do repasse ainda depende da digitalização do processo e da aprovação do juiz, porém, Viana já recebeu promessas da celeridade das etapas. “Em contato com a Justiça Federal o desembargador Carlos Brandão me garantiu que digitalização vai ser acelerada e disponibilizada o quanto antes para apreciação. Como se trata de um acordo entre todas as partes, incluindo os Ministérios, e cujos recursos não vêm do orçamento, dificilmente teremos algum imbróglio”, avaliou.

Desta vez, o repasse prometido para a expansão do metrô até o Barreiro, prometida há décadas, faz parte de um acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que foi multada por não ter cumprido um contrato de prestação de serviço referente a uma linha férrea que passa pelos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A empresa está pagando R$ 1,2 bilhão em 60 parcelas. Segundo Viana, sete parcelas já foram pagas e depositadas na conta única do Tesouro Nacional, ao valor total de R$ 186 milhões. As outras 53 já deverão ser repassadas ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e gerenciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Por isso estou otimista e não acredito em dificuldades. Estamos apenas mudando a destinação dos recursos do Tesouro para o banco de financiamento, de maneira a viabilizar a linha 2 do nosso metrô nos próximos três ou quatro anos”, justificou.

Futuro da CBTU – Também são grandes as expectativas quanto ao futuro da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), atual administradora do trem metropolitano mineiro, que também está nos planos do governo federal e foi incluída no Plano Nacional de Desestatização em 2019. Para o senador, a confirmação do financiamento da linha 2 do metrô da Capital será determinante neste processo.

“A liberação dos recursos também vai definir o futuro da CBTU, que vai se tornar independente da nacional nos próximos meses e ser analisada pelo BNDES sob o ponto de vista da viabilidade econômica, considerando pontos como patrimônio, despesas, custos, lucros e prejuízos. A partir daí será analisada a concessão, privatização ou qualquer outro destino para a estatal”, finalizou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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