Economia

Fora de lista sanitária, Brasil pode perder quase US$ 2 bi em vendas de carne para a Europa

País foi excluído da lista de nações que cumprem regras da União Europeia contra uso de antibióticos na pecuária.
Fora de lista sanitária, Brasil pode perder quase US$ 2 bi em vendas de carne para a Europa
Foto: Reprodução Pixabay

O Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões em carnes por ano para a União Europeia pelo fato de não ter sido incluído na lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que, em 2025, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em carnes para a União Europeia, somando 368,1 mil toneladas.

No total, o Brasil exportou US$ 31,8 bilhões em carnes no ano passado. A China foi o principal destino, com US$ 9,8 bilhões, seguido da União Europeia e dos Estados Unidos, que importaram US$ 1,6 bilhão.

A maior parte do volume enviado ao bloco europeu é de carne bovina: o Brasil vendeu US$ 1,04 bilhão do produto para a região no ano passado. No caso da carne de frango, foram exportados US$ 762,9 milhões aos europeus.

A União Europeia retirou o Brasil da lista nesta terça-feira (12), em uma medida com validade a partir de setembro.

Segundo a UE, os países excluídos, como o Brasil, não forneceram ao bloco as garantias quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária.

A carne é o produto mais afetado, mas há outras restrições sanitárias que afetam também outros produtos exportados pelo Brasil, como peixes, embutidos, cavalos vivos – usados para outros fins – e mel.

No ano passado, o Brasil vendeu ao bloco europeu US$ 6 milhões em mel, US$ 1,3 milhão em cavalos vivos e US$ 1,2 milhão em peixes, segundo dados do Ministério da Agricultura.

A nova lista, da qual o Brasil foi cortado, reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância sanitária, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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