Extrema, Uberaba e JF se destacam em desenvolvimento econômico no Estado

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Extrema, Uberaba e JF se destacam em desenvolvimento econômico no Estado
Crédito: Divulgação

Em tempos de retração econômica e grande concorrência, competitividade e planejamento são palavras de ordem para gestores municipais no que se refere à atração de investimentos, geração de emprego e renda e incremento na arrecadação.

Em Minas Gerais, cidades como Extrema (Sul), Uberaba (Triângulo) e Juiz de Fora (Zona da Mata) têm se destacado quanto às estratégias de desenvolvimento e aprimoramento de vocações.

O assunto foi debatido durante mais uma edição virtual do #VemPraMinas realizado pela Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), desta vez com o tema “O que as cidades podem fazer para atrair mais investimentos e gerar mais empregos?”.

Com mediação do diretor de Atração de Investimentos para Cadeias Produtivas da Agência, João Paulo Braga, o debate contou com a participação dos secretários de Desenvolvimento Econômico dos três municípios mineiros, da diretora-executiva do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Tatiana Ribeiro, e do CEO da Urban Systems, Thomaz Assumpção.

Tatiana Ribeiro e Thomaz Assumpção falaram sobre a necessidade de os gestores municipais e os agentes envolvidos no desenvolvimento das cidades pensarem em estratégias que visem, sobretudo, a competitividade. Segundo eles, o planejamento é o principal diferencial de regiões que se destacam quando o assunto é atração de investimentos privados.

“Hoje, na hora de investir, as empresas não olham apenas a qualidade do local ou os incentivos concedidos, mas um conjunto de questões que envolvem ainda a infraestrutura, a prestação de serviços e a qualidade da mão de obra, bem como as opções para qualificação dos profissionais. A escolha passou a ser criteriosa e diversificada, considerando longos ciclos de benefícios”, explicou o CEO da Urban Systems, empresa responsável pelo ranking Melhores Cidades para se Fazer Negócios da Revista Exame.

Neste ponto, o presidente do Indi, Thiago Toscano, destacou o trabalho e a importância da atuação dos gestores municipais enquanto apoiadores do desenvolvimento não apenas local e regional, mas do Estado como um todo. Para ele, quando os gestores estão engajados, o resultado é positivo e consolida o caminho para o sucesso no que tange à gestão pública. “Extrema, Uberaba e Juiz de Fora são exemplos de cidades que planejam o desenvolvimento no longo prazo”, disse.

Municípios – Já os secretários de Desenvolvimento Econômico das cidades falaram sobre os diferenciais de cada município e do trabalho desenvolvido pelas administrações locais. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo de Extrema, Adriano Carvalho, por exemplo, citou o Agenda 21, projeto elaborado em 2003 e que foi finalizado no mês passado, em vistas de promover o desenvolvimento econômico sustentável no município.

O documento contemplava ações em diversas frentes e tinha o objetivo de tornar a cidade um polo de desenvolvimento econômico e social. Para se ter uma ideia, em 2010, Extrema era a sexta economia da região com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1,8 bilhão. Em 2015, saltou para terceira posição, com R$ 5 bilhões, e, em 2017, o PIB atingiu R$ 7,5 bilhões, passando a frente o município de Pouso Alegre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Fizemos um planejamento macro de longo prazo que foi fundamental para chegar onde estamos. No entanto, Extrema aprendeu com a dor. Uma cidade pequena com diferenciais externos, mas que buscou aprimorar também suas potencialidades internas. Hoje temos uma economia diversificada, que gera emprego e renda e, mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19, já voltamos a gerar emprego e a elevar a arrecadação”, contou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação de Uberaba, José Renato Gomes, por sua vez, falou sobre a diversificação do parque industrial local, apesar da forte vocação da região para o agronegócio. Conforme ele, a Lei de Incentivo do município é um dos grandes diferenciais do município, pois permite ofertas e estímulos econômicos de acordo com o perfil do empreendimento.

“Sem contar a municipalização dos distritos industriais (DIs) e a prospecção de empresas no mercado. Divulgamos Uberaba no mundo inteiro, criamos campanhas publicitárias e participamos de diversos eventos. Mas se não tiver uma lei com segurança jurídica, não há projeto que avance. A junção desses fatores é que faz com que Uberaba atraia tantos investimentos. Aqui o desenvolvimento econômico é prioridade porque é ele quem garante o pagamento das demais áreas, como saúde, educação e lazer”, ressaltou.

Por fim, o secretário de Planejamento de Juiz de Fora, Rômulo Veiga, dissertou sobre os entraves encontrados durante muitos anos pela gestão municipal na cidade no que se refere à economia de toda a região.

“Juiz de Fora já teve grande destaque no País, mas parou no tempo. A cidade é uma ilha de desenvolvimento que, embora tenha perdido expressão, ainda apresenta índices positivos, mas possui um entorno muito empobrecido. Por isso, adotamos a estratégia de trabalhar os potenciais inexplorados, como a chamada economia verde, a partir da produção de bioquerosene, uma das nossas apostas de destaque”, citou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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