Falta de componentes leva Fiat a suspender contratos de trabalho

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Falta de componentes leva Fiat a suspender contratos de trabalho
Crédito: Leo Lara/Studio Cerri

A falta de componentes e peças automotivas levou o grupo Stellantis a propor a suspensão de contratos de trabalhos – o chamado lay-off – para 6.500 funcionários da planta industrial em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Negociada em um primeiro momento com o Sindicato dos Metalúrgicos e Metalúrgicas de Betim e Região, a medida está sendo votada neste momento, em assembleia, pelos trabalhadores da montadora.

A proposta que está sendo avaliada diz respeito à adesão a um programa em que os trabalhadores participarão de um curso de qualificação profissional. De acordo com o sindicato, esta foi uma maneira de garantir o mínimo de perdas e evitar demissões. Ainda conforme a entidade, os contratos deverão ficar suspensos pelo prazo de dois a quatro meses e, como contrapartida, o programa terá validade de 1 ano.

Procurada, a Stellantis disse que se pronunciará após a assembleia.

Ainda de acordo com o sindicato, o trabalhador ou trabalhadora que optar por aderir ao programa, deverá participar da qualificação profissional (de forma virtual); e ter uma frequência mínima de 75% nas aulas; a empresa disponibilizará uma ajuda de custo de R$ 70 mensais, para custear a internet, durante o período da suspensão do contrato.

Sobre a garantia de emprego ou salários, o acordado com a companhia foi que haverá indenização adicional em caso de dispensa de 100% sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão de contrato; e que o período de estabilidade será proporcional ao tempo de suspensão do contrato de trabalho. Os salários também seguirão a proporcionalidade.

Além disso, foi negociado também que os trabalhadores em suspensão de contratos terão a integralidade de PLR 2021, 13º salário e férias; a manutenção do plano de saúde e demais benefícios; e integralidade do reajuste salarial previsto pelo ACT Data-Base 2021/2022, que consta o pagamento do abono para o início de janeiro de 2022, e das demais cláusulas do acordo.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas