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Falta de insumos paralisa parte da indústria em Minas

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A escassez de insumos e componentes levou a Fiat a conceder férias coletivas de 10 dias para 1,9 mil trabalhadores | Crédito: Leo Lara

Com o anúncio da Fiat, que irá conceder férias coletivas para parte dos trabalhadores do segundo turno de serviços na unidade de Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte), grande parte da indústria de autopeças de Minas Gerais também irá adotar as férias no segundo turno a partir da próxima segunda-feira (19).

A maior parte das 110 indústrias do segmento instaladas no Estado deve afastar em torno de 3 mil funcionários por cerca de dez dias. A medida é considerada importante para que as empresas e a montadora reorganizem os estoques e voltem a produzir de forma contínua. A falta de insumos, principalmente, de componentes, forçou a paralisação.

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De acordo com a nota divulgada pela Fiat, a irregularidade no abastecimento de componentes fez com que a montadora anunciasse, ontem, a concessão de férias coletivas para cerca de 1,9 mil empregados.

O afastamento começa a partir de segunda-feira, com previsão de retorno dos funcionários em 29 de abril. Conforme nota divulgada pela montadora, a concessão de férias é necessária para adaptação da produção, já que existem irregularidades no fornecimento de insumos, principalmente, de componentes.

“A empresa continua em contato e em negociação com seus fornecedores para normalizar os fluxos de suprimentos”, disse a nota.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, Alex Custódio, explicou que a medida é necessária e foi negociada junto ao sindicato.

“A falta de insumos é uma realidade que as montadoras do mundo, não só a Fiat, vem enfrentando há alguns meses. A maior parte dos trabalhadores atingidos tem períodos de férias para cumprir e a empresa usará isso”.

Ainda segundo Custódio, o sindicato e a Fiat estão em constante negociação para evitar demissões. “O problema da falta de insumos é mundial e temos tratado junto à empresa formas para preservar os postos de trabalho. Buscamos alternativas, como o uso do banco de horas, que possibilita a flexibilização da jornada, e até mesmo, uma possível adoção de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho)”.

Autopeças

Com a redução das atividades no segundo turno da Fiat, a maior parte das indústrias de autopeças do Estado, que tem a montadora como um dos principais clientes, também irá conceder férias para os funcionários do segundo turno.

O presidente da Câmara da Indústria Automotiva da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Fábio Sacioto, explica que a maior parte das empresas de autopeças do Estado está no entorno do Polo Automotivo Fiat, em Betim, e outras no Sul de Minas, juntas empregam cerca de 50 mil pessoas.

“Não vemos com preocupação a concessão de férias de dez dias para parte do segundo turno da Fiat. As indústrias de autopeças até preferem essa parada mais longa do que as intermitentes, já que também poderão conceder férias no mesmo período. Por isso, a grande maioria das indústrias que fornece peças para a Fiat irá parar o segundo turno a partir de segunda-feira. A produção é em cadeia. No Estado são 110 indústrias, com cerca de 50 mil empregados e cerca de 3 mil devem entrar de férias”.

Ainda segundo Sacioto, a redução da produção será importante para a recomposição dos estoques, o que permitirá um retorno das atividades de forma contínua.

“Vejo a decisão como positiva para recompor os estoques dos componentes que estão com oferta baixa. Para que na volta, volte produzindo normalmente”.

Problema é registrado desde o ano passado

A falta de insumos para a indústria automotiva é um problema que vem ocorrendo desde o ano passado. De acordo com o presidente da Câmara da Indústria Automotiva da Fiemg, Fábio Sacioto, a retomada das atividades econômicas em níveis maiores que o esperado, após os primeiros meses da pandemia de Covid-19, fez com que a oferta de vários insumos ficasse menor que a demanda. Além dos componentes eletrônicos, aços, plásticos, papelão, entre outros também tiveram a oferta impactada.

“No caso dos componentes eletrônicos, principalmente dos chips, cuja produção vem da Ásia, ainda existe a concorrência com outros produtos além dos automóveis, como computadores, smartphones e televisões. Todos estes produtos tiveram a demanda alavancada com a pandemia”.

Conforme já noticiado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, os componentes eletrônicos que mais têm faltado para a montadora de Betim são semicondutores. A escassez se deve ao aumento da demanda em todo mundo, motivado pelo crescimento no consumo de computadores e games, além das demandas relativas à tecnologia 5G.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já alertava para a falta de componentes, com destaque, para os eletrônicos e para a falta de previsão de regularização da oferta.  Em nota, a entidade afirmou que a menor oferta de componentes tem interferido de forma negativa na produção das montadoras em todo o mundo.

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