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Indústria mineira acumula queda de 5,2% no faturamento em 2019

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O faturamento da indústria extrativa mineral no Estado registrou expansão de 51,9% em agosto sobre julho - Crédito: Divulgação

O faturamento do parque fabril mineiro cresceu 4,3% em agosto na comparação com julho deste exercício. Em relação ao mesmo período do ano anterior, no entanto, houve baixa de 9%. Também foram registrados recuos no acumulado do ano e nos últimos 12 meses. O aumento apurado na comparação mensal está relacionado principalmente ao desempenho do setor extrativo mineral, dada a retomada da produção em algumas minas no Estado.

De acordo com a analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Julia Silper, o desempenho de agosto sobre julho compensou parcialmente o recuo anterior de 8%, refletindo as expansões nas indústrias de transformação (1,2%) e extrativa (51,9%) observadas no mês passado.

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Segundo ela, destaca-se principalmente o avanço observado na indústria extrativa. “O movimento ocorreu em função da retomada da produção das minas que estavam com as atividades paralisadas desde o rompimento de uma barragem em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em janeiro. Porém, esta retomada ainda não foi suficiente para elevar o desempenho nas demais bases de comparação”, ponderou.

Além disso, segundo a analista, nas demais bases de comparação foram observados recuos não somente na indústria extrativa mas também na de transformação, apontando o ainda lento dinamismo da economia mineira. Segundo a Pesquisa Indicadores Industriais (Index), frente a agosto de 2018, o índice geral de faturamento recuou 9% em razão dos decréscimos de 8% na indústria de transformação e de 18,5% na extrativa.

No acumulado do ano, o índice caiu 5,2%, com resultados de -0,8% e -45,2%, respectivamente. Assim como no acumulado dos últimos 12 meses, a queda de 3,2% também foi influenciada pelos recuos nos dois segmentos.

Assim, o panorama para os próximos meses deste ano, conforme Julia Silper, segue desafiador, tendo em vista a perspectiva de continuidade de paralisações parciais no setor extrativo mineral e o cenário externo menos favorável, com desaceleração da atividade de importantes parceiros comerciais. Por outro lado, segundo ela, a queda dos juros, a expansão do crédito, a leve melhora do mercado de trabalho e a liberação do FGTS tendem a contribuir para o desempenho do setor no último quadrimestre do ano.

“Os últimos meses do ano já são tradicionalmente melhores para a indústria e alguns fatores tendem a contribuir para esta melhoria. Precisamos aguardar para ver quais influenciarão mais o desempenho”, comentou.

Trabalho – De maneira detalhada, o levantamento indicou que as horas trabalhadas avançaram 1,2% em agosto ante julho e 0,7% frente a agosto do ano passado. Já no acumulado dos oito primeiros meses deste ano houve recuo de 2,2% e na análise dos últimos 12 meses de -2,7%.

O emprego aumentou 0,8% em agosto sobre o mês anterior e 3,7% em relação ao mesmo mês de 2018. No acumulado do ano avançou 0,8% e nos 12 meses 0,6%. O indicador, conforme a analista, foi o único com resultados positivos em todas as bases de comparação. Segundo ela, o movimento pode ter sido influenciado por dinâmicas particulares de cada setor.

A massa salarial da indústria mostrou decréscimo de 0,1% em agosto em relação a julho. Ante agosto de 2018, o indicador avançou 0,6%; no acumulado do ano caiu 1% e nos últimos 12 meses -0,9%.

O rendimento médio da indústria decresceu 0,7% no oitavo mês do ano sobre julho. Na comparação com agosto de 2018 o índice caiu 3%, de janeiro a agosto recuou 1,8% e nos últimos 12 meses caiu 1,5%.

Por fim, a utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 80,3% em agosto. O número representou queda de 0,4 ponto percentual sobre o mês anterior (80,7%).

“O nível de utilização está bem abaixo da média histórica, o que mostra a ociosidade ainda enfrentada no parque fabril mineiro”, comentou.

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