COTAÇÃO DE 18/01/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3037

VENDA: R$5,3047

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3170

VENDA: R$5,4570

EURO

COMPRA: R$6,3724

VENDA: R$6,3747

OURO NY

U$1.837,39

OURO BM&F (g)

R$311,58 (g)

BOVESPA

+0,74

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

Mercantil do Brasil - ADS

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia
Página Inicial » Economia » Fechamento do comércio impacta revenda de usados

Fechamento do comércio impacta revenda de usados

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
CREDITO:ALISSON J. SILVA
CREDITO:ALISSON J. SILVA

O fechamento do comércio em Belo Horizonte, decisão imposta pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para conter o avanço da pandemia da Covid-19, pode comprometer ainda mais o setor de veículos seminovos e usados, que já vinha fragilizado desde o ano passado. Com as lojas fechadas, o receio é que ocorra queda substancial nas vendas, aumento de demissões e até mesmo encerramento de empresas.

Em 2020, logo no início da pandemia e quando ocorreu o fechamento dos estabelecimentos, o setor chegou a registrar queda de até 80% nos negócios. Ao longo do ano, com a reabertura, o prejuízo foi minimizado, mas as vendas em 2020 ainda ficaram 9,2% menores que em 2019.

O diretor de Planejamento e Marketing da Associação dos Revendedores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Assovemg) e sócio proprietário Auto Maia Veículos, Flávio Maia, explica que a situação do setor é difícil.

Segundo ele, o fechamento das atividades ocorre em um período de gastos elevados no setor. Janeiro é marcado pela cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e as empresas precisam quitar o imposto do estoque. A estimativa é que o valor do imposto dos veículos estocados nas concessionárias associadas de Belo Horizonte fique em torno de R$ 7 milhões.

“Janeiro é um mês muito importante e difícil para o lojista, que precisa pagar o IPVA. Somente na Assovemg, que são 117 associados, se considerarmos um estoque médio de 40 carros por loja, com custo de R$ 1.400 de IPVA, na associação estamos falando de quase R$ 7 milhões. Como vamos pagar com as portas fechadas e sem poder vender? A gente ainda não recuperou do tombo do ano passado, fechamos com queda próxima a 10% e ainda levamos essa lambada logo no início do ano. É injusto o que está acontecendo. É impossível sobreviver e arcar com todos os custos e lojas fechadas”, alerta Maia.

Fim do BEM – A situação também foi agravada pelo fim do Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEM), que permitia a redução de salários e da carga horária ou suspensão dos contratos de trabalho.

“Não podemos conceder férias coletivas sem um aviso com menos de 15 dias. Estamos sem apoio para quitar os salários e, sem alternativa, o que pode acontecer é o desligamento dos trabalhadores. Em reunião na última terça-feira, com representantes do comércio e da PBH, fizemos diversos pleitos. Com o fechamento queríamos uma contrapartida em relação ao IPVA e IPTU, mas não tem nenhuma ação planejada, é prometido que depois a PBH irá pensar em como ajudar”, ressalta o presidente da Assovemg.

Ainda segundo Maia, também é necessário que haja unanimidade nas decisões entre cidades que compõem a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “As concessionárias de Contagem, Betim e Nova lima, por exemplo, estão abertas enquanto na Capital estamos fechados, isso faz com que o consumidor migre, mesmo com as empresas atendendo pela internet e pelas redes sociais”, explica.

Outro questionamento é que o serviço de revenda de automóveis foi considerado, em nível estadual, como essencial, o que não é adotado na Capital. “A venda de veículos é essencial, evita que as pessoas usem o transporte público, que está lotado. Com a pandemia, o carro virou uma barreira sanitária. Além disso, a movimentação nas empresas do setor, que são em ambientes bem amplos, é muito pequena, não tem aglomerações”, argumenta Maia.

CREDITO:ALISSON J. SILVA
CREDITO:ALISSON J. SILVA

Setor tem queda com Covid-19

Em 2020, a comercialização de veículos seminovos e usados em Minas Gerais registrou queda, frente a 2019. Mesmo apresentando recuperação mensal após o setor registrar quedas significativas nas vendas logo nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, as negociações ficaram 9,2% inferiores. No acumulado do ano, segundo os dados divulgados pela Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), a venda dos automóveis somou 1.666.008 unidades no Estado.

No último mês do ano, houve uma elevação de 12,2% nas vendas frente a novembro, com 191.249 unidades comercializadas. Na comparação com dezembro de 2019, a alta foi de 15,9%. No ano, a média de venda por dia útil ficou em 6.585 unidades, 8,5% menos que a registrada em 2019.

“Os juros baixos e a oferta de crédito contribuíram para que o setor recuperasse parte das perdas registradas no início da pandemia. Além disso, com a pandemia, muitas pessoas optaram pela compra de um veículo próprio para não utilizar o transporte público, aplicativos ou o deslocamento a pé. Mesmo assim, não foi possível voltar aos níveis de vendas registrados antes da pandemia”, explica o diretor de Planejamento e Marketing da Associação dos Revendedores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Assovemg) e sócio proprietário da Auto Maia Veículos, Flávio Maia.

Incerteza – Para 2021, Maia destaca que o setor estava otimista. As taxas de juros baixas, a oferta de crédito e a perspectiva da vacinação contra a Covid-19 tendem a aquecer a economia, porém, com o aumento dos casos e novo fechamento do comércio, o cenário é de incerteza.

“As expectativas eram muito positivas. Existe uma tendência das pessoas priorizarem a qualidade de vida, com o trabalho em home office, por isso, as pessoas estão morando mais afastados, em casa de condôminos e sítios, e precisam do carro para um transporte seguro. Além disso, existe crédito no mercado, as taxas de juros são as menores da história e os preços dos veículos zero estão muito altos, o que nos favorece. Tudo isso era favorável para uma expectativa muito forte nesse início de ano”, explica. (MV) 

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!