Fecomércio MG entrega propostas do setor produtivo aos candidatos ao governo de Minas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) se reúne com os candidatos ao governo de Minas para entregar a Agenda Estadual do Sistema Comércio em Minas Gerais, um compilado de demandas do setor produtivo mineiro. O documento entregue aos candidatos tem o objetivo de interiorizar o desenvolvimento e ampliar a competitividade.
Nesta terça-feira (25), em evento em Belo Horizonte com a presença de empresários e diretores da federação, o governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), recebeu o documento das mãos do presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato. À tarde, o presidente licenciado da Fiemg e candidato do PL, Flávio Roscoe, participou do evento na Fecomércio MG. Na próxima quinta-feira (27), será a vez de o ex-prefeito da Capital e candidato do PDT, Alexandre Kalil, receber a pauta com os pleitos do setor.
A agenda foi produzida pela equipe de especialistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e apresenta um diagnóstico do setor com propostas focadas em ambiente de negócios, qualificação profissional, inovação, infraestrutura e eficiência do serviço público.
“É obrigação da Fecomércio MG levar as demandas do empresariado aos principais candidatos ao governo estadual. Esse é um momento para apresentar ao próximo governador quais são as mudanças necessárias para garantir um ambiente de negócios melhor em Minas Gerais. Dessa forma, independentemente de quem vencer o pleito, essa pessoa já chegará ao cargo com as iniciativas em mente. E também é um momento para avaliarmos as propostas e características de cada um como gestor”, assinalou Nadim Donato.
Demandas do setor produtivo de Minas
O documento ressalta que Minas Gerais ocupa posição estratégica na economia brasileira, com PIB estimado em R$ 1,16 trilhão em 2025, ante os R$ 12,74 trilhões do País. O Estado também responde por cerca de 9% da economia nacional, e se consolida entre os principais polos produtivos, sustentado por uma base diversificada e pela força do comércio, serviços e turismo. Dados de 2025 mostram que Minas tem 1,27 milhão de estabelecimentos, sendo 341 mil do comércio, 537 mil de serviços e 83 mil do turismo. Juntos, os três setores responderam por 55,6% do Valor Adicionado Bruto estadual em 2023.
Os indicadores sociais também colocam Minas acima da média nacional, mas expõem gargalos. No mercado de trabalho, a taxa de desocupação foi de 3,8% no quarto trimestre de 2025, abaixo dos 5,1% do Brasil. O dado indica maior absorção de mão de obra, porém reforça a necessidade de qualificação para atender às exigências tecnológicas e digitais.
De acordo com o diagnóstico da Fecomércio, o desenvolvimento mineiro não depende só de crescimento, mas de transformar a base produtiva em produtividade e bem-estar. Em uma economia guiada por conhecimento e digitalização, o avanço passa por capital humano qualificado, infraestrutura, segurança jurídica e serviços públicos eficientes. Segundo Nadim Donato, é nesse contexto que comércio, serviços e turismo são apontados como vetores estratégicos, pela capilaridade territorial e pela geração de oportunidades para micro e pequenas empresas.
A Agenda Estadual do Sistema Comércio para as eleições de 2026 foi estruturada em oito eixos temáticos, com propostas para ampliar a competitividade e interiorizar o desenvolvimento de Minas Gerais. Os eixos tratam de Desenvolvimento Econômico; Empreendedorismo e Fortalecimento Empresarial; Trabalho e Qualificação; Tecnologia e Transformação Digital; Desenvolvimento Regional, Qualidade de Vida e Sustentabilidade; Segurança e Combate à Ilegalidade; Comércio Exterior; e Sistema Tributário, Crédito e Regularização Empresarial.
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