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Economia

Formalização de pequenos negócios tem queda de 13%

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Abertura de empreendimentos no País apresenta expansão de 25,5%
Crédito: Freepik

Como consequência às medidas mais restritivas da onda roxa do programa Minas Consciente, para conter o avanço da pandemia de Covid-19, o número de pequenos negócios abertos no Estado caiu 13% em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado.

Este foi o segundo pior resultado do ano, com pouco mais de 19 mil empresas entre microempreendedor individual, microempresa e empresas de pequeno porte (MEI, ME e EPP) abertas em Minas, de acordo com o levantamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas).

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No acumulado de janeiro a abril houve uma queda de 3,24% na abertura de pequenos negócios, totalizando em torno de 111 mil CNPJs criados nos quatro primeiros meses de 2021.

Na avaliação do analista do Sebrae Minas, Rafael Cunha, o cenário econômico observado no último mês e as maiores restrições ao funcionamento de diversas atividades foram determinantes para a confiança  das pessoas em empreender no Estado. “Os números do mês de janeiro foram muito bons, por isso, o resultado do acumulado do ano se manteve elevado, porém, já com retração sobre o ano anterior. De qualquer maneira, a expectativa de crescimento para o ano está mantida”, afirmou.

Prova disso é que o encerramento de pequenos negócios também recuou. Cerca de 6, 8 mil pequenos negócios foram fechados em Minas Gerais em abril. Isso significa uma queda de aproximadamente 15% em relação aos mesmos meses de 2020 e de 2019. O maior percentual de queda no número de CNPJ encerrados foi entre as MEs (-30%), seguido pelas EPPs (-22%) e pelo MEI (-8%).

Nos quatro primeiros meses do ano houve uma queda em torno de 14% no número de pequenos negócios fechados, totalizando 38 mil CNPJs encerrados. As MEs registraram o maior percentual de encerramento (-26%), seguidas pelas EPPs (-24%) e os MEIs (-8%).

“Essa queda no número de ME e EPP encerradas demonstra que as empresas que conseguiram se manter no mercado estão se consolidando, o que é positivo, já que esse segmento tem maior potencial de geração de empregos e receita”, avalia Cunha.

Sobre o perfil da abertura de negócios, o analista ressalta que a queda mais expressiva foi entre os microempreendedores individuais. No mês passado, a retração no registro de novos MEIs foi de 16% em relação ao mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, a queda foi de quase 6% em relação ao mesmo período de 2020.

Apesar dessa redução, o MEI representa 81% dos pequenos negócios abertos em Minas Gerais este ano, o que demonstra uma expressividade crescente da categoria, que está muito relacionada ao mercado de trabalho. Quando a micro e a pequena empresa não vão muito bem e acabam demitindo, pessoas que não conseguem recolocação no mercado de trabalho optam por empreender”, explica. O MEI corresponde a 63% dos pequenos negócios mineiros e a categoria vem crescendo ano a ano.

As microempresas estão em segundo lugar (16%), seguidas pelas empresas de pequeno porte. Em sentido oposto, a abertura de ME e EPP vem se mantendo positiva ao longo do ano. As EPPs registraram um crescimento mais expressivo em abril (15%) e no balanço do primeiro quadrimestre (23%). As MEs tiveram um crescimento de 8% em abril e de 10% no acumulado do ano.

“O que estamos vendo nesses primeiros quatro meses é um leve movimento de expansão dos negócios de micro e pequeno porte. As MPEs e as EPPs estão retomando a atividade econômica nos novos moldes e adaptações diante da pandemia, embora de forma ainda muito tímida para alterar a representatividade do segmento entre os pequenos negócios do Estado”, diz o analista.

Número de formalizações no País recuou 3%

Pela primeira vez em cinco anos, o número de formalizações de microempreendedores individuais (MEI), no primeiro trimestre, sofreu uma queda. Se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 3%. Em 2020, esse número apresentou um incremento de 13% em relação a 2019. As informações constam de levantamento feito pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal.

“Essa queda pode refletir um impacto do recrudescimento da pandemia. No ano passado, acompanhamos sucessivos aumentos no número de formalizações que podem ser atribuídos ao desemprego, mas o início desse ano mostrou um arrefecimento. Inclusive em atividades que sempre estiveram entre as que mais tinham formalizados nos últimos anos”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Em 2020, foram registrados 2,6 milhões de novos MEI, o maior número registado nos últimos cinco anos.

Dentre as atividades com maior número de formalizações, apenas 9 apresentaram crescimento. Segmentos como o de cabeleireiro, manicure e pedicure, além das atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificadas anteriormente, que incluem os motoristas de aplicativos registraram forte redução. Ambas tiveram queda de aproximadamente 33%.

De acordo com o presidente do Sebrae, essas atividades, tradicionalmente, eram algumas das que mais formalizavam nos últimos anos. “As medidas de restrição que estão sendo adotadas pelos governos para conter a pandemia acabam prejudicando, principalmente, atividades que precisam da presença física dos clientes. Além disso, no início da pandemia houve um grande crescimento no número de formalizações, o que pode explicar também essa queda”, pontua Melles.

A atividade que teve o maior incremento no primeiro trimestre foi a de comércio varejista de bebidas, com um crescimento de mais de 51%, e confirma uma tendência que vinha sendo verificada desde o início da pandemia. Assim como a segunda atividade, que foi a de preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo, não especificados anteriormente, com aumento de aproximadamente 23%, seguida pelo de transporte rodoviário de carga, exceto de produtos perigosos e mudanças, que apresentou um crescimento de 21,56%. (ASN)

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