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Frete marítimo em alta preocupa exportadores

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Minas Gerais tem enviado mais produtos para o exterior: em abril, exportações atingiram um total de US$ 3,033 bilhões, aumento de 49,4% frente a 2020 | Crédito: Fabio Scremin / APPA

Os reflexos da pandemia da Covid-19 e as paralisações de atividades em todo o mundo refletiram nas mais diferentes esferas. Mais de um ano após o início da propagação da doença e com a flexibilização das medidas de distanciamento social, as comercializações internacionais, apesar da demanda, têm encontrado entraves para retornarem ao fluxo normal.

O frete marítimo tem aumentado consideravelmente e, embora ainda não se fale em prejuízos, as margens dos exportadores brasileiros consequentemente estão apresentando queda. O preço médio de um contêiner, que antes era de US$ 1.800, passou para cerca de US$ 8 mil, segundo o presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

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Minas Gerais tem enviado mais produtos para o exterior. Enquanto em abril do ano passado, por exemplo, as exportações somaram US$ 2,029 bilhões, no mesmo mês deste ano elas atingiram um total de US$ 3,033 bilhões, o que representa um aumento de 49,4%. Além do volume mais alto, soma-se a esse fato a desvalorização do real frente ao dólar, o que é mais um ponto positivo para as vendas internacionais. Mas como ficam essas comercializações com um frete marítimo nas alturas?

Castro destaca que, quando se trata de commodities, a tendência é de redução da rentabilidade. No entanto, quando o assunto são os itens manufaturados, o cenário é mais preocupante.

“Ninguém vai deixar de comprar commodities por causa do frete”, diz ele. “Quando se trata de produtos manufaturados, esse é o problema. Há o aumento do custo do frete, produto manufaturado o preço varia de produto para produto, e com o aumento do frete está faltando contêiner e faltando navio. Não se consegue ter navio e muito menos container. Aí corre o risco de cancelar a operação ou simplesmente perder uma venda”, afirma ele, lembrando que as exportações de commodities representam mais ou menos 75% das exportações brasileiras.

No entanto, apesar dos desafios, Castro afirma que ainda há rentabilidade para o exportador, pois a cotação está indo bem e muitos contratos de serviços foram feitos há mais tempo.

Futuro do frete marítimo

Consultor da FGV Transportes, Roberto Levier também salienta que, apesar da redução das margens por conta do aumento do frete marítimo, há ainda fatores que contribuem para que os exportadores brasileiros não tenham prejuízos, como a questão do câmbio. Se não fosse por ele, diz Levier, “a margem poderia ficar bem comprometida. Você poderia falar que teria uma margem negativa”, afirma.

Levier salienta que, diante de todo o cenário do frete marítimo que se tem atualmente, há a necessidade de rebalancear a frota, lembrando que muitos navios ficaram parados. “Eu acredito que em 12 meses a gente já esteja com a situação rebalanceada”, afirma.

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