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Fusões e aquisições devem crescer neste ano

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No último ano, volume de fusões e aquisições alcançou 1.038 operações; tecnologia está entre setores mais em alta no mercado | Crédito: Pixabay

Mesmo diante de todos os desafios provenientes da pandemia da Covid-19, as fusões e aquisições apresentaram avanços em 2020 na comparação com 2019. Conforme destaca o CEO da Santis, Felipe Argemi, os números aumentaram de 912 para 1.038.

As perspectivas para este ano são de ainda mais incremento, puxado pelos setores da tecnologia, saúde, financeiro, educação e imobiliário. Minas Gerais, diz Argemi, tem um grande potencial em todo esse cenário, embora não seja um mercado tão amadurecido nesse aspecto quanto São Paulo, por exemplo.

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“Minas Gerais é um Estado muito relevante no Brasil e tem um viés de inovação importante. No entanto, no que diz respeito às transações realizadas no ano passado, a região Sudeste do País deteve 65%, sendo que São Paulo ficou com 50%, Rio de Janeiro com 8% e Minas Gerais com 6%”, afirma Argemi.

Tem contado a favor do Estado e de uma virada nesse cenário, diz o CEO da Santis, um posicionamento de forma mais inovadora, o que contribui para uma maior atratividade.

Além disso, destaca ele, Minas Gerais também tem outros pontos relevantes que chamam a atenção, como o grande número de faculdades federais e mão de obra qualificada, além de um expressivo número de startups. “São quase 800 e Minas Gerais está em segundo lugar no Brasil”, diz.

Boas condições – O CEO da Santis ressalta que o atual cenário do País tem contribuído bastante para que as fusões e aquisições aconteçam de uma forma mais volumosa. Primeiramente, diz ele, existe o próprio amadurecimento do Brasil nesse aspecto.

Além disso, os juros historicamente baixos também têm feito com que se olhe mais para esse tipo de investimento. “Os compradores estão mais ativos porque precisam rentabilizar”, afirma ele.

O terreno mais fértil é o de tecnologia, com sua grande abrangência. Argemi acrescenta que o segmento da saúde, por sua vez, já vem aquecido e assim deverá permanecer. Já se vê, inclusive, movimentos de consolidação relacionados a hospitais, clínicas e laboratórios.

O setor financeiro deve também se mostrar relevante em todo esse cenário, com a busca de alternativas e eficiência. A área de educação, na qual não se vê tanto movimento após o início da década passada, também é apontada como uma tendência por Argemi.

“Houve diversas transações na época, surgiram gigantes, e o setor deve retomar”, afirma ele. Já o ramo imobiliário tem sido atrativo diante das baixas taxas de juros e aquecimento das vendas.

O País tem sido bem observado também pelos estrangeiros, conforme salienta Argemi. “O investidor estrangeiro está muito atento ao Brasil, que é um País muito relevante”, diz ele, que conta que investidores do exterior observam principalmente São Paulo. No caso de Minas Gerais, o que tem sido mais atrativo é o setor do agronegócio.

Criatividade – Embora 2020 tenha sido melhor para as fusões e aquisições do que 2019, isso não quer dizer que a pandemia da Covid-19 não tenha tido seus reflexos de alguma forma. Os desdobramentos da crise forçaram uma criatividade ainda maior, de acordo com o CEO da Santis.

“O ano de 2020 começou muito aquecido. Em janeiro do ano passado, foram 89 transações e, em janeiro de 2019, 53. Com a pandemia, houve uma redução drástica em março e em abril. Havia uma preocupação em relação às transações sigilosas, aos dados, com as alternativas de comunicação disponíveis”, afirma Argemi.

No entanto, a situação foi se modificando, conforme conta ele. “A preocupação inicial de vazamento se pacificou. Houve um entendimento de que dá para fazer as decisões de forma remota. Já começou, inclusive, a ter um reaquecimento em maio do ano passado”, relata ele.

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