Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Brasília – O governo revisou novamente as estatísticas de exportações de bens para todos os meses de 2019, o que aumentou a conta em US$ 1,4 bilhão no acumulado do ano, divulgou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (21), citando trabalho conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

“Agosto de 2019 concentrou os valores revisados, acréscimo de US$ 1 bilhão, enquanto os demais meses do ano alternaram elevações e reduções”, disse o BC.

No início de dezembro, o governo já havia anunciado uma outra correção para cima no registro das exportações de setembro a novembro, atribuindo a uma falha humana uma subnotificação de US$ 6,488 bilhões que havia ajudado a piorar o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente.

Na ocasião, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a revisão do PIB do terceiro trimestre, que será divulgada em 4 março, iria incorporar os novos números anunciados pela Secex. Nesta data, o instituto também divulgará o desempenho do PIB do quarto trimestre.

Questionada sobre a razão da revisão nesta sexta-feira, a Secex respondeu, via assessoria de imprensa, que este foi um procedimento normal e previsto no cronograma, sem destaques relacionados a eventos atípicos.

“No mês de fevereiro, o ano anterior é totalmente reprocessado, apresentando variações nos meses fechados. Esse reprocessamento chamamos de ‘congelamento’, pois a partir do reprocessamento de fevereiro os dados do ano anterior ficam estáticos, de forma que qualquer alteração posterior passa a ser extraordinária e deverá ser avisada e justificada”, disse.

“Não se trata, portanto, de nada anormal no processo típico das divulgações e não há relação com o erro de transmissão de dados em novembro”, acrescentou.

Mais cedo, o BC havia classificado a revisão como “ordinária de curto prazo e efetuada na mesma periodicidade em que essa estatística é publicada”.

Com a nova alteração, o déficit nas transações correntes em 2019 caiu a US$ 49,452 bilhões, ante os US$ 50,762 bilhões originalmente divulgados.

O superávit da balança comercial, por sua vez, foi recalculado a US$ 40,782 bilhões pelo BC, contra US$ 39,404 bilhões antes.

(Reuters)