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Greve dos tanqueiros: Categoria não descarta retomar movimento

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Foto: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O fim da greve dos transportadores de combustíveis de Minas Gerais pode ter sido algo temporário. Diretor do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtaque), José Geraldo Cássio afirmou que não há como descartar uma nova paralisação se nenhuma solução for efetivamente apresentada para a categoria.

A greve, segundo comunicado do presidente do Sindtaque, Irani Gomes, foi encerrada, na última sexta-feira (26), após uma reunião entre a entidade, o secretário de Governo, Igor Eto, e também o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy. Uma nova reunião – sem data definida – deve ser realizada para tratar das reivindicações da categoria.

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Os tanqueiros protestam contra a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e solicita ao governo de Minas uma redução de 15% para 12% do valor cobrado sobre o óleo diesel.

O governo, por sua vez, ressalta que “as recentes mudanças no preço dos combustíveis não são em função do ICMS, mas sim da política de preços praticada pela Petrobras”.

Situação difícil  – José Geraldo destaca que a categoria tem enfrentado muitos desafios, inclusive no que diz respeito ao aumento do preço dos combustíveis.

Em meio a tudo isso, inclusive, a Petrobras anunciou mais um reajuste de preços, o quinto somente neste ano. A partir de hoje, o diesel será entregue às distribuidoras por R$ 0,13 a mais, chegando a R$ 2,71 o litro. Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) dão conta de que o preço médio do diesel no Estado, de 21 a 27 de fevereiro, foi de R$ 4,260.

A gasolina também vai aumentar, segundo o anúncio da Petrobras. O produto será encaminhado para as distribuidoras em média a R$ 2,60 o litro, o que representa um aumento de aproximadamente R$ 0,12.

“Não descartamos a possibilidade de uma nova greve. O diesel já aumentou mais uma vez”, destaca José Geraldo Cássio. No entanto, ele acredita que haverá uma solução por parte do governo do Estado. “Acredito que haverá alguma solução para amenizarmos o que está havendo”, diz ele.

O DIÁRIO DO COMÉRCIO procurou o governo de Minas para saber se já há uma previsão de quando será realizada a reunião com os tanqueiros e quais são as expectativas com o encontro. Entretanto, não houve uma resposta em relação ao assunto.

Em nota, o governo de Minas afirmou que “na última sexta-feira, o governador Romeu Zema anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar alternativas para as insatisfações que levaram à paralisação de motoristas de caminhões-tanque”.

Além disso, o Estado também tem reafirmado “seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária. No momento, em virtude da situação financeira do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota”.

Diesel e gasolina têm novo aumento

Com mais um reajuste, combustíveis renovam maiores níveis em mais de um ano nas refinarias de estatal | Crédito: Charles Silva Duarte/ Arquivo DC

Rio de Janeiro – A Petrobras vai elevar os preços da gasolina e do diesel em cerca de 5% a partir de hoje, informou a companhia ontem, com ambos os combustíveis renovando os maiores níveis em mais de um ano nas refinarias da estatal.

O reajuste ocorre em um momento em que o mercado indica a necessidade de importações pelo Brasil para abastecer os consumidores, uma vez que a petroleira estatal não garantiu às distribuidoras 100% da demanda de diesel apontada para março, conforme a Reuters publicou na semana passada.

Com o reajuste, o preço médio de venda da gasolina passará a ser de R$ 2,60 por litro, alta de 12 centavos por litro (ou 4,8%), enquanto o diesel passará a média de R$ 2,71 por litro, aumento de 13 centavos por litro (5%), disse a Petrobras.

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, apontou que foi o segundo reajuste “forte”, em linha com o mercado internacional, em menos de 15 dias, contrastando com o comportamento adotado pela empresa nos últimos quatro meses, “marcados por uma crescente defasagem e lentos ajustes”.

“O suprimento para o mercado brasileiro que já está bastante ameaçado e a atual diretoria da Petrobras agora sem nada a perder são os principais responsáveis pela mudança de postura”, afirmou o especialista.

O novo reajuste da Petrobras segue-se a um aumento de 15% no diesel e de 10% da gasolina anunciado em 18 de fevereiro, que gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro e acabou levando à indicação pelo governo de um novo CEO para a Petrobras logo no dia seguinte.

Em resposta a pressões feitas por caminhoneiros, que reclamam contra a alta do diesel, Bolsonaro também havia anunciado que seu governo suspenderia a cobrança de PIS/Cofins sobre diesel por dois meses, a partir de 1º de março, o que ainda não aconteceu.

Uma fonte do governo afirmou à Reuters que a medida para a suspensão dos tributos federais poderia sair ainda ontem, em edição extra do Diário Oficial.

Suspensão de impostos – Silva afirmou à Reuters que, com o risco de retirada do PIS/Cofins, as empresas reduziram ao máximo os estoques – em muitos casos pagaram multa para atrasar a retirada com a Petrobras para ontem – e agora vão ter que preencher os estoques com preço já elevado também.

O atraso na retirada visava não ter que recolher os impostos federais, uma vez que provavelmente não conseguiriam repassá-los aos clientes na hora da venda, amargando perdas.

“Além disso, não é possível confiar em uma janela de importação aberta por uma equipe que se despede da empresa e com o cenário político rumando aceleradamente para a ruptura”, afirmou.

“O resultado é que, apesar de estarmos com paridade para importação nos próximos dias, não há garantia de suprimento e a operação de importação ainda se mostra arriscada até sentirmos as reações da opinião pública e do caminhoneiro”.

Procurada na semana passada, a Petrobras não respondeu se deixou de atender às distribuidoras, dizendo apenas que informou sua disponibilidade de atendimento de óleo diesel para março dentro dos prazos e volumes previstos em contrato, e que os volumes aceitos estão muito acima da média dos últimos meses.

A busca por mais volumes da Petrobras vem como um dos resultados de uma queda das importações por agentes privados – em 2020, a importação total de diesel caiu quase 8% -, uma vez que o preço da estatal não favoreceria negócios com o combustível importado. Além disso, março deve ter forte demanda, com o escoamento de uma safra recorde de soja.

O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, pontuou à Reuters que esperava aumentos maiores e que ainda há defasagens na gasolina e no diesel.

Após os reajustes anunciados ontem, os valores do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, passarão a acumular disparada de cerca de 34% em 2021 nas refinarias da estatal, que tem quase 100% da capacidade de refino do País, enquanto a gasolina somará elevação de 41,5% neste ano.

A petroleira defendeu em nota que os reajustes visam a seguir a chamada “paridade de importação”, que leva em conta as variações do dólar e do barril de petróleo nos mercados internacionais. (Reuters)

Importações de combustíveis caem em janeiro

Rio de Janeiro – As importações de óleo diesel pelo Brasil caíram 33,4% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado, para 790 milhões de litros, apesar de um aumento da demanda pelo combustível mais consumido do País, apontaram dados da reguladora ANP.

As importações de gasolina, por sua vez, caíram 55,8% em janeiro, para 262,2 milhões de litros.

O recuo ocorreu com importadoras independentes acusando a Petrobras – responsável por quase 100% da capacidade de refino do País – de praticar preços abaixo da paridade de importação, impedindo que outras empresas consigam obter produto no exterior e vendê-los por preços competitivos no País.

O recuo nas importações foi registrado apesar de uma alta nas vendas do óleo diesel às distribuidoras de 0,9% no primeiro mês do ano ante o mesmo período do ano passado, para 4,5 bilhões de litros, segundo a ANP.

No caso da gasolina, as vendas às distribuidoras em janeiro ficaram quase estáveis, com alta de 0,2%, na mesma comparação, para 3,2 bilhões de litros.

Na semana passada, o diretor-executivo de Comercialização e Logística, André Chiarini, afirmou que as vendas de diesel e gasolina da Petrobras haviam superado níveis pré-pandemia em janeiro.

A Petrobras anunciou ontem que irá elevar os preços da gasolina e do diesel em cerca de 5% a partir de hoje, com ambos combustíveis renovando os maiores níveis em mais de um ano nas refinarias da estatal.

As importações de todos os combustíveis em janeiro cresceram 4,6%, para 3 bilhões de litros, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a ANP. Já as vendas caíram 2,1% na mesma comparação, para 11,1 bilhões de litros. (Reuters)

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