Grupo CCR faz aditivo para rever contrato do aeroporto de Confins

O documento permite a revisão de valores para custos e despesas do fluxo de caixa marginal, devido aos impactos econômicos da Covid-19 para o setor aeroportuário
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Grupo CCR faz aditivo para rever contrato do aeroporto de Confins
O fluxo de passageiros despencou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte | Crédito: Divulgação/BH Airport

O Grupo CCR, que junto com a Zürich Airport, forma a BH Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), comunicou ao mercado a assinatura de mais um aditivo ao contrato de concessão do terminal.

Assinado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o documento permite a revisão de valores para custos e despesas do fluxo de caixa marginal, devido aos impactos econômicos da Covid-19 para o setor aeroportuário.

Na prática, trata-se de mais uma recomposição do contrato, considerando as perdas econômico-financeiras decorrentes da forte queda de demanda de passageiros de transporte aéreo provocada pela pandemia. Para isso, o aditivo mais uma vez altera pontualmente o anexo 5 do contrato de concessão para permitir a revisão dos valores, assim como foi feito em novembro do ano passado, a partir da decisão da diretoria da Agência em vistas de um reequilíbrio contratual pleiteado pela BH Airport e demais concessionárias aeroportuárias espalhadas pelo País.

Embora nem o Grupo CCR nem a BH Airport tenham falado em valores, o fato relevante publicado pelo grupo diz que a decisão permite a revisão, em 2021, dos valores estimados para custos e despesas do Fluxo de Caixa Marginal, conforme os valores realizados em 2020. No ano passado, o reequilíbrio aprovado pela Anac correspondeu ao valor de R$ 111,1 milhões para a concessionária e foi deduzido do valor das outorgas vencidas em dezembro, após aprovação final da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), que integra o Ministério da Infraestrutura.

O valor considerou a estimativa de que 4,6 milhões de passageiros passariam pelo terminal no decorrer do ano passado se não fosse o cenário de pandemia e as 1,3 milhão de pessoas que passaram por lá entre março e outubro do ano passado, em função da suspensão de voos e das limitações de deslocamento por causa da crise sanitária.

Na época, a Anac informou que o reequilíbrio observa o estrito cumprimento dos contratos de concessão, garantindo a manutenção dos investimentos e a continuidade da prestação dos serviços à sociedade.

No comunicado emitido ao mercado na última segunda-feira (26), a CCR ressaltou que “a assinatura do aditivo ao contrato de concessão representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico do Grupo CCR, que visa o seu crescimento qualificado e agregar valor aos seus acionistas”. Já a BH Airport não comentou o assunto.

Contrato de concessão com a BH Airport

Entre outros pontos, o anexo 5 do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte com a BH Airport prevê que “o processo de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro será realizado de forma que seja nulo o valor presente líquido do Fluxo de Caixa Marginal projetado em razão do evento que ensejou a recomposição, considerando: os fluxos dos dispêndios marginais resultantes do evento que deu origem à recomposição; e os fluxos das receitas marginais resultantes do evento que deu origem à recomposição”.

Também diz que para fins de determinação dos fluxos dos dispêndios marginais, serão utilizados critérios de mercado para estimar o valor dos investimentos, custos e despesas resultantes do evento que deu causa ao reequilíbrio. Já para fins de determinação dos fluxos das receitas marginais em que seja necessário adotar uma projeção de demanda, será considerada a demanda real constatada nos anos anteriores e adotada as melhores práticas para projetar a demanda até o encerramento do prazo da concessão.

Vale lembrar que a BH Airport é uma sociedade de propósito específico (SPE) formada pelo grupo CCR – um dos maiores grupos de concessão de infraestrutura da América Latina -, e Zürich Airport, operador aeroportuário internacional de Zurique, na Suíça, com 51% de participação, além da Infraero, que detém 49%.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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