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Economia

Programa vai estimular produção de hidrogênio verde no Estado

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Governo de Minas Gerais, juntamente com a Fiemg, anunciou ontem o lançamento do programa que pode ser uma solução para segurança energética | Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

Foi lançado, ontem, o Programa “Minas do Hidrogênio”, iniciativa que tem o objetivo de estimular e estruturar a produção do hidrogênio verde no Estado. Com a fonte limpa de energia é esperada redução dos custos, maior eficiência e segurança energética, uma vez que o hidrogênio pode ser armazenado e utilizado para o abastecimento em períodos de alta demanda. O programa é uma iniciativa do governo do Estado e conta com o apoio do setor produtivo, por meio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

O hidrogênio verde pode ser obtido da eletrólise da água ou da biomassa e biocombustíveis, como etanol e o metano, recursos abundantes em Minas Gerais. Com isso, o objetivo do programa é fomentar toda a cadeia produtiva desde a produção de equipamentos até o desenvolvimento de tecnologias. 

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De acordo com o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, a produção e uso do hidrogênio verde, em Minas Gerais, podem ser revolucionários para a indústria. Além de ser uma fonte limpa de energia, o hidrogênio verde pode ser armazenado, o que traz uma garantia de abastecimento. Além disso, pode ser transportado e abastecer locais onde a energia tradicional não é suficiente para atender a demanda.

A energia é um dos principais insumos da indústria e um dos mais caros atualmente, o que afeta a competitividade dos produtos nacionais e mineiros no mercado mundial. Segundo Roscoe, a energia para a indústria, principalmente para a de transformação, é essencial, mas existem desafios como a disponibilidade e o custo.

“Estes dois fatores definem a competitividade dos países e dos estados. Sabemos que o governo federal vem trabalhando e buscando alternativas para reduzir os custos da energia no Brasil, que já foi fator decisivo da nossa competitividade industrial e que, hoje, é, em alguns casos, um impeditivo de investimentos. O Brasil hoje está com os custos mais altos que os de muitos concorrentes do mercado internacional”. 

Para Roscoe, a produção do hidrogênio verde em Minas Gerais será uma solução para ampliar a oferta de energia e também para a redução dos custos e aumento da competitividade da indústria.  

“Entendemos que a solução é o hidrogênio verde. É uma importante alternativa para a geração de energia e para armazenamento estratégico que vai reduzir a dependência do sistema e dos investimentos na geração e até mesmo nas linhas de transmissão, com a criação de rotas alternativas para a distribuição de hidrogênio verde. Entendemos que é uma nova fronteira do setor energético. Queremos estar à frente deste processo para que a competitividade das indústrias mineiras seja maior”.

O presidente da Fiemg ressaltou ainda que é necessário o apoio do Ministério de Minas e Energia para avançar com o projeto, que depende do marco regulatório, estruturação da cadeia produtiva, da produção, de sistemas de armazenamento e de transporte. 

“Precisamos contar com o Ministério de Minas e Energia para que possamos avançar e a produção do hidrogênio verde possa ganhar escala e ser uma importante alternativa para a indústria. Espero que, rapidamente, o hidrogênio verde possa impulsionar o Brasil mais uma vez, aumentando nosso percentual de energia renovável na nossa matriz e ajudando também a cumprir nosso compromisso de reduzir a emissão de CO2”, explicou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ressaltou que o uso do hidrogênio verde como fonte de energia limpa é uma importante iniciativa e que pode contribuir para a diversificação da matriz energética e para atender a demanda, principalmente, em períodos de pico e que as demais energias, como a eólica e a solar, não são suficientes por serem intermitentes. 

“O grande desafio das energias renováveis intermitentes, como a eólica e a solar, é o armazenamento e o hidrogênio resolve este problema. Estamos batendo recordes na geração de energia eólica e solar, mas são intermitentes. Em determinados períodos do dia há uma demanda maior e é preciso ter energia firme. Se tivéssemos essa energia armazenada, como podemos fazer com o hidrogênio verde, seria possível atender esta demanda sem risco de um apagão, que não ocorre por falta de energia e sim pela falta da potência suficiente”.

O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, destacou que o programa “Minas do Hidrogênio”, é muito bem visto pelo Estado. Ele explicou que a questão energética é crucial não só do ponto de vista do custo da energia, que pesa muito, principalmente, na indústria, mas também do ponto de vista da sustentabilidade.

“A descarbonização da geração e energia é uma meta mundial. A rota tecnológica do hidrogênio é muito promissora. Tem tudo a ver com o horizonte de desenvolvimento que vislumbramos para o Estado. Certamente, para o desenvolvimento do plano, vamos envolver a Cemig, o Indi, o BDMG e não faltarão organismos e boa vontade do governo para colocar os instrumentos que o governo dispõe para fomentar. Além da energia, temos que gerar incentivos adequados para que o setor privado se engaje e abrace esta rota tecnológica que é tão promissora”, disse Brant.

Programa de Bonificação 

Diante da crise hídrica e do aumento dos custos com a energia elétrica, o Ministério de Minas e Energia deve colocar em funcionamento, no dia 1º de setembro, o programa de bonificação para quem reduzir o consumo de energia. A princípio, o desconto será somente para os grandes consumidores, como as indústrias, mas a expectativa é ampliar para todos os consumidores, inclusive, os residenciais. 

O programa vem sendo trabalhado pelo governo nos últimos meses, diante do agravamento da crise hídrica. O programa tenta incentivar a economia de energia no País, reduzindo o risco de apagão e de racionamento. O anúncio foi feito, ontem, pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 

O desconto na conta de energia será concedido para o consumidor que economizar o insumo principalmente nos horários de pico. O objetivo é reduzir, nesses horários, a pressão por potência nas hidrelétricas, cujos reservatórios operam com baixa capacidade por causa da crise hídrica. 

“Pretendemos, até o final deste mês, estar com tudo preparado. É um trabalho que está sendo feito com a indústria, com os representantes dos consumidores e vamos apresentar o plano que entra em vigor no dia 1º de setembro. O programa vai abranger a indústria e os consumidores de maneira geral. Os consumidores residenciais também farão parte deste programa, que tem adesão voluntária na redução do consumo de energia”, explicou Albuquerque. 

De acordo com Bento Albuquerque, com o programa é esperada redução do consumo, o que é essencial para preservar os reservatórios das hidrelétricas. 

“Estamos tendo as piores afluências dos últimos 91 anos. Nós não trabalhamos com a hipótese de racionamento. Temos oferta de energia suficiente para atender à demanda. Nossa preocupação é preservar os reservatórios de água das nossas hidrelétricas, que são vitais e funcionam como bateria de armazenamento de energia. Por conta da baixa afluência, estes reservatórios estão com níveis muito baixos”. 

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