Inadimplência do aluguel em Minas recua ao menor patamar em 16 meses
A taxa de inadimplência de aluguel em Minas Gerais ficou em 2,72% em agosto, recuo de 0,05 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, quando estava em 2,77%. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da plataforma Superlógica, esse é o menor resultado registrado em 16 meses.
Na comparação anual, o indicador recuou 1,09 p.p., ante os 3,81% registrados em agosto do ano passado. O diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, avalia que o desempenho indica um cenário mais favorável no mercado mineiro, embora ainda seja necessário acompanhar a trajetória do índice.
Gonçalves destaca que Minas encerrou agosto com um dos menores níveis de inadimplência desde o início da série histórica do levantamento, permanecendo abaixo das médias nacional (3,11%) e do Sudeste (2,86%). “É um movimento positivo, mas ainda é cedo para afirmar que essa trajetória vai se manter”, pondera.
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O especialista aponta fatores que, na avaliação dele, podem afetar os resultados em Minas Gerais nos próximos meses. “Juros elevados e a pressão do custo de vida continuam afetando o orçamento das famílias e podem ter reflexos sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses”, afirma.
Avaliação regional
No Sudeste, a taxa de inadimplência subiu 0,08 p.p. em agosto, passando de 2,78%, em julho, para 2,86%. Entre os imóveis analisados na região, os comerciais lideraram o indicador, com taxa de 3,96%, alta de 0,14 p.p. em relação ao mês anterior (3,82%). Na sequência aparecem as casas, que permaneceram praticamente estáveis, passando de 3,11% para 3,10%. Já os apartamentos registraram queda de 2,01%, em julho, para 1,93% em agosto.
A região Sudeste apresentou o terceiro menor índice do levantamento. O Centro-Oeste registrou a menor taxa em agosto, de 2,6%, após queda de 0,2 p.p. em relação a julho (2,8%). Já o Sul, que vinha apresentando os menores resultados nos últimos meses, registrou alta de 2,67% para 2,70%.
Por outro lado, o Nordeste segue com a maior taxa de inadimplência desde fevereiro deste ano. O índice na região subiu 0,19 p.p., de 4,88% para 5,07%. No Norte do País, houve avanço de 0,31 p.p., de 4,04% para 4,35%.
Cenário nacional

No País, a taxa de inadimplência subiu 0,06 p.p. em agosto, passando de 3,05%, em julho, para 3,11%. Os imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil registraram alta de 0,38 p.p., alcançando 7,65%, a maior taxa entre as faixas analisadas e acima da média nacional.
Entre os imóveis residenciais, a faixa de aluguel de até R$ 1 mil também apresentou a maior taxa de inadimplência, de 6,13% em agosto, alta de 0,14 p.p. em relação ao mês anterior. Gonçalves aponta fatores que podem explicar o desempenho dos aluguéis mais baratos nos dois segmentos.
“Os aluguéis mais baixos, em ambos os tipos de imóveis, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda”, diz.
Já as faixas de aluguel mais elevadas apresentaram comportamentos distintos em agosto. Entre os imóveis residenciais, a maior alta ocorreu nos aluguéis acima de R$ 13 mil, com avanço de 1,12 p.p., de 4,84% para 5,96%. Entre os comerciais, a mesma faixa recuou 0,05 p.p. em relação a julho, encerrando agosto em 4,50%, ainda acima da média nacional.
Nos imóveis residenciais com aluguel entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, a taxa recuou 0,10 p.p., de 1,74% para 1,64%. Já entre os comerciais com aluguel de R$ 2 mil a R$ 3 mil, houve alta de 0,06 p.p., de 3,42% para 3,48%. As duas faixas seguem com as menores taxas de inadimplência em suas respectivas categorias.
Na análise por tipo de imóvel, os comerciais continuaram com a maior taxa de inadimplência, que passou de 4,17%, em julho, para 4,22% em agosto, alta de 0,05 p.p. Entre as casas, houve avanço de 0,01 p.p., de 3,29% para 3,30%. Já nos apartamentos, o indicador recuou 0,01 p.p., de 2,14% para 2,13%.
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