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Economia

Inadimplência dos consumidores mineiros registra queda de 0,59%

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O número de dívidas em atraso da população mineira em julho também ficou menor, com uma redução de 4,33% - Crédito: Charles Silva Duarte

O endividamento da população de Minas Gerais retraiu 0,59% em julho, se comparado com igual período do ano passado, quando foi registrado aumento de 1,39% segundo o Indicador de Inadimplência do Conselho Estadual do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

A redução pode ser justificada pela menor inflação, queda nos juros e aumento do número de pessoas no mercado de trabalho. Há oito anos, não era registrado recuo na inadimplência no mês de julho.

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Na comparação com junho, também houve retração da inadimplência de 0,69%. De acordo com o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marco Antônio Gaspar, alguns fatores têm colaborado para que os consumidores do Estado saiam do cadastro de pessoas inadimplentes e retornem ao mercado de crédito.

“Há oito anos que não registrávamos queda na inadimplência em julho. Minas Gerais foi o Estado que mais gerou empregos ao longo do primeiro semestre, em comparação com o ano passado, o crescimento foi de mais de 50% no número de vagas abertas. Nos últimos 12 meses, também houve aumento de vagas abertas passando de 45.995 pessoas entre agosto de 2017 e julho de 2018 para 75.329 pessoas de agosto de 2018 a julho de 2019”, destacou.

Ainda segundo Gaspar, o aumento de vagas tem um impacto direto e positivo na geração de renda para as famílias, o que estimula a quitação de dívidas e permite que o consumidor volte a ter acesso ao crédito e recupere o poder de compra.

“Com mais dinheiro no bolso, a prioridade é quitar dívidas. Então, isso refletiu na queda da inadimplência e também no número de dívidas, que também retraiu”, disse.

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Dívidas em atraso – De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso, em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve redução de 4,33% no número de débitos pendentes. Esse decréscimo é reflexo da melhora no cenário econômico em relação aos anos anteriores, que tem permitido aos consumidores quitar as dívidas. Vale ressaltar que a retração é a maior queda para o mês nos últimos anos.

Também cabe destacar que o número médio de dívidas está caindo. Em julho de 2019 foi de 1,95. Já no mesmo período do ano de 2018 foi de 2,02.

Na variação mensal de julho contra junho, foi registrada uma retração de 1,13% nas dívidas atrasadas. Além do aumento da geração de vagas, a inflação controlada e a queda da taxa de juros contribuem para que o consumidor consiga renegociar e quitar as dívidas.

“Quando o consumidor vai negociar a dívida, ele acaba fazendo o parcelamento, que fica com parcelas menores devido à inflação mais controlada e os juros mais baixos. É mais fácil também para se negociar essas dívidas”, explicou Gaspar.

Para os próximos meses, as expectativas são positivas. Além do pagamento do 13º salário, a liberação dos saques do FGTS irá contribuir para a maior quitação de dívidas e da inadimplência.

“O segundo semestre é mais vantajoso para o comércio, com o pagamento do 13º salário. Quando se tem redução da inadimplência, você tem mais consumidores aptos a fazerem compras e parcelamentos, o que também contribui positivamente”.

A expectativa é de que os indicadores mantenham a tendência de queda nos próximos meses.

“Medidas como a aprovação da MP da Liberdade Econômica, que deve facilitar a geração de empregos, e a reforma da Previdência, que com certeza vai estimular grandes investimentos e a maior geração de postos de trabalho, vão contribuir para a melhoria da renda das famílias e para a maior quitação de dívidas”, explicou Gaspar.

Empresas – O volume de empresas mineiras endividadas caiu 0,7% em julho na comparação com o mês anterior. Já na variação anual, houve crescimento de 1,66%. Mesmo apresentando elevação nesta base de comparação, o crescimento foi menor do que o apresentado no ano passado (5,35%).

O segmento que está com a maior número de empresas devedoras é o de serviços, com 4,28%. Em Minas Gerais, no acumulado de 12 meses, o segmento registrou um crescimento muito baixo, apenas de 0,8% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação às dívidas das empresas, foi registrada queda nas duas bases de comparação. Na variação anual, a redução foi de 1,35%. Já na mensal, o recuo da quantidade de contas em atraso foi de 0,96%.

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