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Os consumidores da capital mineira estão mais endividados, aponta pesquisa | Crédito: Adão de Souza/PBH

Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o número de inadimplentes continua a subir na capital mineira e chegou a 37,8% dos consumidores no mês de maio. O resultado representa um avanço de 4,2 pontos percentuais (p.p.) na comparação com abril (33,6%). Trata-se da terceira alta seguida e a maior dos últimos anos.

Os dados pertencem à Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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O mesmo estudo mostra ainda que a quantidade de endividados também está crescendo em Belo Horizonte. Atualmente, 78,3% dos entrevistados estão com a renda comprometida. Esse é o maior número desde o começo do ano.

Conforme destaca a economista da Fecomércio-MG Bárbara Guimarães, o endividamento, por um lado, é algo bom, uma vez que revela que as pessoas estão consumindo. No entanto, o que se tem visto é que, em meio à pandemia do novo coronavírus, muitos não têm conseguido honrar com os seus compromissos.

“A paralisação das atividades econômicas, o desemprego, a renda menor, entre outros fatores têm feito com que as pessoas contem com menos dinheiro em mãos. Assim, elas utilizam mais a renda futura, como o cartão de crédito, por exemplo”, ressalta.

A economista da Fecomércio-MG menciona que o cartão de crédito é hoje, inclusive, usado por 93,8% das famílias com uma renda de mais de dez salários mínimos. No último mês, 84,5% das pessoas contraíram dívida nessa modalidade. No mesmo período do ano passado, foram 79,9%.




Os consumidores também lançam mão dos carnês (19%), financiamento de carro (10,8%), financiamento imobiliário (7,3%), crédito pessoal (11,5%) e cheque especial (8,5%).

Esse comprometimento da renda futura em meio à pandemia tem gerado riscos. Tanto é que os dados da Fecomércio-MG mostram que 15,4% dos consumidores não têm como pagar as suas dívidas. O número, aliás, cresceu pelo quarto mês consecutivo.

Além disso, para 51,1% dos consumidores que têm dívidas ativas, o endividamento equivale a 50% do orçamento mensal. O tempo de comprometimento da renda é de, em média, sete meses.

Tendência – Embora o cenário ainda esteja muito incerto, Bárbara Guimarães também afirma que, provavelmente, a inadimplência ainda aumentará um pouco mais na capital mineira. Isso por causa de toda a insegurança que se vive atualmente e de fatores como perda do emprego e da renda.

Assim, diz, com a falta de possibilidade de pagar as dívidas, as pessoas tendem a consumir somente os bens essenciais, como alimentos e remédios.

“Outros produtos, como roupas e calçados, por exemplo, vão ficando de lado, o que impacta a economia. A economia precisa dessa dinâmica, desse consumo, para promover o crescimento ideal”, salienta.

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