Inadimplência na Capital tem queda em outubro

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Inadimplência na Capital tem queda em outubro
Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

A inadimplência em Belo Horizonte teve queda de 0,3% em outubro na relação com igual mês do ano passado, conforme divulgado pela Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito – Boa Vista SCPC. O levantamento também mostrou que, na mesma base de comparação, a recuperação de crédito avançou 0,7% na capital mineira.

Já no acumulado deste ano, a inadimplência caiu 1,6% na Capital e a recuperação do crédito subiu 5,2%, indicando movimento semelhante. Na passagem de setembro para outubro, a inadimplência caiu 2,5%, enquanto a recuperação de crédito elevou-se em 10,2%. Situação diferente da média do País.

No Brasil houve estabilidade na inadimplência (0%) em outubro em relação ao mesmo mês de 2018 e aumento de 0,2% na recuperação de crédito em igual confronto. E no acumulado dos dez primeiros meses deste ano a inadimplência recuou 2,6% e a recuperação de crédito 3,2%. Na comparação com o mês imediatamente anterior, os resultados nacionais foram de -3% e -3,4%, respectivamente.

A explicação é do economista da Boa Vista, Flavio Calife. Segundo ele, a combinação dos movimentos indica que em Belo Horizonte, por exemplo, está havendo uma melhora na situação financeira das pessoas, enquanto na média nacional, o cenário está se mantendo o mesmo.

“Os dois dados conjugados – queda na inadimplência e aumento da recuperação de crédito – é um indício importante da recuperação econômica do consumidor. Ele está pagando suas contas, embora a baixa atividade no comércio indique também que ele está comprando menos. Mas, ainda assim, não comprar, mas pagar dívidas antigas já é um bom indício”, analisou.

Dessa maneira, conforme Calife, a redução da inadimplência pode indicar o aquecimento da economia, mas, por outro lado, também mostra cautela, com os consumidores evitando contrair compromissos. Ele ponderou ainda que o comércio de uma maneira geral, nos últimos meses, registrou uma melhora na atividade, o que confirma a hipótese da cautela diante do cenário.

Para os próximos meses, segundo o economista, a tendência é de que haja elevação na inadimplência tanto em Belo Horizonte quanto no cenário nacional. A justificativa é sazonal. Segundo ele, já é esperado que neste período as pessoas contraiam mais dívidas, em função das compras de fim de ao e os tradicionais compromissos financeiros de início do exercício, como pagamento de impostos, matrículas e compra de materiais escolares.

“Além disso, o aquecimento observado no comércio nos últimos meses nos indica que o efeito que geralmente observamos no segundo trimestre do ano – de elevação da inadimplência, em função destas compras –, poderá ser antecipado”, disse enfatizando que a expectativa é que a recuperação de crédito mantenha a curva de crescimento, em função de recursos do FGTS e do próprio 13º salário que, na maioria das vezes, são usados pelos consumidores para quitar dívidas.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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