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Inda espera equilíbrio entre oferta e demanda

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aço
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – As medidas de restrição à circulação tomadas em várias regiões no País, aliadas à manutenção da produção pelas siderúrgicas e às importações devem pôr fim ao desequilíbrio entre oferta e demanda de aço no País, afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), entidade que representa distribuidores de aço plano, Carlos Loureiro.

Antecipação de feriados e outras medidas de isolamento para frear o avanço da Covid-19, como na Região Metropolitana de São Paulo, terá no curto prazo “um aspecto positivo para dar fôlego às usinas, uma vez que elas não diminuíram produção…as importações também não pararam”, disse.

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“A manutenção das usinas e importações e a queda do consumo em março e abril pode ser que ajudem a trazer mais tranquilidade para a equação oferta e demanda”, afirmou. “Provavelmente essa normalização dos estoques, que estávamos imaginando para maio e junho, pode ser que no fim de abril o estoque já esteja normalizado”, acrescentou.

As vendas de aços planos no Brasil em fevereiro recuaram 3,8% ante janeiro, mas subiram 9,8% na comparação com um ano antes, para 312,3 mil toneladas, informou o Instituto. Já as compras dos distribuidores recuaram 4,2% perante janeiro e subiram 5,1% sobre o mesmo mês do ano passado, para 321,9 mil toneladas.

Com isso, o estoque dos distribuidores de aços planos em fevereiro subiram 1,4% sobre o mês anterior, atingindo 696,5 mil toneladas, suficiente para 2,2 meses de comercialização, nível abaixo do considerado normal pelo setor, de 2,5 meses.

Nos últimos meses, as produtoras de aço brasileiras têm sido criticadas por escassez de produtos e reajustes seguidos de preços, apesar de religamentos, a partir de meados do ano passado, de altos-fornos que foram desativados no início da crise da pandemia no País.

Segundo dados do Instituto Aço Brasil, que representa as usinas, a produção de aço bruto em fevereiro cresceu 3,8% em relação ao mesmo mês de 2020, para 2,8 milhões de toneladas. Já as vendas internas no mês passado avançaram 20,9% ano a ano, para 1,9 milhão de toneladas.

Desde o início do mês, montadoras de veículos instaladas no Brasil, incluindo Volkswagen, Volvo e General Motors, anunciaram suspensão de parte de suas produções em meio a um quadro afetado por falta de oferta de componentes e pela piora dos efeitos da pandemia no País.

Segundo o presidente do Inda, as montadoras que seguem negociando contratos anuais de fornecimento de aço com as siderúrgicas provavelmente vão aceitar reajuste nos preços da liga da ordem de 60% a partir de abril. Uma parte delas já assinou contratos no início do ano com aumentos de 30% a 40%.

“Acho muito difícil que as usinas não emplaquem 60% de reajuste (para as montadoras) em abril…Não tem jeito de ser menos que isso”, afirmou Loureiro referindo-se à subida nos últimos meses de preços internacionais do aço.

Ele citou dados mostrando que o preço de laminados a quente nos Estados Unidos em 8 de março atingiram o pico de 1.348 dólares, alta de cerca de 120 dólares em pouco mais de um mês.

Preços – O presidente do Inda afirmou ainda que a CSN anunciou recentemente novo aumento de preços de aço para entrada em vigor em abril, da ordem de 10%, e que a Gerdau elevou seus produtos planos entre 8% e 10%.

“Usiminas e ArcelorMittal até o momento não deram nenhuma informação de aumento para abril, então a acreditamos que saberemos até o fim desta semana”, disse.

“Na medida que os preços internacionais cederem, que é uma coisa que a gente acredita nos Estados Unidos e Europa, isso diminui um pouco a pressão (sobre novos reajustes)”, afirmou.

Segundo ele, mesmo após seguidos reajustes de preços de aço dos últimos meses, a diferença entre o valor cobrado pela liga produzida no Brasil e a importada, conhecida como prêmio, está ao redor de 1% e 2%, em alguns casos sendo até negativa.

“Afora esse aumento de abril, vejo muita dificuldade para a gente poder imaginar que haverá espaço para mais aumentos depois de abril”, disse o presidente do Inda. (Reuters)

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