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Indi já prevê investimentos de R$ 30 bi em MG neste ano

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Indi espera atrair R$ 30 bi em aportes para MG
Instalações solares de pequeno porte cresceram mais em 2020 entre todas as fontes no País | Crédito: Faisal Al Nasser/Reuters

Após bater recorde na atração de investimentos no ano passado, assinando protocolos de intenções que somaram R$ 55,9 bilhões, a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) pretende alcançar pelo menos mais R$ 30 bilhões neste exercício. A primeira intenção de investimento de 2020 já foi assinada e deverá ser divulgada em breve. Trata-se de mais um projeto de geração de energia fotovoltaica, que consumirá aportes de R$ 800 milhões.

De acordo com o presidente do Indi, Thiago Toscano, já estão em negociações outros investimentos nas mais diversas áreas, que vão intensificar a diversificação da matriz econômica do Estado. Ele se refere aos chamados setores prioritários da nova economia, como aeroespacial, eletroeletrônico, áreas de ciências da vida e tecnologia da informação.

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“Estabelecemos uma meta financeira inferior à apurada em 2019, porque avaliamos que, no ano passado, havia muitos projetos represados. Agora que conseguimos desengavetá-los e avançar em outras frentes, como na aproximação com os investidores, o montante tende a cair. De toda maneira, deverá seguir em ritmo acelerado e com bons frutos para a economia mineira”, destacou.

Os R$ 55,9 bilhões atraídos em 2019 representaram o maior valor conquistado pelo Indi no período de um ano. Até então, o recorde era de R$ 52 bilhões, conseguidos em 2010. Além disso, o montante superou em 24% a estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), no início do exercício, que era de R$ 45 bilhões. Conforme já divulgado, a meta do governo Romeu Zema é alcançar R$ 150 bilhões e gerar 600 mil empregos diretos até 2022.

Cervejaria – Apesar do foco na diversificação econômica e nos setores da nova economia, Toscano revelou que as atividades mais tradicionais também seguem aquecidas e que há negociações também nessas áreas. O presidente citou, por exemplo, a instalação de mais uma fábrica de cervejas no Estado. Sem revelar mais detalhes, ele disse apenas que o investimento deverá ser anunciado no mês que vem e a empresa pretende iniciar a instalação ainda no primeiro semestre de 2020.

Dos investimentos formalizados em 2019, R$ 7,97 bilhões foram de empresas que entraram em operação ainda no exercício. Toscano lembrou que, nesses casos, as empresas começaram a produzir, gerando empregos, renda, arrecadação e outros resultados positivos para o Estado.




Segundo o presidente, um bom exemplo é a Pratt Whitney, que se instalou na cidade de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mediante aportes de R$ 60 milhões. “No decorrer de 2019, eles assinaram o protocolo, começaram a instalação e inauguraram no fim do ano”, disse.

Além disso, outros R$ 15,17 bilhões foram relacionados às empresas que entraram em implantação ao longo do ano passado. Nesta fase, já são realizadas obras civis para construção de novas plantas e os equipamentos são comprados e instalados. Municípios também já sentem os efeitos positivos a partir da geração de vagas de emprego – especialmente na construção civil. O restante (R$ 32,76 bilhões) ainda serão implantados.

Em relação a outros desdobramentos, o presidente do Indi citou que somente em relação ao montante atraído no ano passado, há expectativa de criação de 17 mil empregos. Já o potencial de incremento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do Estado supera os R$ 565 milhões.

Investimento em GD deve ser recorde

São Paulo – Os investimentos para instalação de sistemas de energia solar em telhados de residências e comércios ou em terrenos, a chamada tecnologia de geração distribuída, devem somar um recorde de cerca de R$ 16,4 bilhões no Brasil neste ano, disse à Reuters uma associação do setor.

Esses aportes devem levar a capacidade instalada desses sistemas a 5,4 gigawatts, frente a 2 gigawatts atuais, com um crescimento de 170% na comparação anual, disse a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A expansão prevista para as aplicações de geração distribuída solar em 2020 é maior que a potência atual do País em usinas solares de grande porte, que é, no momento, de 2,4 gigawatts, ou apenas 1,45% da matriz elétrica.




Mas esses empreendimentos solares maiores também devem ter significativo crescimento no ano, de 25%, o que levaria a capacidade instalada em grandes usinas da fonte ao final do ano para cerca de 3 gigawatts, ainda de acordo com a Absolar.

As projeções, que apontam para aportes totais de R$ 19,7 bilhões em energia solar no Brasil em 2020, vêm em momento de intensos debates no País sobre uma proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para alterar regras de remuneração das instalações de geração distribuída.

A agência começou a avaliar as alterações em meio ao boom da tecnologia, que teve expansão de 235% na capacidade entre 2018 e 2019, e sob argumentos de que os incentivos atualmente concedidos ao segmento poderiam onerar os consumidores de energia em geral.

A Aneel defendeu que a mudança nas regras evitaria custos estimados em R$ 55 bilhões até 2035 para usuários que não usam a tecnologia de GD, em visão que recebeu apoio de setores do Ministério da Economia.

Mas o presidente Jair Bolsonaro atacou duramente a proposta da Aneel e disse, no início de janeiro, que há entendimento com os presidentes da Câmara e do Senado para barrar a medida caso ela seja aprovada pela diretoria colegiada da agência reguladora. (Reuters)

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