COTAÇÃO DE 20/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5600

VENDA: R$5,5610

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5630

VENDA: R$5,7070

EURO

COMPRA: R$6,4683

VENDA: R$6,4712

OURO NY

U$1.782,01

OURO BM&F (g)

R$318,60 (g)

BOVESPA

+0,10

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Índice de confiança do consumidor apresenta melhora

COMPARTILHE

Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Pelo quinto mês consecutivo, o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) apresentou alta. Em agosto, a confiança subiu 1,91% e atingiu 37,22 pontos, sendo este o maior nível desde março de 2020.

Apesar do aumento, o consumidor da Capital segue pessimista, já que o otimismo é registrado quando são superados os 50 pontos.

PUBLICIDADE

Dentre os fatores que contribuíram para a redução do pessimismo estão a melhor percepção em relação à situação econômica do País e ao emprego. No ano, o ICC acumula alta de 4,57% e nos 12 meses de 2,6%. Os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead)

Por outro lado, em relação à inflação, a expectativa do consumidor segue bastante negativa. O componente, que tem peso de 15,69% no ICC, foi o único com resultados negativos em todas as bases de comparação.

Em agosto, a queda na confiança em relação à inflação foi de 6,53%, acumulando redução de 7,66% no ano e expressivos 28,68% nos últimos 12 meses.  

De acordo com o gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, o aumento da confiança em Belo Horizonte aconteceu pelo quinto mês consecutivo.

“O ICC-BH vem apresentando aumento constante desde abril. O ritmo ficou menor que o esperado, mas isso aconteceu porque agosto não apresentou datas comemorativas, uma vez que a confiança relacionada ao Dia dos Pais é medida em julho. A alta aconteceu, basicamente, por causa das melhorias nos índices macroeconômicos puxados pelas percepções em relação à situação econômica do País e dos níveis de emprego”. 

Conforme o levantamento da Fundação Ipead, a alta de 1,91% em agosto, frente a julho, foi puxada pelo Índice de Expectativa Econômica (IEE) que apresentou aumento de 5,18% na comparação com o mês anterior. A influência veio, principalmente, pela expressiva melhora na percepção dos consumidores sobre a situação econômica do País e do emprego.

Dentre os componentes, a percepção em relação à situação econômica apresentou o maior avanço. Em agosto frente a julho, a variação positiva foi de 10,47%, alcançando alta de 8,91% no acumulado do ano e  3% nos últimos 12 meses. Em relação ao emprego, as altas foram de 9,36% frente a julho, de 15,77% de janeiro a agosto e de 8,51% nos últimos 12 meses.

“Esta melhoria se deve à retomada das atividades econômicas a níveis praticamente normais, o que vem sendo permitido com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e queda nos índices da pandemia. Com este cenário, o consumidor se torna menos pessimista”, explicou Antunes. 

Entre os componentes do IEE, somente a inflação apresentou resultados negativos. A expectativa dos consumidores em relação ao índice caiu 6,53% em comparação com julho, ampliando para uma retração de 7,66% nos oito primeiros meses de 2021 e para 28,68% nos últimos 12 meses. 

“A percepção em relação ao índice de inflação caiu bastante, mostrando que as pessoas estão pessimistas. Esta queda era esperada com a alta do índice que vem sendo muito influenciado por produtos básicos, como os combustíveis, energia elétrica e alimentação. O resultado mostra muito bem que as pessoas sabem que a inflação não está em um bom nível. A inflação tem um peso significativo e ajudou a segurar a alta do ICC”.

Expectativa Financeira

Já no Índice de Expectativa Financeira (IEF) foi verificada alta de 0,14% frente a julho, de 3,67% nos oito primeiros meses e de 8,32% nos 12 últimos meses. A praticamente estabilidade, em agosto, é resultado das percepções sobre a situação financeira da família em relação ao passado, o que apresentou a maior alta, 0,72%. A situação financeira da família avançou apenas 0,1%. 

Ainda dentro do IEF, a pretensão de compras apresentou leve queda de 0,30%. Os bens e serviços que os consumidores indicaram que pretendem adquirir nos próximos três meses são: vestuário e calçados (13,81%), móveis (6,19%) e eletrodomésticos (5,24%).

Para os próximos meses são esperados avanços no ICC-BH. “A retomada das atividades econômicas, como o comércio, o turismo, os eventos, são fatores que deixam a população menos pessimista. Os comerciantes estão confiantes e esperam melhores resultados nos próximos meses. Além disso, o segundo semestre é marcado pelo aumento das contratações de temporários, o que pode melhorar a percepção dos consumidores. O avanço da vacina contra o Covid-19 favorece a redução dos índices da pandemia, o que também é positivo”.   

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!